domingo, 13 de dezembro de 2009

Compare e contraste

Um dia me parou e disse, agora entendi porque adoro fazer maluquices. Pausa. Por maluquices, entendi o bungee jumping, a fixação pelo motocross, as escaladas na montanha, os saltos de paraquedas. Pausa. Continuou então, é que eu morro de medo. E eu disse que eu também e o resto da torcida do Vascão também. Não, um não pela palavra e pelo movimento de cabeça e pelo movimento do corpo. Não, é que eu sinto medo de tudo mesmo, daí que eu preciso criar algo de verdade pra eu ter medo, algo, tipo... hesitou... tipo mergulhar com tubarões. Eu ainda estava sem entender muito. É, continuou, é assim que dá para saber o que é realmente do que se deve ter medo. Todo o resto, finalizou, todo resto é nada. Nada, viu? Me bateu nos ombros, me olhou firme e foi embora. E eu fiquei olhando para ele, pensando. E depois concordei. Eu fazia o mesmo. Virei as costas e fui embora.

3 comentários:

Flavia Melissa disse...

Nos Florais de Minas tem um floralzinho prá isso... Nicociana é o nome.

Otima constatação e ótima oportunidade para rever conceitos e ações!

Beijoca!

ps_tadinho do dog-food!!! que carinha de quem sabe que vai ser traçado!

N. Ferreira disse...

Uau... tô pensando até agora.
A gente deve procurar pretextos o tempo todo, quase que sem querer...

Caco disse...

Nicociana? Vou procurar...

Nana, será que todos os destemidos são medrosos profundos?