domingo, 31 de maio de 2009

A mudança...

Cara, eu estou me mudando. Eu digo estou me mudando porque estou nessa há algum tempo. Ah e tem sido o processo mais desgastante e frustrante que eu jamais poderia ter pensado. Escolher - entre dois ou três tipos diferentes, vá lá. Mas quando existe um catálogo para se escolher, tem-se paciência na primeira meia hora. E, no fim das contas, tudo dá meio errado: a capa do edredom é 10% maior, o escorredor de pratos é ridiculamente pequeno, o eletricista trocou as lâmpadas (sem contar o reator que não funcionou), o marceneiro furou um cano na instalação do armário do banheiro, eu estraguei um rodapé, hoje o aquecedor me deixou sem banho quente, não entregaram os carnês de IPTU a tempo e estou pagando atrasado, depois de semanas de sol senegalês fui escolher a semana de chuva para a entrega dos eletrodomésticos. Cancelam a entrega de mercadorias 5 minutos antes de eu sair do trabalho para recebê-las, sendo que havia cancelado 2 reuniões por causa disso, sem contar um churrasquinho. Meu carro insiste em dizer que está sem combustível mesmo com tanque cheio.  Sei que ainda vou dar muitas risadas do que está me acontecendo. Mas, agora, o garoto enxaqueca aqui diz que não tem sido nada engraçado. Não vejo a hora de sair de férias para cuidar de todos estes pequenos trials and tribulations. E ainda vou andar com um saco de sal grosso no bolso.

sábado, 30 de maio de 2009

Quem tem medo do Mouse Mau?

Chávez tem?

Será que o Raúl tem?

E Ahmadinejad, será que ele tem?

Créditos: Ogilvy & Mather Germany para ISHR

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Inferno relativo

Dá para ser feliz ou infeliz no relativo? Tipo assim, tá todo mundo se fodendo e você não, daí você é feliz. Ou, quando está tudo dando certo para todo mundo, e você se ferrando, então você é infeliz. Imagina uma criança num playground quando todas as outras ganham um pirulito (nada de perverso nesta cena: este blog condena a pedofilia) e uma delas fica sem o doce. Ela pode tornar-se menos feliz por isso? Talvez sofra um trauma na infância, mas vamos lá, todos nós sofremos algum trauma na infância. Tenho impressão que o sentido de felicidade absoluta é raro de encontrar. É uma coisa etérea que parece só acontecer quando se está absolutamente consciente de si, de suas qualidades e limitações, do que te dá um prazer pessoalmente genuíno. Quando se relativiza, o inferno é os outros.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quinta sem lei

Esta é mais sem lei do que nunca. Gnarls Barkley detonaram originalmente esta música. Funkadelic. Esta versão não é tão sexy mas tem mais soul, uma alma unplugged do Ray Lá da Montanha. 



I remember when, I remember, when I lost my mind. There was something so pleasant about that face. Even your emotions had an echo in so much space. And when you're out there without care, I was out of touch. It wasn't because I didn't know enough. I just knew too much. Does that make me crazy? Does that make me crazy? Does that make me crazy? Probably. And I hope that you are having the time of your life. Oh but think twice! That's my only advice. Come on now, who do you, who do you think you are? Oh, oh, bless your soul! Do you really think that you're in control? Well I think you're crazy, I think you're crazy, I think you're crazy, just like me, yeah. My heroes had the heart to lose their lives out on a limb. And all I remember is thinking I wanna be like them. Ever since I was little it looked like fun. It was no coincidence that I've come. I can die when I'm done. Maybe I'm crazy, maybe you're crazy, maybe we're crazy. Probably. 

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma sova na Sra Head


Há uma comunidade no Orkut chamada 'Bonzinho só se fode'. Eu adoro o conceito dela, embora não me enquadre exatamente no descritivo - you know, né, I'm no good. Mas eu sou organizadinho, planejadorzinho, controladorzinho - estes -inhos irritantes. E estes, ah estes, eles também só se fodem. Quando as coisas saem do controle como usualmente acontece, não adianta nada do que havia planejado. O que será o velho Hitchcock fazia quando a cena não saía como havia desenhado no seu storyboard? Surrava Edith Head? É nestas horas que eu relaxo e penso que aqueles que levamtudopelascabeça devem ser mais felizes. Sim, porque não sofrem por antecedência, simplesmente aceitam o que está por vir.  Créditos: O autor desconhecido da foto enquadrou Edith Head, figurinista favorita do bom e velho Hitch. Ela não devia vestir Prada mas tinha uma cara do Diabo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Susan Boyle tem mesmo talento?

