sexta-feira, 31 de julho de 2009

Beauty inspires obsession #10


Créditos: Stefan Wermuth/Reuters

Botando reparo

Reparei que instalaram um dispensador de álcool gel no shopping. Sabemos todos o porquê disto. As mãos impuras agradecem. Tenho tentado impor alguma disciplina na minha dieta, depois de meses de improviso. Tenho tido algum sucesso, embora tire meu dia livre alljunkiefoodyoucaneattoday. Mas o pior mesmo tem sido seguir horários. É va ca cio nes e o negócio é zonear os horários! Cozinho para mim, então. E quando um cueca entra na cozinha, sabe como é: muita bagunça. Só que eu sou limpinho - pobre, mas limpinho - quase obsessivamente, como dizia o Sr R. Fico usando quase todos os talheres e outros instrumentos e colocando tudo dentro da pia. Volta e meia, tudo é lavado e colocado para escorrer (porque acho chato secar louça). Daí sigo meus livros de receita e fico olhando a cara de bobo do Jamie Oliver na capa de um deles. Assisto aos programas de TV com todos os chefspseudoapresentadores. Ainda estou para ver algum que tenha as unhas limpas, já repararam? Algum diretor de tv tinha que avisar para estes caras que as mãos são focadas. Mãos, dedos, unhas. Tinha que estar impecável.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Quinta sem lei

Acusem-me de modismo, mas eu não estou nem aí. Esta quinta sem lei, vem indiana. Removendo este elemento, Alisha Chinai, profissão cantora para filmes de Bollywood, premiada no Oscar indiano por esta interpretação, manda ver. O trecho do filme está aqui - e a cantora não é Alisha porque em Bollywood, os atores fazem playback. Letra? Acho inútil, mas a quem interessar possa, a letra e tradução estão aqui. É fantástico saber que milhões de pessoas vão ao cinema curtir isto - é muito diferente do que a gente tem de musical no cinema (Chicago? MoulinRouge?). A música está aqui:

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sem chance de resposta

Estava assistindo a Herói, do Zhang Yimou. O filme é visualmente bem bacana. Mas o que interessa é que rolou uma sequência com um argumento que vem cruzando à minha frente de forma recorrente nos últimos dias. É simplesmente quando não entendemos, ou não sabemos a razão ou explicação sobre algo e simplesmente não temos a ninguém relevante para perguntar. Tá bom, exemplificando: no filme, uma personagem morre num duelo com sua amante, e ela pergunta porque ele a deixou matá-lo. Só que ela nunca vai ter a resposta: ele está morto. Outros poderiam só dar versões a respeito, mas seria absolutamente irrelevante - são terceiros. É quando alguém parte, real ou metaforicamente, e daí ficamos com a pergunta na ponta da língua (que é finalmente engolida para não se passar vergonha) já elvis playboy. Quantos why existem nesta nossa vida? Só para continuar a viver com esta lacuna, dependente de uma muleta. E não é um Why?, como o da Annie Lennox. Ela, Annie, pergunta e ainda tem a chance de resposta. Refiro-me a um why sem chance de se colocar ponto de interrogação. Ele termina num vácuo ou precipício logo depois da palavra.





Por que


terça-feira, 28 de julho de 2009

Algodão e fios de aço

Ele passou mão sobre o seu quadril. De um lado a outro. Sentiu a suavidade da pele, adivinhando uma penugem invisível que existia lá. Olhou para as pernas; fechou os olhos para memorizar tudo aquilo. Ficaram de frente finalmente e ele procurava lembrar-se do que já havia visto antes. Virou o rosto lentamente, olhou para o chão. Deixou o pescoço à vista. Ele se aproximou e encostou os lábios exatamente atrás da orelha onde os fios de cabelo nasciam. Sentiu o piercing da orelha. Ficou ali, respirando, quase ofegante. Tocou a sua mão. O calor dela aqueceu sua própria mão ansiosa. Os dedos exploraram uma geografia já conhecida, entretanto esquecida. E ele ficou se perguntando quando tudo tinha dado tão errado para separá-los por tanto tempo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ansiedade

