sábado, 21 de novembro de 2009

Azul KLM

A primeira vez em que viajei de KLM marcou minha memória. A cinzenta Guarulhos tinha ficado para trás e eu fui mimado no top deck de um 747. Escolhi uma miniatura de uma daquelas casinhas típicas holandesas com cerâmica de Delft. A manhã de Schipol estava cheia de holandesas ruivas bronzeadas sorridentes na primavera européia indo para algum destino caribenho. Eu, eu ainda me dirigia a uma fria Hamburgo. O vôo curto até Fuhlsbüttel foi num avião estreitinho. O comissário dava as instruções em holandês e num inglês tão ininteligível quanto. No seu típico uniforme azul do céu, a cada vez que a comissária gesticulava indicando as saídas de emergência ou fechando a fivela do cinto de segurança ou indicando como usar a máscara, o comissárionarrador fingia ter sido atingido por ela. Os dois riam, cúmplices, divertindo os poucos passageiros interessados. Nesta semana, encontrei uma velha amiga vestida de azul KLM dos pés a cabeça. Para alguns, bizarro. Para mim, boas memórias.

3 comentários:

Alex disse...

Boas lembranças, Caco. Uma roupa pode fazer isso, uma cor, um cheiro, uma música, o som de uma colher vibrando dentro de uma xícara. Gostei da história. Conte mais das viagens - quando puder.

sergidades disse...

Memórias bizarras, eu as adoro!

Caco disse...

Alex, tenho viajado pouco ultimamente. Mas tenho puxado das minhas memória. Outras coisas estão no meu tag cloud.

Sérgio, meu querido, sei que você curte uma bizarrice... hehehe