quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Quinta Sem Lei

Mundo louco, este um.


All around me are familiar faces, worn out places, worn out faces, bright and early for the daily races going nowhere, going nowhere. Their tears are filling up their glasses. No expression, no expression. Hide my head I wanna drown my sorrow. No tomorrow, no tomorrow. And I find it kind of funny, I find it kind of sad. The dreams in which I'm dying are the best I've ever had. I find it hard to tell you, I find it hard to take when people run in circles, it's a very very, mad world, mad world. Children waiting for the day they feel good: Happy Birthday, Happy Birthday. And I feel the way that every child should: sit and listen, sit and listen. Went to school and I was very nervous, no one knew me, no one knew me. Hello teacher tell me what's my lesson. Look right through me, look right through me. And I find it kind of funny, I find it kind of sad. The dreams in which I'm dying are the best I've ever had. I find it hard to tell you, I find it hard to take when people run in circles it's a very very, mad world, mad world. Enlarge your world, mad world.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A escolha

A escolha de Sofia tornou-se expressão óbvia para decisões como o que escolher entre casar ou comprar uma bicicleta ops já comprei a minha bike. Tomar uma decisão deveria ser um processo simples e objetivo, quase matemático. Só que adicionamos à equação sentimentos, cenários supostos, reações potencialmente explosivas e inesperadas, temores infundados, o coração enfim. E tudo volta para Sofia.

Curso natural

Viveu sua sensação mais libertadora na expectativa do que estava por vir. Era uma excitação, um calor, palpitação, falta de concentração, um inexplicado. Na antecipação, tinha certeza de que aquilo perduraria. Como o fogo da paixão, uma hora tudo se extinguiu. E ficou um resto de passado, uma busca burra pelo que já passou, uma sensação de perda. Esqueceu-se do frenesi. Quanta estupidez, pensei. Se somente soubesse que este é o curso natural da vida.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia de São Valentim está terminado

It's over.

Some day boy you'll reap what you've sown. You'll catch a cold and you'll be on your own. And you will see that what's wrong with me is wrong with everyone that you want to play your little games on. Poetry and flowers pretty words and threats: you've gone to the dogs again and I'm not placing bets on you coming home tonight anything but blind. If you take me for granted then you must expect to find surprise, surprise. Valentine's day is over, it's over. Valentine's day is over. If you want to talk about it well you know where the phone is. Don't come round reminding me again how brittle bone is. God didn't make you an angel, the devil made you a man. That brutality and economy are related now I understand. When will you realise that as above so below there is no love? Valentine's day is over, it's over. Valentine's day is over. For the girl with the hour glass figure, time runs out very fast. We used to want the same things but that's all in the past. And lately it seems that as it all gets tougher, your ideal of justice just becomes rougher and rougher. Valentine's day is over, it's over. Valentine's day is over. Thank you for the things you bought me thank you for the card. Thank you for the things you taught me when you hit me hard. That love between two people must be based on understanding. Until that's true you'll find your things all stacked out on the landing. Surprise, surprise. Valentine's day is over, it's over. Valentine's day is over.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Adoro assistir NHK

Sem entender nem uma palavra de japonês. Veja como eles falam. Riem. Olham. Vestem-se. Comportam-se. Cortes de cabelo. Figurino. Veja os programas com os as placas explicativas. E as legendas (em japonês). O kabuki e as lutas de sumô. E como comem, experimentam e bebem. Caminham e cumprimentam.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Como é que é?

Uma das formas mais polidas de se perguntar em inglês o que se deseja é how can I help you? Mais bruscamente em português, perguntaríamos o que se deseja, chegando até a o que você quer? Queria só responder a quem me pergunta em inglês que sim, obrigado preciso de ajuda, e que, em português, eu não sei muito bem o que eu quero.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ao longo de uma música

Ele chegou à festa e encostou na coluna no canto da sala. Enquanto olhava em volta, tomava alguma coisa direto do gargalo de uma long neck. Poderia ser uma cerveja, poderia ser uma vodka. O calcanhar estava levantado, sujando a parede com a sola do tênis. Sua mão empurrava o fundo do bolso da calça, tanto que quase deixava sua cueca à mostra - não que isso o incomodasse. Mais um gole na garrafa. A música era para dançar. Nada muito pesado. O suficiente para dançarem em pares na pista - não que isso o incomodasse. Quando as luzes piscaram, uma música começou e foi que ele percebeu quem estava na pista. Velhos amigos. Acompanhou aquele casal com os olhos e os achou engraçados até o fim da primeira estrofe. No primeiro refrão, notou o quanto o charme lhe banhava os cabelos - eram lisos como penugens, angelicais. Na segunda estrofe, tentou olhar para o outro lado porque estava se sentindo esquisito. Mas não resistia em voltar seus olhos para o mesmo lugar, irresistível para ele. E chegou o refrão novamente. O sorriso o contagiava e causava uma aflição e pensou o quanto ridículo era estar com aquela garrafa, encostado num canto. O refrão tocou de novo, um chiclete, pensou. Devia estar dançando, droga. O fim da música chegou. E ele tinha se apaixonado.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Feitin'casa

Estou cozinhando. Uso um livro de receitas porreta. Eu, que sou meio tonto, até que sou bem sucedido nos resultados. Engenheiro químico que sou: todas as quantidades são medidas estequiométricas, tempos são cronometrados, nada de improvisos. Mas, se tudo falhar (e terá sido culpa exclusivamente de uma receita mal redigida), há sempre uma taça de vinho tinto para garantir uma alegria. Raro privilégio poder comer o que se faz, eu acho. Isto porque eu adorava takeaways, comida pronta, restauranteàquilo. Agora saladas, molhos, legumes, grelhados, assados - tudo feito em casa.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Alta

Ganhei alta. Durante os últimos 3 meses trabalhei o meu peso. Reeducação alimentar, exercícios. Do limite do IMC quase chegando ao sobrepeso, estabeleci como meta o meio da faixa normal. E cheguei lá. É uma delícia ser sedentário, mas é muito melhor ser ativo. Another tick in the box.

Lembrei-me de você

Sabe quando as pessoas recomendam algo para você porque é a sua cara! era o que você estava precisando! não era isso que você estava procurando? Muitas vezes estas recomendações não significam nada. Conselhos, recomendações, sugestões são tão inúteis nesta nossa geração de incrédulos. Precisamos testar para acreditar, certo? Acreditamos fortemente no que cremos no âmago e no que já experimentamos - característica de nós nascidos nos anos 70. Nesta semana entregaram-me um artigo para ler porque presumiram que eu devia, para o meu bem. Passei os olhos. Apesar das melhores intenções, o texto possuía um trecho crítico que fazia apologia de algo eticamente questionável. Larguei o artigo de lado para me recuperar e dar um tempo para voltar para uma leitura mais apurada mais tarde. Durante algumas horas pensei o quanto eu pudesse estar defasado nas minhas crenças. É fácil se questionar por coisas triviais, mas é muito forte questionar crenças essenciais. Tolera-se o roubamasfaz, o puxasaquismo, a leidogerson. As pessoas podem ser muito lenientes. Quando voltei para ler com cuidado, minha crítica não mudou. O que é isso? O que é que isso companheiro? Meu estômago revirou. Eu quero minha retidão na vida - isto, ah isto, isto não mudo.