O furacão Susan Boyle avançou no Britain's Got Talent. Desta vez, ela já não causava mais estranheza, pena, preconceito ou qualquer outro sentimento de mesquinhez. Ela já tinha dado a mais patente lição a um bando de gente que acha desprezo, bullying, escárnio, seja parte da vida. Um 11 de abril que entrou para história como um dos maiores fenômenos para contribuir para uma espiral social positiva: Susan cantou. Fez calar o pior que existe em nós, pelo menos por algum tempo. Lição dada, Susan, o mundo agradece. Agora voltemos ao programa, OK? Seu primeiro impacto com Les Miserables foi esmagador mas, falando francamente, ela não me convenceu em Memory na semi-final. A Lily Allen notou também, pôs a boca no trombone, e já caíram de pau nela. Eu sou (bem) menos famoso que ela (ou um mero desconhecido?) daí possivelmente escaparei ileso por fazer comentário similar. Será que alguém ainda sabe o que significa o temido ato de atravessar o samba na Sapucaí? Pois bem, acho que Susan o fez.

You know I'm no good


Créditos: Reuters

Entrevistador: Amy, este cabelo é seu mesmo?
Amy Winehouse: Sim. Eu paguei por ele. Então ele é meu.

HAHUAHA

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estalinhos nucleares

Um país marcado pelo atraso, com a população faminta, passando frio e fugindo pela fronteira com a China. Este lugarejo chamado Coreia do Norte é o berço de um cara mucho loco, o Kim Jong-Il. Ele faz e desfaz o contrafeito e resolveu demonstrar quem é o bambambam da vizinhança construindo seu brinquedinho nuclear particular. O enfant terrible não é mais tão inofensivo assim e agora brada Kim é o caralho, I am the King. Assim como seu coleguinha do Eixo do Mal, o fales Saddam, Kim é um feto abortado das entranhas da Guerra Fria, alimentado pelo ódio e rivalidades globais. Esquece-se disto agora para assistimos este teatrinho hipócrita da ameaça velada, da condenação do Itamaraty, o Japão tremendo, a DMZ eletrizante e Pequim nitidamente incomodada. Aceito a condenação da Coréia do Norte porque quem está com o rabo sobre um arsenal nuclear é um pirado. Apesar de achar absolutamente inútil, não condeno um país por querer (e potencialmente ter) armas nucleares. Sim, porque Índia e Paquistão as têm - quer fronteira mais explosiva? Porque os EUA já foram um passo à frente: lançaram bombas sobre o Japão - quer absurdo maior? Porque a Rússia está lá, tentando empatar o número de estalinhos nucleares com os dos americanos. Porque nós brazucas somos inofensivos, ma non troppo - porque acho que há gente muito espertinha no programa nuclear brasileiro. The King sabe que é possível sobrepujar outros países pelo poder econômico. Em não dispondo deste poder, ele apela para outra coisa: a força. Ele quer jogar o jogo porque é dono da bola. Ele quer pegar as meninas à força, não pelo beleza, charme ou carrão. Sim, porque ele é feio. Sim, porque ele deve ter o pinto pequeno.

Christa

Quando eu era criança, conheci uma otorrinolaringologista chamada Christa. Achava aquele nome tão pouco usual. Achava aquela especialidade com um nome tão bizarro. Que combinações poderiam ainda mais existir? Nunca mais esqueci disto.

sábado, 23 de maio de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Agora não, agora sim

Objetos brilhantes distraem a minha atenção. Enquanto os sigo com os olhos, esqueço todos os incômodos do dia. Trials and tribulations ficam para trás, neutralizados ou anestesiados. Quando a bateria falha e o brilho começa a piscar a enfraquecer a apagar, então toda a angústia é relembrada. Não que ela tenha sido aniquilada anteriormente e depois retorne das cinzas. Ela simplesmente nunca deixou de existir, só ficou ali - quietinha, esporulada, latente - pronta para aparecer novamente num momento de trevas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quinta sem lei

Desconfiei deles. Autoentitulam-se Cotovelo. Mas fazem algo robusto. Esta canção é como um grande abraço do qual não conseguimos nos livrar. Forte e uplifting. Senhoras e senhores, aqui está o Elbow:

