segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estalinhos nucleares

Um país marcado pelo atraso, com a população faminta, passando frio e fugindo pela fronteira com a China. Este lugarejo chamado Coreia do Norte é o berço de um cara mucho loco, o Kim Jong-Il. Ele faz e desfaz o contrafeito e resolveu demonstrar quem é o bambambam da vizinhança construindo seu brinquedinho nuclear particular. O enfant terrible não é mais tão inofensivo assim e agora brada Kim é o caralho, I am the King. Assim como seu coleguinha do Eixo do Mal, o fales Saddam, Kim é um feto abortado das entranhas da Guerra Fria, alimentado pelo ódio e rivalidades globais. Esquece-se disto agora para assistimos este teatrinho hipócrita da ameaça velada, da condenação do Itamaraty, o Japão tremendo, a DMZ eletrizante e Pequim nitidamente incomodada. Aceito a condenação da Coréia do Norte porque quem está com o rabo sobre um arsenal nuclear é um pirado. Apesar de achar absolutamente inútil, não condeno um país por querer (e potencialmente ter) armas nucleares. Sim, porque Índia e Paquistão as têm - quer fronteira mais explosiva? Porque os EUA já foram um passo à frente: lançaram bombas sobre o Japão - quer absurdo maior? Porque a Rússia está lá, tentando empatar o número de estalinhos nucleares com os dos americanos. Porque nós brazucas somos inofensivos, ma non troppo - porque acho que há gente muito espertinha no programa nuclear brasileiro. The King sabe que é possível sobrepujar outros países pelo poder econômico. Em não dispondo deste poder, ele apela para outra coisa: a força. Ele quer jogar o jogo porque é dono da bola. Ele quer pegar as meninas à força, não pelo beleza, charme ou carrão. Sim, porque ele é feio. Sim, porque ele deve ter o pinto pequeno.

3 comentários:

Fernanda S. disse...

Pesado, hein, Caco?!?!!
Medo...

Caco disse...

Tolerância zero.
Ironia cem.
Loção, sem.

Ana R. disse...

Feiúra dá nisso!