sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Na maçaneta

Créditos: Skymix

Blog temporariamente em férias. Vou para o outro lado do Atlântico e até o Oriente Médio. Não conta lá em casa. Placa pendurada na maçaneta da porta: "Volto já".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Aluna aplicada

Fui para o RJ e voltei. Coisas de família. No Rio de Janeiro, eu consigo ler o jornal de cabo a rabo, incluindo obituário e classificados. É como estar em casa e saber exatamente onde estão as coisas. Melhor ainda se fosse o JB. Mas, como sabem, o JB está só online. Comecei a analisar alguns lugares, algumas pessoas e situações. Deixei a dubiedade de lado bem como a minha condescendência. Assisti a programas eleitorais e o desenrolar do caso Erenice. Fica surpreendente a crença das pessoas que podem fazer e desfazer o contrafeito com a cara mais lavada do mundo e achar que ninguém vai perceber. É ter a minha inteligência açoitada, ou a mesma pura estupidez de outrém afinada em alta definição. O palanque para o senado do RJ tem gente demais, as alianças levam a apoios bizarros do presidente a um, da candidata do presidente a outro, do governador a outro, e todos querem o apoio inconteste em retorno. Mas esta Erenice, hem? Deve ter tido aulas com o Zé Dirceu.

domingo, 12 de setembro de 2010

Porque é um livro muito bom

Retirando-se

A. R. Williams escreveu na National Geographic que as Ilhas Maldivas recepcionam milhões de libélulas em outubro todos os anos. Elas acompanham as chuvas sazonais, saindo da Índia, parando por lá e depois indo para a África Oriental. E de volta. A rota cobre um total de 17.700 km em 4 gerações. São como retirantes que vão se perdendo pelo caminho. Esta imagem me diz o quanto estamos amarrados ao nosso lugar. Fazemos caminhadas - uns 5 km. Rodamos de bicicleta - uns 15 km. Nas férias, viajamos - uns 1.000 km de carro. Uns 10.000 km de avião, no máximo. Mas sempre voltamos para casa.

sábado, 11 de setembro de 2010

Zapeando

Foi andando em direção ao precipício. Às vezes, olhava para trás. Um certo nervosismo no olhar. A testa brilhava; suava. Mas os passos continuavam. Até que chegou lá. Na beira. Olhou para frente. Olhou para baixo. Tontura. Sabia que ia cair. Soprou uma brisa.

E então, rapidamente mudei de canal. Incrível como queremos fugir do sofrimento, mesmo que seja numa mera obra de ficção.

Havia chegado bem perto de dizer eu te amo quero ficar contigo para sempre mas não disse bem a tempo. Ficou a um passo. O interlocutor, do outro lado da conversa, havia chegado bem perto de ouvir eu te amo quero ficar contigo para sempre. Mas encerrou a conversa bem a tempo.

Mudou de canal.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Censo 2010

Quando eu era pequeninho eu escutei esta história do Rei que forjou um censo para matar uma criança que seria coroada Rei no futuro, supostamente no seu lugar. E aí, ele fica insano e manda seu soldados matarem toda a criançada, todos os postulantes ao seu trono. E à noite, minha campanhia tocou. Um certo nervosismo e desconfiança toma conta quando ele fala, Oi sou do Censo. Saca do seu smartphone e vai marcando as minhas respostas, uma matança high tech. Espero a hora em que ele vai me empurrar e entrar no meu apartamento brandindo uma espada à procura de um inocente a ser assassinado.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ficamos combinados

"Uma sucessão de fatos reais, originada em uma afirmação mentirosa, configura uma realidade que jamais será verdadeira."
De lá das Sergidades.

Céu azul






Todas as fotos são minhas mesmo.

O linguarudo volta a atacar

Um pouco atrasado, li a entrevista do Morrissey que provocou controvérsia na semana passada. Fui procurar as palavras que provocariam a ira das pessoas. O que eu encontrei foi um relato de uma paixão ignorada. Não desprezada ou não correspondida, mas simplesmente vazia. A inclusão da frase sobre os chineses é só uma informação a mais. O fato de estar de forma indireta cria um colchão de segurança, considerando a crueldade dos chineses para com os animais, você não conseguiria evitar de pensar que eles seriam uma subespécie. Ora, quem poderia acusá-lo de racismo?, diria um advogado. Ainda há a oportunidade de mudar o foco para sobre o tratamento garantido aos animais. Mas onde ficamos afinal? Racismo ou crueldade? Cinismo ou objetividade? Formador de opinião ou completa falta de habilidade social? Tudo ou mais um pouco? Leia aqui a íntegra da entrevista no The Guardian e aqui, a polêmica.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rol nãocontaláemcasa

Fiz esta lista enquanto tomava alguns chopps. Coisas que quero fazer pelo mundo. Não conta lá em casa. Ver o sol da meia noite na Noruega. Andar de balão na Capadócia. Conhecer a terrinha da Björk. Subir o Monte Fuji. Ir à casa do Papai Noel na Finlândia. Esquiar em St Petersburgo em algum lago congelado. Kathmandu. Não, a Suécia deve ser um saco. Conhecer Mecca. Atravessar a Alemanha em alta velocidade numa Autobahn. In Jerusalem we pray, in Tel Aviv we play. Ir de Moscow a Vladisvostok de trem. Peregrinar de Le Puy até Roncesvalles. Acompanhar o Tour de France. Trekking até o base camp do Everest. Ir até a DMZ das Coréias. Estar em Paris num 14 Juillet e jantar no topo da Torre Eiffel. Subir na Pirâmide. Ir a um coffee shop em Amsterdam. Visitar a Ilha Páscoa. Hospedar no The Peninsula de Hong Kong. Fazer trekking entre as Cinque Terre. Visitar o Palácio de Potala, Lhasa. Tomar cerveja na Oktober, de Munique. Passar temporada com os nômades da Mongólia. Ver os bichos na África, ao vivo e a cores, de preferência na área entre o Quênia e Tanzânia. Nadar no Mar Morto. Ir até a Antarctica. Morar em Floripa.