domingo, 30 de agosto de 2009

Lindeza #2

Precisa dizer mais?
(Créditos: a imagem é do Museu Tamayo)
Já senti isto. Já tentei escrever a sensação. Já tentei escrever algo que provocasse esta sensação. Mas a imagem, ah a imagem, é linda. Eu a encontrei num post de Mary W para o blog coletivo Todas as coisas do mundo (para o qual também orgulhosamente escrevo).

Lindeza

Rio de Janeiro: A Águia retorna ao Teatro Municipal
Créditos: Camilla Maia/Agência O Globo

sábado, 29 de agosto de 2009

Dupla de ases

Pacino, de Niro, 1977
Esses caras são foda.
(créditos: autor desconhecido)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Quinta sem lei

Quer mais o quê? Porra, toca um Ramones, aí!


Twenty-twenty-twenty four hours to go I wanna be sedated. Nothin' to do no where to go-o-oh. I wanna be sedated. Just get me to the airport put me on a plane. Hurry hurry hurry before I go insane. I can't control my fingers I can't control my brain. Oh no. Twenty-twenty-twenty four hours to go I wanna be sedated. Nothin' to do no where to go-o-oh I wanna be sedated. Just put me in a wheelchair get me on a plane. Hurry hurry hurry before I go insane. I can't control my fingers I can't control my brain. Oh no. Twenty-twenty-twenty four hours to go I wanna be sedated. Nothin' to do no where to go-o-oh I wanna be sedated. Just put me in a wheelchair get me to the show. Hurry hurry hurry before I go loco. I can't control my fingers I can't control my toes. Oh no. Twenty-twenty-twenty four hours to go I wanna be sedated. Nothin' to do no where to go-o-oh I wanna be sedated. Just put me in a wheelchair get me to the show. Hurry hurry hurry before I go loco. I can't control my fingers I can't control my toes. Oh no. Ba-ba-bamp-ba ba-ba-ba-bamp-ba I wanna be sedated.

domingo, 23 de agosto de 2009

Objeto do desejo

Eu quero uma.

De um compromisso

Convidada a ir a um evento que não queria ir por incompatibilidade de gênio com o anfitrião aquele filhodaputa me sacaneou, ela respondeu calmamente que tinha um compromisso previamente agendado. Um tempo depois sua amiga, que tinha ouvido o convite e a recusa, perguntou que tal compromisso era aquele. Tenho um compromisso inadiável com a minha dignidade, respondeu.

sábado, 22 de agosto de 2009

Vista diurna

Créditos: foto minha mesmo, montada a partir de 4 fotos separadas tiradas na sequência.

Versão do post abaixo - agora com luz natural. O avião da TAM não está aí, porque aproveitei enquanto a chuva nos dá algumas horas de trégua. Esta é a versão bucólica da minha vista. Circundando meu prédio, há outros 4 prédios tão altos quanto o meu. Entretanto, o terreno imediatamente do meu lado está ocupado por uma loja da Tok&Stok, plana, horizontal, pésnochão. Daí acho que a minha vista não será ocupada por algum tempo. Tenho o sol da tarde porque encaro o oeste, providencial no inverno mas que poderá ser um tormento no verão. Mas esperemos até lá. Adoro esta linha de horizonte e o céuzão azul - na foto, ele está excepcionalmente tingindo do branco das nuvens remanescentes das últimas chuvas. Bom dia, então.

Segurança a bordo

Raramente prestamos atenção às instruções de segurança a bordo do avião. Mas se os apresentadores das informações estivessem peladões, acho que seria um ponto. Quem sabe, quando eu for à Nova Zelândia. O duro é entender este sotaque neozelandês.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vista noturna

Créditos: Foto minha mesmo, montada a partir de 3 fotos separadas tiradas na sequência.