Hey tudo bem? Preciso falar com você. Respirou fundo e bateu aquela sensação de susto, de respiração curta e adrenalina alta. Numa fração de segundo, tudo passa por sua mente o que poderia estar por vir? Ao mesmo tempo tudo vai blank! e espera o golpe.

domingo, 26 de julho de 2009

United (Airlines) quebra guitarras



"In the spring of 2008, Sons of Maxwell were traveling to Nebraska for a one-week tour and my Taylor guitar was witnessed being thrown by United Airlines baggage handlers in Chicago. I discovered later that the $3500 guitar was severely damaged. They didn't deny the experience occurred but for nine months the various people I communicated with put the responsibility for dealing with the damage on everyone other than themselves and finally said they would do nothing to compensate me for my loss. So I promised the last person to finally say no to compensation (Ms. Irlweg) that I would write and produce three songs about my experience with United Airlines and make videos for each to be viewed online by anyone in the world.
United: Song 1 is the first of those songs.
United: Song 2 has been written and video production is underway.
United: Song 3 is coming.
I promise.
Dave Carrol"
A história completa está aqui.

Dave é um dos meus.

sábado, 25 de julho de 2009

Mimetismo

Tinham o hábito comum de herdar roupas de um para o outro na família. Um ia crescendo e passava as roupas que não cabiam mais para o imediatamente menor. E este sucessivamente. A cadeia era quebrada quando, no meio do caminho, a roupa já estava rota ou, por qualquer motivo, inusável; ou, ao final, quando chegava ao último filho. Fato peculiar observado: o herdeiro da vestimenta ia sendo sutilmente influenciado no jeito de andar, de se pentear, de se portar por aquele que havia sido o dono original da mesma. Percebeu-se que eles iam se mimetizando um no outro.

Las bienventuranzas del peregrino

  1. Bienaventurado eres, peregrino, si descubres que el camino te abre los ojos a lo que no se ve.
  2. Bienaventurado eres, peregrino, si lo que más te preocupa no es llegar, sino llegar con los otros.
  3. Bienaventurado eres, peregrino, cuando contemplas el camino y lo descubres lleno de nombres y de amaneceres.
  4. Bienaventurado eres, peregrino, porque has descubierto que el auténtico camino comienza cuando se acaba.
  5. Bienaventurado eres, peregrino, si tu mochila se va vaciando de cosas y tu corazón no sabe dónde colgar tantas emociones.
  6. Bienaventurado eres, peregrino, si descubres que un paso atrás para ayudar a otro vale más que cien hacia adelante sin mirar a tu lado.
  7. Bienaventurado eres, peregrino, cuando te faltan palabras para agradecer todo lo que te sorprende en cada recodo del camino.
  8. Bienaventurado eres, peregrino, si buscas la verdad y haces de tu camino una vida y de tu vida un camino, en busca de quien es el Camino, la Verdad y la Vida.
  9. Bienaventurado eres, peregrino, si en el camino te encuentras contigo mismo y te regalas un tiempo sin prisas para no descuidar la imagen de tu corazón.
  10. Bienaventurado eres, peregrino, si descubres que el camino tiene mucho de silencio; y el silencio, de oración; y la oración, de encuentro con el Padre que te espera
De "El Mensajero de San Antonio"(7.08.2002)

25-07. Dia de Santiago.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Free, free, set them free

"I don't believe I am influencing anybody but myself."

