segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nuca suada

A temperatura subiu durante a madrugada. Acordei, passei a mão na nuca: úmida. Sempre havia pensado que temperaturas caíssem durante a madrugada. Um copo d'água foi suficiente para me fazer dormir novamente. Acordei com um pesado na fronte. Todos os relógios haviam ficado malucos. Cada um marcava um horário. Não, sou eu que estou ficando maluco, havia trocado a bateria de alguns deles há alguns dias. Este paradoxo do tempo me fez especular. O calor, a umidade, provém de uma fenda no tempo que nos leva a um lugar muito mais quente e abafado. E lá soprou um bafo senegalês.

Devo ter visitado o local enquanto dormia.

Um comentário:

Flávia disse...

Que seja um lugar onde, apesar dos suores, viver seja menos sufocante.

Adorei o blog e o texto. Conciso e bem escrito. Parabéns!