Drinking in the morning sun. Blinking in the morning sun. Shaking off the heavy one. Heavy like a loaded gun. What made me behave that way? Using words I never say I can only think it must be love. Oh, anyway, it’s looking like a beautiful day. Someone tell me how I feel. It’s silly wrong but vivid right. Oh, kiss me like the final meal. Yeah, kiss me like we die tonight. 'Cause, holy cow, I love your eyes. And only now I see the light. Yeah, lying with me half-awake. Oh, anyway, it’s looking like a beautiful day. When my face is chamois-creased, if you think I’ll wink, I did. Laugh politely at repeats. Yeah, kiss me when my lips are thin. 'Cause, holy cow, I love your eyes. And only now I see you like. Yeah, lying with me half-awake, stumbling over what to say. Well, anyway, it’s looking like a beautiful day. So throw those curtains wide! One day like this a year’d see me right!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Síndrome de cova rasa

Quando eu morava em república, coexistindo sob um mesmo teto com outras pessoas, eu pensava Um dia posso chegar em casa e encontrar a porta do quarto do meu colega trancada. Lá dentro, ele está assassinado. Morto. O sangue empapa o colchão. E lá ele vai jazer até que sangue comece a escorrer por baixo da porta. E terei de chamar a Polícia os Bombeiros o CSI. Sempre penso isto quando chego em casa e sei que outras pessoas estão recolhidas dentro de seus quartos. Acho que é a Síndrome de Cova Rasa.

Contrariando probabilidades

Eu sou meio tonto. Pratico uma coisa doida que chamo de yoga dinâmica. Significa focar-se, concentrar-se, enquanto me movimento. Pensar em cada passo que dou, o toque dos pés com o chão, ter a oportunidade de abrir os dedos do pé quando o calçado está suficientemente laceado, sentir a musculaturas das pernas, bem como a movimentação do braço e o relaxamento de ombros. E quando eu faço tudo isto, fico pensando no milagre que é, simplesmente, caminhar. Caminhar é colocar toda a massa do corpo para se movimentar, se arriscando em sucessivos momentos de equilíbrio. Pé ante pé. Como numa corda bamba, a maior probabilidade é que nos estabaquemos no chão. Entretanto contrariamos esta probabilidade e seguimos. Firmes em frente. Alguns com mais garbo, outros com mais malemolência e remelexo, uns rápidos e outros lentos. Mas todos somos resultados deste pequeno milagre do diaadia.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Velocidades comparativas

Sabe aqueles dias frustrantes? É, hoje foi um deles. Só que a definição de frustração é muito pessoal, daí, permitam-me aborrecê-los com a minha descrição tão pessoal. É um daqueles dias que parece que o mundo está muito maior do que você mesmo. Os problemas são gigantescos ou precisam ser resolvidos com uma urgência gigantesca. Daí, tudo acontece mais rápido do que você é capaz de digerir, temos aquela sensação da mais absoluta impotência. É quase paralisante. Na verdade, você está se movendo a 140 kmph mas o mundo está à velocidade da luz. É basicamente um gasto de energia à toa. Respira. Respira. Respira. Dois passos para trás. Lembra que um problema a um palmo do nariz de distância é muito maior do que a 5 passos de distância. E, mais distante, é possível enxergar o entorno. Respira. Respira. Respira. Fica quieto. Amansa o furor deste furacão interno. Coisas vão se resolver por si só. Com o tempo. No devido tempo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sliding doors

São como as portas do metrô que deslizam. Se a gente pega o metrô, a vida fica de um jeito. Se não pegar, ficaria de outro. Mas, definitivamente, só temos a chance de saber o que acontece com uma das opções. Einmal ist keinmal, escreveu Kundera. Resta-nos lamentar não ter tomado a outra ação? Um lamento arriscado, eu diria. Os resultados da outra opção poderiam ser mais nefastos ainda, caso esteja arrependido da opção, e nem desconfiaríamos. Anteontem cheguei a uma conclusão alternativa. Uma opção ou outra escolhida só faz adiantar ou atrasar o curso dos eventos. Porque a gente acaba sempre do jeitinho que era para acabar - para bom ou para o ruim. É uma questão de tempo.

domingo, 17 de maio de 2009

Imã

Meu carro é magnético. Ele tem o particular poder de atrair bosta de passarinho. Grandes. Esparramadas. Distribuídas sobre seu capô preto vesúvio.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quinta sem lei

Reinicio a quintasemlei. Teletransportamo-nos para um teatro. O quarteto de corda prepara seus instrumentos. Alguém na platéia tosse - sempre há alguém para tossir quando se faz o silêncio. Quatro focos de luz são acendidos. Um quinto foco é acendido sobre Björk. Daí, aperte o play abaixo para entender.

