terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Überkriminell

Lendo Lolita, do Nabokov. Pomposamente escrito, está muito afastado de qualquer literatura rápida. O assunto em outras épocas poderia ser meramente escandaloso e um tanto perverso. Renderia pela extravagância do assunto. Teria sido uma visão muito peculiar da atração de um homem por meninas jovens. Mas, hoje em dia, confesso que o assunto me dá náusea. Vamos nos respeitar, não há perdão: a personagem é um pedófilo, criminoso, um tremendo filhodaputa. Eu o vejo em cada um destes que desgraçados que apareceram nas notícias - seja nestes rincões brasileiros, nos EUA ou, o überkriminell Fritzl na Áustria. Não, Lolitas não são provocações ambulantes, pedindo para serem bulinadas. Elas são crianças, na essência, e que ninguém desconfie disto. A Justiça não desconfia. Portanto aberrações, comportem-se.

Nenhum comentário: