domingo, 8 de agosto de 2010

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Aproximei-me da prateleira. Passei por ela. Caminhei rápido e não olhei para ela na volta. Posterguei. Até que, antes de apagar as luzes, separei os escritos. Eram ou foram escritos formidáveis a seu tempo. Mas tive receio de relê-los por causa da dor e sofrimento que os inspiraram. Ainda estão na sua forma bruta e não se tornaram construtivos ainda. São muito mais retratos de época do que lembranças. Sim, porque o tempo ameniza as lembranças que faz sobreviver apenas as melhores. Procuro por uma resposta específica que sei que está lá em uma das folhas e não há um search para eu clicar e me livrar da dor.

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