Navegando por aí, tropecei na imagem da Winona (Winona forever, para o Johnny Depp) e a ironia dela vestida na camiseta da campanha para sua libertação. É uma ironia gostosa de ver. Lendo um artigo, apareceu um quote interessante para o contexto e para fora dele.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Turbidez mental

Eu bem que tento. Eu tento não ser autosufi, tento depender das pessoas, tento achar que preciso da ajuda dos outros. Mas no fim, só eu me ferro. Daí eu fico dizendo para mim mesmo viu só, foi depender dos outros - se ferrou; se tivesse feito do seu jeito, teria dado certo, ou teria se ferrado por si só. É uma reafirmação constante de um estilo de vida que tento deixar de lado. Ao mesmo tempo, coloco em perspectiva a necessidade de aprovação das pessoas. Ter vivido tanto tempo longe de família e dos velhos amigos deixaram-me desconectado da questão da aprovação. Tornei-me desprendido das coisas e das pessoas também - por pior que isto possa soar. Se a aprovação não é a questão, a rejeição tem muito mais impacto. Talvez busque a nãorrejeição em vez da aprovação. Esta busca tem levado à independência, o que parece ser uma redução drástica no risco de rejeição. Por outro lado reduz também a probabilidade de aprovação. Mixed blessings. Avançando no raciocínio está a questão de autoestima e autoconhecimento. Duas coisas ultra egoístas que carregam a independência do auto-. Pergunto-me se não há uma fração do outro na equação do se conhecer, seu julgamento, sua aprovação ou rejeição. And the names may have been changed but the faces are the same. And the names may have been changed but as people we're not the same. Post pouco claro porque as minha mente ainda está turva.

Quinta sem lei

Nesta semana de comemorações do homem na Lua, a quinta feira se alinha a este satélite. Com uma dose de mistério e lirismo, trouxe um Sting jazzy (que pode ser genial, por vezes) cantando o que acontece quando a Lua paira sobre a Rua Bourbon em New Orleans. Abertamente, inspirada em Entrevista com um Vampiro, uma canção atemporal:




There's a moon over Bourbon Street tonight. I see faces as they pass beneath the pale lamplight. I've no choice but to follow that call, the bright lights, the people, and the moon and all. I pray everyday to be strong for I know what I do must be wrong. Oh you'll never see my shade or hear the sound of my feet while there's a moon over Bourbon Street. It was many years ago that I became what I am. I was trapped in this life like an innocent lamb. Now I can never show my face at noon and you'll only see me walking by the light of the moon. The brim of my hat hides the eye of a beast. I've the face of a sinner but the hands of a priest. Oh you'll never see my shade or hear the sound of my feet while there's a moon over Bourbon Street. She walks everyday through the streets of New Orleans. She's innocent and young, from a family of means. I have stood many times outside her window at night to struggle with my instinct in the pale moonlight. How could I be this way when I pray to God above? I must love what I destroy and destroy the thing I love. Oh you'll never see my shade or hear the sound of my feet while there's a moon over Bourbon Street.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Lua sobre a nossa rua

Coloquemos nosso pé na Lua. Esqueçamos a foguetologia, os cientistas, e os astronautas. Agora somos eu e você olhando para ela. Sempre achei que aquelas manchas eram as crateras da Lua. Seriam muito grandes mesmo. Com um pouco de criatividade, lá está São Jorge montado no seu alazão, brandindo sua espada sobre o dragão. Na Lua. Sim. Sem drogas. Tudo no espaço é superlativo, as distâncias são medidas em tempos e velocidade (quer algo mais único?), as ordens de grandeza são exponenciais, o potencial de destruição de um quasar é formidável sem contar o buraco negro sugando tudo para o vazio. Daí eu fico eu fico olhando para Lua e seu São Jorge. Lá em New Orleans, Sting diz que há uma lua sobre a Rua Bourbon nesta noite mexendo com os homens.

domingo, 19 de julho de 2009

Quem roubou meu mojo?

Caminho lentamente. Distrações quaisquer roubam minha concentração. Uma casa, uma pessoa, uma paisagem, um cachorro, um pensamento, tudo me faz ficar mais lento. Praticamente como o Austin Powers no Beautiful Stranger - entro em transe extático e quando saio vários frames da vida se passaram. Groovy, baby. Além dos frames, aquela velhinha que caminhava também me passou.

Michael não morreu

Flashmob. Stockholm. Michael Jackson. Coisas do Rei do Pop.