Improvisei esta panorâmica da janela daqui de casa. Basicamente estou num dos atuais limites da cidade. Isto em breve não mais será verdade, já que a expansão urbana vem nesta direção e avançará um pouco além. À noite vê-se estes pontinhos de luz. Estradinhas entre chácaras e condomínios horizontais de luxo. Bem ao fundo, dá para ver o amontoado urbano das cidades vizinhas. Um pouco à esquerda, temos o shopping center; e a torre de telecomunicações num primeiro plano. A panorâmica é cortada pela estrada estadual que nos leva daqui do interiorrr até a capitarrr do estado. Mais o que eu mais gosto é o horizonte coberto de lâmpadaszinhas de Natal piscando (sim, porque elas piscam). Há também o avião da TAM que manobra e passa à direita em direção ao aeroporto no início da noite (não, ele não está nesta foto). Nestes dias chuvosos, daqui do 12º andar, neblina impede-me de ver o outro lado da rua. O vento sopra forte e não temos qualquer proteção, só o céu nos protege. Um dia eu publico uma foto deste cenário bucólico durante o dia.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quinta sem lei

Quinta sem lei do jeitoqueodiobogostcha. Não dava para ficar só no áudio e apimentei com o vídeo da Revolução Sexual de Macy Gray. Uma pedida equivalente era o Get Off do Prince (How can I put this in a way so as not to offend or unnerve? There's a rumor goin' all round that u ain't been gettin' served. They say that u ain't u know what in baby who knows how long. It's hard 4 me 2 say what's right when all I wanna do is wrong. Get off! 23 positions in a 1 night stand...). Mas o príncipe é temperamental e ameaçou processar quem mexer com as coisas dele na internet. Então vamos com a Macy e cameo appearance de Naomi garotaenxaqueca Campbell:



Everybody shake it, time to be free amongst yourselves. Your mama told you to be discreet and keep your freak to yourself. But your mama lied to you all this time. She knows as well as you and I. You've got to express what is taboo in you and share your freak with the rest of us: 'cause it's a beautiful thing. This is my sexual revolution. Everybody shake it, time to be free amongst yourselves. Everybody break it every rule every constriction. My papa told me to be home by now but my party has just begun. Maybe he'll understand that I got to be to be the freak that God made me. So many things I want to try, got to do them before I die. This is my sexual revolution. I'm so funkin' beautiful, especially when I take my clothes off. Sexual revolution. Got to do them before I die

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Trinca de ases

Feliz aniversário, Sean Penn. Você é foda.
Créditos: Getty Images

domingo, 16 de agosto de 2009

Obrigado pelos dias

Quando Wim Wenders fez Até o Fim do Mundo (Until the end of the World), ele pediu a diversas pessoas para comporem músicas para o filme. O resultado foi tão bom que ele deu um jeito de encaixá-las todas no filme. Talvez por isso o filme tenha resultado em 4 horas e meia, pelo menos no director's cut. Aforando a questão do road movie em que o Wim é tão bom, as personagens vão se encontrando e se afastando, fugindo uns dos outros, até que, forçosamente estão juntos nas remotas áreas áridas da Austrália numa comunidade de aborígenes. Não sabem se houve o fim do mundo, se o resto do mundo existe ou não, se vão voltar ao resto do mundo. Ali, naquela convivência no mínimo estranha, e já no último terço do filme, as personagem vão se comunicando por meio dos parcos instrumentos musicais disponíveis - uma jam session improvável. Até que, na festa de Ano Novo, todos estão juntos, tocando juntos, e cantando juntos. O que cantam? Days, a contribuição do Elvis Costello para o filme. Depois de toda a tourdeforce do filme - talvez fazê-lo, certamente assisti-lo - a emoção é grande e não dá para deixar de agradecer. Thank you for the days, those endless days, those sacred days you gave me. I'm thinking of the days, I won't forget a single day, believe me. I bless the light. I bless the light that shines on you, believe me. And though you're gone, you're with me every single day, believe me. Days I remember all my life. Days where you can't see wrong from right. You took my life and then I knew that very soon you'd leave me. But it's alright, now I'm not frightened of this world, believe me. I wish today could be tomorrow. The night is dark, it just brings sorrow. Let it wait. Ah Elvis Costello é muito bom.


