sexta-feira, 29 de maio de 2009

Inferno relativo

Dá para ser feliz ou infeliz no relativo? Tipo assim, tá todo mundo se fodendo e você não, daí você é feliz. Ou, quando está tudo dando certo para todo mundo, e você se ferrando, então você é infeliz. Imagina uma criança num playground quando todas as outras ganham um pirulito (nada de perverso nesta cena: este blog condena a pedofilia) e uma delas fica sem o doce. Ela pode tornar-se menos feliz por isso? Talvez sofra um trauma na infância, mas vamos lá, todos nós sofremos algum trauma na infância. Tenho impressão que o sentido de felicidade absoluta é raro de encontrar. É uma coisa etérea que parece só acontecer quando se está absolutamente consciente de si, de suas qualidades e limitações, do que te dá um prazer pessoalmente genuíno. Quando se relativiza, o inferno é os outros.

3 comentários:

Louise disse...

Gostei muito do que vc escreveu, Caco.
Felicidade absoluta, pqp; 5 minutos, e olhe lá.
É cachorro correndo atrás do próprio rabo...

vou linkar esse texto, me permite?
Mesmo sem permissão, já era, hahhaha
Beijo!

Fernanda S. disse...

Estar COMPLETAMENTE consciente de si acho meio impossível... acredito que exista uma felicidade absoluta por um determinado tempo bem bem curto, mas a felicidade absoluta.... bem, estamos mto longe de conseguir isso. Ainda temos muito que evoluir em todos os sentidos para chegar em algum lugar... não acha?!

Beijoooo

Raquel disse...

O inferno de existir... nos outros, claro. Cada um com o seu.

Bjs