terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chove sobre o molhado

A chuva que cai tão incessantemente ou tão repentinamente é tão bizarra que coisas estranhas acontecem. É tudo de forma muito semelhante à chuva de sapos que cai em Magnolia e já escrevi a respeito. Hoje, enquanto chovia caía uma chuva de cupins. Acho que eram cupins, dada a minha ignorância para discernir e nomear insetos (ou animais em geral). Cupins voavam em espiral descendente pela minha janela do 12º andar. Muitos. Partículas que formavam uma nuvem - um modelo atômico na janela. Não reconheço este dezembro. Dezembros são quentes como frigideiras sem cabo. Este está morno, molhado, aborrecido.

4 comentários:

N. Ferreira disse...

Quase estático.

Alice Salles disse...

é. o fim dos tempos ou o fim do nosso tempo?

Caco disse...

Por favor, quero sol.
Calor.
Verão.

maria disse...

eu não sei aí, mas aqui dezembro é chovido. muito chovido.