Eu não sou cachorro não

Créditos: Rodopho Buhrer

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Obrigado

Um dia te agradeci por ser uma pessoa bacana. Eu andava um caco no pun intended e você me deu 'aquela' força. Nada de apoio automático ou mecânico: suas palavras foram naturalmente sinceras, algo que senti como verdade absoluta. Você me deu um abraço em palavras, um abraço que me apertou e me espremeu com força e, do nó na minha garganta, foi um expelido um obrigadoporsertãolegal. E sei que isso iluminou teu dia e eu fico feliz. Fico feliz por você estar feliz. E fico feliz por você continuar a iluminar o meu dia, diaapósdia. Obrigado. Um dia vou ser tão legal quanto você para você.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Quinta sem lei

Raivosa, nem um exército de 7 países seguraria esta quinta mais sem lei do que a passada.



I'm gonna fight 'em off. A seven nation army couldn't hold me back. They're gonna rip it off, taking their time right behind my back. And I'm talking to myself at night because I can't forget. Back and forth through my mind behind a cigarette. And the message coming from my eyes says leave it alone. Don't want to hear about it. Every single one's got a story to tell. Everyone knows about it: from the Queen of England to the hounds of hell. And if I catch it coming back my way I'm gonna serve it to you. And that ain't what you want to hear but that's what I'll do. And a feeling coming from my bones says find a home. I'm going to Wichita. Far from this opera forevermore. I'm gonna work the straw, make the sweat drip out of every pore. And I'm bleeding, and I'm bleeding, and I'm bleeding, right before the Lord. All the words are gonna bleed from me and I will think no more. And the stains coming from my blood tell me "go back home".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Monges

H1N1: Vivemos num mundo cheio de Monks, gente limpando a mão a todahora com álcool gel (escasso, skyrocketting prices). O detetive de Tony Shalhoub é paranóico por limpeza e organização. Acha que vive num mundo cheio de germes prontos para atacá-lo, daí isola-se numa bolha e evita ao máximo o contato com outras pessoas. Estamos caminhando nesta direção, isolando-nos cada vez mais. Penso que esta paranóia se intensificou desde 11-setembro-2001, e desde então temos os movimentos xenófobos em alta e a reclusão exponencialmente crescente das pessoas - comunicando-se via redes sociais virtuais. Tudo isto causa-me medo porque a salvação do mundo vai ser quando houver maior interação caraacara das pessoas, mais gente viajando, vendo coisas novas, experimentando mais.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Uma longa descida

Ewan McGregor e Charley Boorman foram do norte da Escócia até a Cidade do Cabo no extremo sul da África de moto. Tinham uma equipe por trás, mas na maior parte do tempo estavam sozinhos, atravessando as paisagens mais desconhecidas do mundo. Eles registraram tudo e o que viram virou o documentário Long Way Down. Eu assisti ontem às talvez 6 horas seguidas em que o documentário foi exibido pelo National Geographic Channel, sem me cansar. Apesar d'eu não saber andar de moto, este é o tipo de viagem que gostaria de fazer. Faria de carro, de bike, à pé. Paisagens, pessoas, experiências, tudo diferente. Aquela sensação de total impossibilidade e perigo que são totalmente desconstruídos no relacionamento com os africanos. Paisagens únicas de vida selvagem, variando de ruínas romanas do norte da áfrica, savanas, pântanos, animais selvagens, um wow a cada sequência. E a África ainda é um destino intocado. Já tinha assistido a dois episódios enquanto na Inglaterra, mas eventos além do meu controle me impediram de assistir ao restante. Durante todo este tempo, a música tema do programa fica tocando no meu ouvido, me lembrando que tinha de assisti-lo, me lembrando que a África está ali, do outro lado do oceano. E agora que estou com a minha veia roadmovie aberta, manda ver Stereophonics (supermarrentos):

domingo, 9 de agosto de 2009

Pensamentos no dia dos pais

Fui instado a reportar a minha lembrança mais antiga, aquela de quando era o mais novo possível. Pois disse que lembrava do meu pai, contando estórias, divertindo visitantes em casa. Lembro-me de prestar muita atenção a o que ele dizia, respeitosamente, guardadas as devidas proporções para uma criança de uns 4 ou 5 anos. Uma das estórias que eu me lembro era a de um homem que morava na vila do meu pai e que derrubou um avião arremessando laranjas. E ele sempre terminava a estória às gargalhadas, sinalizando que tudo era uma grande piada. Eu ficava com um sentimento meio esquisito: como aquela figura usualmente respeitável e séria poderia estar contando uma mentira? Era um contrassenso na cabeça daquela criança. Perguntaram-se se eu havia herdado tal capacidade dele. Não, sou um péssimo contador de estórias. Mas sim, sou cheio de contrassensos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quinta sem lei

A quinta sem lei chega com pouca inspiração, lembrada via twitter. Mas chega com um cover do Last Nite dos Strokes pela Adele.



