sábado, 31 de julho de 2010

A simplicidade

Do abandono

Crianças de uma certa idade necessitam de constante supervisão. Precisam, por vezes, que peguem na sua mão e indiquem o caminho. Há crianças que se perdem no supermercado, por entre corredores de possibilidades. Exatamente no momento em que parece que a liberdade a atingiu e todo aquele gigantesco local clama por conquista, é quando a criança sente-se muito pequena. E começa a chorar. E a olhar com desespero. E a correr na procura. Para não confirmar o sentimento de abandono que a ameaça.

Escrevo de volta com a cara mais lavada do mundo. Como se nunca tivesse abandonado este blog.

domingo, 11 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Mais um

Sexta-feira. Tinha que comprar uns artigos de primeira necessidade e aproveitei para passar no shopping. Anda para lá. Ando para cá. No fim, passei em frente à cervejaria e pensei, espera um instante, por que não? O primeiro chopp desceu fácil. Pedi uma caneta emprestada ao garçom que me olhou torto - por que ninguém gosta de emprestar sua Bic? Peguei um guardanapo e comecei a anotar todas as idéias randômicas que ia tendo. Faltando dois dedos para o fundo do copo, o garçom apontou e dissemos, uníssonos, mais um - ele com um ? e eu com um !. Um guardanapo. Mais um guardanapo. Um prato de salgados. Mais um guardanapo; este, um pouco engordurado. Esqueci de dizer que já tinha acontecido outro 'mais um' neste meiotempo. Agora, a velocidade das anotações já havia diminuído e eu sentia um leve torpor nas bochechas. Mais um? Eu já estava distraído, mas não perdi a gentileza, sim por favor!

Chamois

Hoje de manhã acordei com a cara amassada como chamois. Um daqueles dias em que o cabelo não assenta, o pijama fica retorcido no corpo e o chinelo, distante o suficiente para fazer caminhar no piso frio. E fui fazer uma caminhada, mas não sem antes resgatar o meu boné, não sem antes resgatar meus óculos escuros. Daí eu olhei todas aquelas pessoas com quem eu cruzava no caminho. Gordos magros carecas. Tristes, não me pareciam. Eram movidos a energia solar do céu azul do meio-dia. Ou pela força motriz dos seus cães. Carregariam eles uma tristeza absoluta por baixo dos seus bonés ou por trás dos seus óculos escuros? Se sim, enganam bem. E me perguntei por que eu poderia ser menos feliz. When my face is chamois-creased...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MarinamorenaMarina

Se hoje apareceu um Índio na corrida presidencial, prefiro a cara do Brasil.