domingo, 9 de agosto de 2009

Pensamentos no dia dos pais

Fui instado a reportar a minha lembrança mais antiga, aquela de quando era o mais novo possível. Pois disse que lembrava do meu pai, contando estórias, divertindo visitantes em casa. Lembro-me de prestar muita atenção a o que ele dizia, respeitosamente, guardadas as devidas proporções para uma criança de uns 4 ou 5 anos. Uma das estórias que eu me lembro era a de um homem que morava na vila do meu pai e que derrubou um avião arremessando laranjas. E ele sempre terminava a estória às gargalhadas, sinalizando que tudo era uma grande piada. Eu ficava com um sentimento meio esquisito: como aquela figura usualmente respeitável e séria poderia estar contando uma mentira? Era um contrassenso na cabeça daquela criança. Perguntaram-se se eu havia herdado tal capacidade dele. Não, sou um péssimo contador de estórias. Mas sim, sou cheio de contrassensos.

Um comentário:

Fernanda S. disse...

Que fofo este post... e linda a foto do blog!!!
Beijos e ótima semana!