Hemoglobina no pano de prato

Ah, as férias. Meto-me neste território desconhecido aos genes masculinos: a cozinha. Agora com tempo e ócio, fico a experimentar receitas com os meus parcos conhecimentos e total falta de habilidade. Naturalmente, se os pratos não dão certo, são por pura incompetência do autor da receita. Sim, porque como bom engenheiro, sigo as receitas de bolo e deixo pouco espaço para o improviso. Adquiri um gadget fundamental, indicado por Delia, e que realmente é uma benção: um processador de alimentos. Se não me corto mais com faca, aprendi que a lâmina do aparelho é mais afiada ainda. Na minha última incursão para um bolo de carne com espinafre, ao lavar a lâmina, aconteceu um momento oh-fffffuck. Um cortezin' daqueles superficiais, que só levantam a pele e formam uma guelra, e depois vai sangrando quando levantado. Distraído, continuei a minha função e só percebi a gravidade quando fui acionar o timer e deixei uma gota de sangue no relógio branco. E depois reparei que o pano de prato estava todo salpicado de pontos vermelhos. Ah, as férias.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

L

50 anos sem Billie Holiday, não dá para viver no mundo música sem tê-la ouvido, sem saber quem é, sem reconhecer que há algo muito único ali. Os créditos da foto são de Herman Leonard, o fotógrafo que imortalizou a turma do jazz e tornou-se referência para clicar a música.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Os engenheiros nas calçadas

Sempre achei um absurdo a questão das calçadas no Brasil. Aqui em Londrina, veem-se ações incipientes para melhorar a questão futuramente. De acordo com meus conhecimentos, calçadas não são particulares. A customização das mesmas gera diferenças que impedem o bom trânsito dos cidadãos, sejam eles portadores de necessidades especiais ou não.



Quinta sem lei

Esta quinta é para a esquimozinha mais genial do planeta. Nesta faixa, ela nos conclama a aproveitar a vida ao máximo - precisa de coragem para aproveitar. No video de Stephane Sednaouï, ela dança como se não houvesse amanhã sobre a carroceria de um caminhão aberto cruzando as ruas de Nova York. Manda ver, Björk:





I can sense it: something important is about to happen. It's coming up. It takes courage to enjoy it, the hardcore and the gentle. Big time sensuality. We just met and I know I'm a bit too intimate but something huge is coming up. And we're both included. It takes courage to enjoy it, the hardcore and the gentle. Big time sensuality. I don't know my future after this weekend. And I don't want to. It takes courage to enjoy it, the hardcore and the gentle. Big time sensuality. Sensuality.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Perdoem-me por respirar

Passam-se horas e mesmo dias até que um dia POW. Descubro que pisei no tomate horrivelmente. Falei em alto e bom som uma bobagem patética - típica de alguém que não faz a menor idéia do que está fazendo, mas crente, crente que está fazendo a coisa certa. Que hacer? Mierdas cagadas no volvem al culo. Não dá para ruborizar em retrospecto. Já que não prejudiquei ninguém, não tenho que pedir desculpas a ninguém - talvez murmurasse um arrependido perdoem-me por respirar (como já dizia Srta R). Usualmente não passo recibo em público; não, nem na hora. O pior recibo eu passo para mim mesmo na calada da noite, tendo só minha mente insana como testemunha. Típico comportamento dos perfeccionistas, maníacos por fazer tudo certinho, e que ficam se martirizando pelo pingodomijoforadovaso. Pior ainda, é porque eles entram em crise porque achavam que estavam totalmente corretos e percebem que o seu reality check está absurdamente descalibrado. Bom, a solução para tudo isto eu não sei; por enquanto, sutilmente exorcizo estas paranóias por aqui, na espera de uma cura. E dou risada de mim mesmo, fazendo questão de dizer seu palhaço - devia ter ficado quietinho no canto...

Sinal dos tempos

Flanelinhas me chamavam de bacana. Daí passaram a me chamar de chefia. Agora me chamam de tio. Fuck off.

