sábado, 5 de dezembro de 2009

Ode às maçãs argentinas (ao inverso)

Desconfio que os argentinos exportam as suas maçãs podres para o Brasil. São usualmente aquelas maçãs que estão nos balcões dos supermercados, vistosas, grandes, brilhantes. Mas que não resistem à primeira mordida. Uma consistência de isopor, gosto idem. Sorte a nossa se ainda mantém internamente a cor branca - na verdade, é um índice de sorte, dizendo corra para um bingo para ganhar um milhão (deveria dar direito a mais uma maçã - que invariavelmente vai estar podre - como ganhar numa raspadinha, pegar mais uma e darcomosburrosn'água). Se um dia dependermos exclusivamente delas, as futuras gerações esquecerão que maçãs deveriam ser suculentas e rejeitarão todas aquelas que gotejarem um suco, melarem a mão, ou pingarem na camisa. Encontrarão apenas relatos, assim como neste post, que, um dia, maçãs eram frutas gostosas. E, para terminar, acho que eles prestaram consultoria para a Disney para desenhar a maçã dada pela bruxa à Branca de Neve.

2 comentários:

Nana disse...

Hm... não posso dizer que não concordo, mas me peguei a pensar menos em maças argentinas e mais em como o corre-corre acabou deixando minha vida menos suculenta. Quase que só sobraram relatos em um blog, posts lembrando de uma vida mais melada, mais doce, definitivamente mais saborosa...

Fernanda S. disse...

hahaha
Agora vou ficar pensando nas maçãs argentinas e nas maçãs suculentas... hunf!