segunda-feira, 24 de maio de 2010

Alice deixada pelo seu Salvador

Eu não assisti Alice. Tenho fugido estranhamente do cinema. De repente, minha vida passou a ter outras prioridades. Ou simplesmente esqueci do encantamento da sala escura. Certamente bem mais acessível ela é do que a do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que está tinindo de bonito depois da reforma. Será que, dentro daquela sala de paredes douradas e assentos vermelhos, nós igualmente nos transportaríamos para algum outro lugar? Possivelmente. Um dia estive lá e fui para uma Espanha do século XIX onde todos cantam em francês. Bizarro certamente, mas mágico também. Outro dia sonhei com uma Alice como do nada. Havia também um gato gordo e rajado, e olha que eu não aprecio gatos. Não sei interpretar sonhos, mas tive a sensação de que estava exagerando no cuidado concedido. Eu, que tenho a mania de ser o Salvador, tomei meu rumo e deixei aqueles dois personagens à sua própria sorte.

2 comentários:

Before Sunrise disse...

Parece que vc ta evoluindo, entao... Eh importante sabermos qdo esta na hora de deixar os outros com seus problemas e seguirmos em frente. Nao podemos sempre sermos os salvadores.

Milena Magalhães disse...

Olá,

saudade daqui! sempre interessante este teu caminho para dentro, aparando as arestas, ficando com o que realmente importa. ! Seus posts indicam bem isto.

Um abração.