Deixo minha barba crescer amplamente nestas férias. A última vez em que fiz isso foi em 2001 enquanto peregrinava na Espanha. Meu rosto não foi tocado por uma Gillette por quase 40 dias então. Desta vez, tenho feito um acabamento já que permanecerei num ambiente urbano. Mas já aparecem numerosos fios brancos no meu queixo. Acredito que isto possa justificar o infame tio. Mas, o signo da idade é quando aparecer pentelhos brancos, como diz meu amigo Sr F. Aí, sim, ferrou de vez.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Anotação mental

Acordei na manhã fria. Direto para uma chuveirada com água bem quente. Barba aparada. Deslizei para dentro da roupa - cueca, calça, camiseta, camisa, pullover, meia, tênis. Cabelos penteados. Dentes escovados. Quando olhei-me no espelho, reparei que não era mais bem eu. Achei um pouco do meu pai, um pouco dos meus irmãos. Mas achei pouco do que eu estava acostumado a ver usualmente. Aliás, muito pouco, quase nada - um desconhecido que examinei por alguns minutos e me causou alguma estranheza. Fiz uma anotação mental para minha reconstrução.

domingo, 12 de julho de 2009

Canteiro de obras

Deparei-me com as minhas próprias discrepâncias, dissonâncias, diferenças entre discurso e ações bem como diferenças entre discurso e leitura do discurso. Acredito ter entrado num nãomaisevitável processo de desconstrução. Neste momento, estou fazendo questão de perder referências. O objetivo é o de encontrar novas ou saber que as anteriores eram legais ou que posso mixar novas e antigas ou muito pelo contrário. O mais provável, vislumbro eu, é que terei que aprender a conviver pacificamente com mais de um pontodevista.

sábado, 11 de julho de 2009

Saudações cruzmaltinas



Vamos todos cantar de coração: a Cruz de Malta é o meu pendão. Tu tens o nome do heróico português. Vasco da Gama a tua fama assim se fez. Tua imensa torcida é bem feliz - Norte-Sul, Norte-Sul deste país. Tua estrela, na terra a brilhar ilumina o mar. No atletismo és um braço, no remo és imortal, no futebol és o traço de união Brasil-Portugal.

Ah como sofro neste fim de jejum (3 x 0 na Ponte Preta).

Temporal

Chuva. Ontem estava sem o meu guardachuvas, protegendo-me da água apenas com meu impermeável don't know why. E de manhã cedo, num estado letárgico, caminhava para o escritório e olhava todos lutando com seus guardachuvas, abrindo fechando chaculejando pingando praguejando. Olhei para o céu de dentro do meu capuz vermelho there's no sun up in the sky, e agradeci pelo milagre da chuva. Aquele monte de gotas caindo de um céu todo branco. Esqueci de todos os fenômenos físicocientíficos que explicam a condensação a evaporação a sublimação e me concentrei naquela beleza de água caindo do céuzão nas nossas cabeças stormy weather. Continua chovendo o tempo todo keeps raining all the time.



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Desbunde no Bund (外滩)

Este é um video bem bacana, feito por Dan Chung, um correspondente do The Guardian em Shanghai. Assisti pela primeira vez no blog do Raul e não resisti em partilhar aqui. Recomendo também ver outros videos dele, que são tão bacanas quanto ou mesmo melhores, clicando aqui para ver no vimeo, ou diretamente no The Guardian.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O ponto de viragem do pH

Suspiro. Desliguei o telefone. Olhos fechados. Silêncio e quietude. Tinha acabado de ter uma conversa embora curta nem tão pouca intensa. O interlocutor era o mesmo de sempre. Aquele que deixava sempre um gosto amargo na boca. Deixava uma sensação de frustração, principalmente porque, por mais que se esforçasse para agradar, o resultado era sempre o contrário. Agradar significava usar todo um vocabulário de perfeição; enquanto era ouvida apenas uma única palavra que fazia desandar o pudim, fazia virar o pH e talhar o leite.

domingo, 5 de julho de 2009

Classe

Roger Federer, campeão de Wimbledon 2009.

