quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sem chance de resposta

Estava assistindo a Herói, do Zhang Yimou. O filme é visualmente bem bacana. Mas o que interessa é que rolou uma sequência com um argumento que vem cruzando à minha frente de forma recorrente nos últimos dias. É simplesmente quando não entendemos, ou não sabemos a razão ou explicação sobre algo e simplesmente não temos a ninguém relevante para perguntar. Tá bom, exemplificando: no filme, uma personagem morre num duelo com sua amante, e ela pergunta porque ele a deixou matá-lo. Só que ela nunca vai ter a resposta: ele está morto. Outros poderiam só dar versões a respeito, mas seria absolutamente irrelevante - são terceiros. É quando alguém parte, real ou metaforicamente, e daí ficamos com a pergunta na ponta da língua (que é finalmente engolida para não se passar vergonha) já elvis playboy. Quantos why existem nesta nossa vida? Só para continuar a viver com esta lacuna, dependente de uma muleta. E não é um Why?, como o da Annie Lennox. Ela, Annie, pergunta e ainda tem a chance de resposta. Refiro-me a um why sem chance de se colocar ponto de interrogação. Ele termina num vácuo ou precipício logo depois da palavra.





Por que


Um comentário:

Deka disse...

Ontem mesmo me surgiu uma pergunta a alguém que morreu e nunca terei a resposta. Por que não imaginei essas questões antes? Por quê?