sábado, 3 de outubro de 2009

Mariella

Um dia eu cheguei do trampo nesta semana. Abri as janelas do apartamento fechado. Troquei a fantasia de engenheiro pela camiseta do fãclube da Amy Winehouse, shorts e tênis. Juntei o capacete e o ipod. Pulei na bike e lá fui eu. E o vento, ele estava frio. Do alto da colina até o lago, foram alguns segundos para a velocidade começar a subir, incontrolável, e minutos em que as músicas começaram a fluir nos fones. A primeira primeira curva em volta do lago ainda foi em alta velocidade. Negociar a primeira subida foi o momento para aproveitar e começar a paquerar até a subida da colina dos bombeiros e descer até a esquina do sinal do iate clube. Se vermelho, então squeezewatersqueeze, e esperar civilizadamente até o sinal verde. Depois é hora da vista panorâmica do lago, dos postes de luz refletidos no espelho d'água até a esquina do boteco. Passar pela tentação dos côcos verdes até a descida do futuro mercado. Segunda rodada oficial da paquera e aproveitar o vento fazendo barulho nas orelhas. Fechada a volta completa, acabei de pensar em todos problemas e a concentração ficou só na pedalada, só na paquera, só no squeeze, muito instinto e pouco cérebro. Uma. Duas. Três. E perdi a conta das voltas. E o shuffle da noite estava em sincronia com tudo aquilo, o que só me fez deixar com o o sorriso aberto pelo vento e falar a frase du jour: what a life.

2 comentários:

Ana R. disse...

Que deliciosa é a vida quando se sabe viver...:)

Louise disse...

Feliz, feliz!!

Sorri aqui, Caco. Que post lindo.

Bjo