quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quinta sem lei

Faça uma pausa, Pam. Você parece cansada. São as últimas palavras de Jason Bourne, antes de começar a tocar Extreme Ways e rolarem os créditos.

Moby was Bourne to be wild:



Extreme ways are back again. Extreme places I didn't know. I broke everything new again, everything that I'd owned. I threw it out the window; came along. Extreme ways I know will part the colors of my sea, perfect colored me. Extreme ways they help me, they help me out late at night. Extreme places I had gone that never seen any light. Dirty basements, dirty noise, dirty places coming through. Extreme worlds alone. Did you ever like it planned? I would stand in line for this. There's always room in life for this. Oh baby, then it fell apart. Extreme sounds that told me they held me down every night. I didn't have much to say. I didn't give about the life. I closed my eyes and closed myself and closed my world and never opened up to anything that could get me at all. I had to close down everything. I had to close down my mind. Too many things could cut me. Too much could make me blind. I've seen so much in so many places, so many heartaches, so many faces, so many dirty things you couldn't even believe. I would stand in line for this. It's always good in life for this. Oh baby, then it fell apart. Like it always does, always does.

Estado civil ou militar

Sempre rejeitei a hipótese de que alguém que viva sozinho desenvolva hábitos solitários e, com o tempo, incompatíveis com outros. Uma falácia. Se um lobo solitário pode ser qualificado como metódico, bagunçado, cheiodemanias, maníaco, ou qualquer outra coisa, ele seria assim mesmo, mesmo que estivesse acompanhado de sua parceira ou grupo. Porque é uma característica humana, intrínseca, pessoal, intransferível e não aderente ao estado civil. Extrapolando o raciocínio, perguntei-me hoje se haveria diferença na capacidade de absorção de frustrações entre casados e solteiros. Pensei, casados têm um fator a mais de frustração que têm que lidar: o outro no casamento. É como uma oportunidade adicional para lidar com rejeições - aumentando a frequência, aumentando a experiência. Consultei ilustrados e ouvi suas posições. E conclui: estado civil não deixa um mais ou menos equipado para lidar com frustrações. Portanto, resta-me desejar: Boa sorte a todos nós.

terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Alice deixada pelo seu Salvador

Eu não assisti Alice. Tenho fugido estranhamente do cinema. De repente, minha vida passou a ter outras prioridades. Ou simplesmente esqueci do encantamento da sala escura. Certamente bem mais acessível ela é do que a do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que está tinindo de bonito depois da reforma. Será que, dentro daquela sala de paredes douradas e assentos vermelhos, nós igualmente nos transportaríamos para algum outro lugar? Possivelmente. Um dia estive lá e fui para uma Espanha do século XIX onde todos cantam em francês. Bizarro certamente, mas mágico também. Outro dia sonhei com uma Alice como do nada. Havia também um gato gordo e rajado, e olha que eu não aprecio gatos. Não sei interpretar sonhos, mas tive a sensação de que estava exagerando no cuidado concedido. Eu, que tenho a mania de ser o Salvador, tomei meu rumo e deixei aqueles dois personagens à sua própria sorte.

sábado, 22 de maio de 2010

Are you experienced?

Você é experiente? Desistiu de cometer os velhos erros. Decidiu cometer erros novos. Correr riscos em vez de correr dos riscos. Não mergulharia num vazio, num buraco negro. Mas, experimentaria sem medo de errar. E o Jimi insiste, have you ever been experienced? Acho que sim. Num certo momento de vida, talvez. E finaliza, well I have...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Frases memoráveis

O começo da sabedoria está em chamar as coisas pelos seus nomes corretos. Provérbio chinês.

Uma arte

Há pessoas habilidosas na sensível arte de tornar as coisas ainda piores. Numa fração de segundos elas criam uma realidade paralela onde constroem premissas ameaçadoras, preocupações inimagináveis, conspirações e atentados. Na verdade, saem da realidade e entram numa matrix sórdida, criada pela sua própria agitação mental. Nada é tão ruim quanto aparenta ser. Ela só se torna pior graças a você mesmo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quinta sem lei

Esta música nunca é demais para mim.

A propósito, alguém poderia me definir o que expressa o tom de voz do Bernard Sumner? Gentileza comentar.


As I look at the morning sky, today the wind is blowing hard, see that bird is floating high: pretty soon it will be tired. I spent a day all by myself. A rich man without his wealth. Sometimes I get it wrong but I'm not the only one. The afternoon was very clear. The sun was beating down on me. I got thirsty for a beer that I had to go to sea. The sea was very rough. It made me feel sick but I like that kind of stuff: it beats arithmetic. I don't want the world to change. I like the way it is. Just give me one more wish: I can't get enough of this. When it gets to be alive and not just still survive. To hit and not to miss: I can't get enough of this. The early evening mists look beautiful to me. It was sweeter than a kiss. I wish you all could see. I'm a long long way from home but this photograph of you, even though it's monochrome, tells me what I should do. So I got up on my feet. I knew it would be alright for my clothes were looking beat in the middle of the night. I don't want the world to change. I like the way it is. Just give me one more wish: I can't get enough of this. When it gets to be alive and not just still survive. To hit and not to miss: I can't get enough of this.

domingo, 16 de maio de 2010

Das pirâmides, efígies e obeliscos

De nada vale a sua história, foi o que ouvi. O que conta é tão somente a ação de hoje e a perspectiva de amanhã. E este prazo à vencer pareceu-me tão etéreo como contar com o rendimento da bolsa de valores: garantia nula. Uma subjetiva aposta no infinito sem premissas, sem dados, sem memória de cálculo. O choque que sofri, transformei em uma qualificação: absurdo. Ora, pode-se construir pirâmides, efígies, obeliscos. Perenes serão, mesmo sob risco da ruína pelo tempo ou mesmo de alguma guerra nuclear. Será que tê-los construído alçará seu idealizador à mesma imortalidade? Para uns, parece que não. Eu acho que sim. Seremos lembrados, sim, por termos imprimido uma marca neste mundo. E eu, eu apresento o mais profundo respeito a quem deixou um legado, a quem tem uma história para contar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

GPS

Há uma pequena ebulição em andamento. Há interesses diversos que passam na minha frente e eu, curiosa e talvez desatentamente, os sigo. Por vezes, passam de excessivamente atraentes a absolutamente aborrecidos em pouco tempo. Mas como posso julgar isto em antecipação? Enquanto sementes, breves e pequenas, todas são muito semelhantes. Com o tempo, algumas vezes mais, outras vezes menos longos, algumas tornam-se árvores frondosas, outras arbustos rasteiros. Só o tempo ajuda. Consigo ver apenas esta profusão de eventos passar mas não consigo ver lógica, ver a lógica que sei que existe mas cujo raciocínio ainda não desenvolvi. Por conta disto, justifico, não tenho escrito aqui. Minhas idéias não andam calcadas em nada. Tudo é lentamente efêmero. Certezas que achava que tinha, se perderam. Outras se formam, mas desconfio ainda delas. Mas não pense, caro leitor, que vivo sem norte. Minha bússola é interna. É um GPS orgânico em algum lugar entre minha mente e meu coração.