Last night, she said: "Oh, baby, I feel so down. Oh it turns me off, when I feel left out". So I turned around: "Oh, baby, don't care no more I know this for sure, I'm walkin' out that door". Well, I've been in town for just about fifteen minutes now and Baby, I feel so down, and I don't know why I keep walkin' for miles. See, people they don't understand. No, girlfriends, they can't understand. Your Grandsons, they won't understand. And me, I ain't ever gonna understand... Last night, she said: "Oh, baby, don't feel so down. Oh, it turns me off, When I feel left out" So I, I turn 'round: "Oh, baby, gonna be alright". It was a great big lie if I left that night, yeah. Oh, people they don't understand. No, girlfriends, they won't understand. In spaceships, they won't understand and me, I ain't ever gonna understand... Last night, she said: "Oh, baby, I feel so down. See, it turns me off, When I feel left out". So I, I turn 'round: "Oh, little girl, I don't care no more. I know this for sure, I'm walking out that door," yeah.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A irmã de Shakespeare

Tenho paneladepressãofobia. É uma bomba de água pressurizada que desenvolveram para as residências. Entretanto rendi-me à sua praticidade e adquiri uma. Há um mês, ela vivia encastelada dentro do armário da cozinha. Ontem resolvi usá-la sob a supervisão de uma profissional, minha fiel diarista escudeira, Sra F. Entretanto, tive que adiar por algumas horas porque tinha esquecido de deixar o feijão de molho. Novamente estava por minha conta, à noite, eu e a malfadada. Coloquei o feijão, água, e acendi o fogo. Acompanhava o processo de longe. Repentinamente, água borbulhou pelo bico e pela válvula de segurança. Fuck, desligue o fogo - r´ ap ido. E agora, e agora? Acionei o Panic Mode. Celular, celular, onde está você? Telefone da V (minha irmã). Expliquei o acontecido e ela, unflappably, disse que eu tinha colocado muita água. Hmmm, faz sentido, eu coloquei mais água por segurança. Ah, estes engenheiroscuecanacozinha. Tinha que esfriar, tirar água, e colocar para esquentar de novo. Fuck, tenho que ir para o Pilates. Larguei tudo, peguei a bike e fui embora para a aula. Na volta, urrando de fome, preparei um macarrão básico, sempre sob a sombra da mardita sobre o fogão. Daí, a enfrentei de novo. Tirei a água e a coloquei de volta sob aquecimento. Panic Mode On, de novo. Esperei os milagrosos 15 minutos que demoraram uma eternidade para passar sob aquele chiado ameaçador. Desliguei o fogo. E ela ficou sentada sobre o fogão, como uma marani, chilling out. Quando achei seguro, fui abrir a joça. E lá estava tudo, cozido. E me perguntei, será que usá-la vale toda a adrenalina despejada na minha corrente sanguínea?

"I can smile about it now, but at the time it was terrible"
em Shakespeare's Sister,
The Smiths

sábado, 1 de agosto de 2009

Até o fim do mundo

Assisto a Até o Fim do Mundo, do Wim Wenders. Quatro horas e meia de um filme atemporal que tenho curtido aos poucos, da cama, na telinha do IPod, sob o edredom. Ele me causa estranheza, mas daquelas que eu já sei porque. É porque me vejo também indodaquiprali fisica e metaforicamente. E vai tudo fermentando sem saber muito bem aonde vai dar. Vamos a mais algumas na sessões na esperança de que Wim vá me dar algumas respostas. Sr F sofre de problema semelhante e seu pai já lhe disse que ele vai se assentar quando se encontrar. Sr O corajosamente vaticinou que eu sou um free spirit, um lobo solitário que vai vagar pelo mundo. Assustador por um lado, atraente por outro. Não sei se deixo a poeira baixar ou se a mantenho no alto, nenhuma das duas me dá medo, só não sei o que escolher.