Café da manhã

Bom dia, you early-morning lovers/bloggers. Neste domingo, fica uma dica para preparar um café à la italienne usando uma moka. A apresentadora é a minha amiga Eliana Relvas, que conheci lá em Moscou. Gente super bacana, genuína e simples, apesar de ser uma starlet neste mundinho do café. Beijo, Eliana!

sábado, 4 de julho de 2009

Praia e supermercado

Praia é dito como um dos espaços mais democráticos do mundo. É onde se vai para curtir, arrancar a roupa, ficar em trajes sumários, expor seu corpo sejalácomofor. Embora a gente se olhe no espelho todo dia e diga que a barriga poderia ser menor, os músculos mais tonificados, as gorduras menos evidentes, receosos num primeiro momento, enfrentamos a praia. E aí descobrimos que ninguém está dando a menor atenção a você. Aqueles que o estão, positivamente, estão interessados. Aqueles que não estão, usualmente não ultrapassarão a linha do apenasolhar, assim como estão olhando as ondas, a areia, procurando o vendedor de empadas, cuidando dos filhos, do parceiro, onde deixaram o protetor. Tenho um sentimento semelhante quando vou ao supermercado. É um espaço onde há gente de todos os naipes. Todos gostariam de ser ou estar melhor, talvez como aquele com quem cruzou no corredor dos enlatados. Este, por sua vez, está pensando como é a vida daquele que está escolhendo batatas. Não feliz com as batatas, este ficaria mais feliz se fosse como aquele com quem encontrou antes de pegar o carrinho. E, pobres de todos eles que pensam ser infelizes porque acham que os outros são mais felizes. Sim, porque todos, sem exceção, são felizes.

Fim de semana em Wimbledon

Ela está lá em Wimbledon agora, nos representando, prestigiada e respeitada como ninguém. Neste fim de semana, mais do que nunca, vamos lembrar de respeitar esta senhora. Maria Ester Bueno, 8 vitórias, 6 vice-campeonatos em Londres. (Vai que é tua, Federer!)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sem passar recibo

"Não dê explicações. Seus amigos não precisam delas, e seus inimigos não acreditariam".

Sarah Palin renuncia ao governo do Alasca.

Gostei da frase, Sarah, gostei da frase.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quinta sem lei

A quinta sem lei sai excepcionalmente da agitação usual para trazer Paul Weller. Um cara que já foi da anti-complacency league, um mod, símbolo para juventude rebelde inglesa no The Jam. Daí, ele flertou com o jazz, política e virou estiloso. Todos odiavam o Style Council (Tears For Fears: 'Kick out the style, bring back the jam!', em Sowing the seeds of love), muito mais porque achavam Paul tinha virado a casaca e se rendido ao establishment do que pela qualidade musical do grupo. E o Style, por si só, já era excelente, muito acima da média da época. E aí ele virou solo, e envelheceu. E ficou melhor do que nunca, como dos melhores vinhos. Então vai, toca aí um Paul fucking Weller:




And where'er ye go that we'll never know but, as long as you come back, that's all that really matters. And where'er ye go as surely you will take him with you most of all, I hold breath and imagine. But that's who you are and we have to accept either live with it or live without you. So where'er ye go then come back as each time you do you bring with ye such stories that we lose ourselves. Because our echoes are forgotten and you never forget. You just lose track of time - that's alright, it's really alright for we couldn't bear to be without you.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Zora Yonara?

Inspirado num post de Little Miss Sunshine, vamos ao horóscopo desta semana para os arianos lá do Free Will. "Time to diversify your energy sources, Aries. It's as if you've grown too dependent on oil -- metaphorically speaking -- and have neglected to develop relationships with wind turbines, solar panels, natural gas, and other means of generating power. What if in the future -- metaphorically speaking -- oil becomes scarcer or wildly expensive? And what if, over the long haul, its byproducts degrade your environment? I suggest you start now to expand the variety of fuels you tap into. It's a perfect moment to adjust your plans for your long-term energy needs." Há milênios eu não lia um horóscopo e as palavras me disseram um bocado (ah a teoria da sincronicidade)