Your flirt, it finds me out, it teases the crack in me, smittens me with hope. Possibly maybe, possibly maybe, possibly maybe. As much as I definitely enjoy solitude, I wouldn't mind perhaps spending little time with you. Sometimes. Possibly maybe, probably love. Possibly maybe, probably love. Uncertainty excites me. Baby, who knows what's going to happen? Lottery or car crash or you'll join a cult. Possibly maybe, possibly love. This is possibly maybe, possibly love, possibly. Mon petit vulcan, you're eruptions and disasters. I keep calm. Admiring your lava I keep calm. Possibly maybe probably love. Possibly maybe probably love. Electric shocks? I love them with you dozen a day! But after a while I wonder: where's that love you promised me? Where is it? Possibly maybe probably love. Possibly maybe probably love. How can you offer me love like that? My heart's burned. How can you offer me love like that? I'm exhausted, leave me alone. Possibly maybe, possibly maybe, possibly maybe. Since we broke up, I'm using lipstick again. I'm going to suck my tongue in remembrance of you. Possibly maybe, possibly maybe. Possibly maybe, possibly maybe. Possibly maybe, possibly maybe. This is possibly love.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A arder no fogo do inferno

Enquanto a vida passa devagar, arrastada e cansada, parei para descansar eu mesmo nos degraus da escadaria da Igreja. Sol da manhã que começava a me cegar. Ainda vi uns carros que passavam no meu horizonte. Quase bissextos, eu pensava enquanto o padre malhumorado também passou por mim. Havia encerrado seu expediente e já tinha feito seu happyhour com um vinho. Herético! Herético! Herético! Cocei a perna, ajeitei as meias e pus-me de pé para seguir meu caminho.

domingo, 10 de maio de 2009

Buon Giorno Principessa


Blue ice cream
Originally uploaded by Fundo de Garrafa

Post especial de Dia das Mães, cedo assim neste domingo. Fica então esta foto para minha mãe. Acho que ela ia gostar de ganhar de presente. Por causa das cores, por causa do vestido de casamento que parecia um sorvete azul se derretendo, por causa do cenário, por causa de tudo aquilo acontecendo casualmente ali em frente aos nossos olhos, por causa do milagre da vida.

sábado, 9 de maio de 2009

A chave da dispensa

Tenho um excelente relacionamento com dinheiro. Ele não me põe medo. Administro minhas finanças e fico fixado em contar todos os milréis. Muito embora, como bom engenheiro, este negócio de contar duas casas depois da vírgula me seja penoso, já que esta classe é doutrinada a deixar sempre um coeficiente de folga, vulgarmente chamado de coeficientedecagaço. Mas, enfim, brincar com grana me é quase uma droga. Satisfaz-me ver uma evolução de patrimônio e fixação de metas. E nada melhor do que poder gastá-lo lascivamente ainda que responsavelmente (ou viceversa). Esta é sempre a melhor parte. Não precisa muita grana mesmo porque nunca se tem tudo o que gostaria de ter. O lema é só gastar bem o que se tem para gastar: estourar o orçamento não pode ser opção. Não vale ficar com o gosto amargo da rebordosa chequeespecialspc. Estou eu agora com as chaves da dispensa. Nestes momentos de crise, a matriz niponiana pediu que orçamento fechado para 2009 fosse reduzido em mais 5%. Se já tínhamos cortado todas as gordurinhas no orçamento básico (porque cortar gordurinhas p  o  d  e), agora vamos cortar um pedaço pequeno da carne. Matriz sadista? Acho que sou um pouco masoquista porque eu estou adorando isto.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Siga o líder

Não acredito em anarquia. Acredito que seja necessário alguém para liderar, para cagarregras, para dizer para onde ir. O conceito de não haver um poder central direcionador é fabuloso, mas digno de estar presente num dos contos de Nárnia. Dizer adeus à obediência, à observação dos rituais e até mesmo à hierarquia, leva ao caos e à paralisia. E as pessoas, em geral, gostam de ter quem diz à elas para onde ir. Elas gostar de se ver confortavelmente perdidas e ter certeza que há quem vai trazê-las de volta aos eixos. Você secretamente também sente-se assim? Era uma vez eu estava no Japão e saí com um grupo para um happy hour depois do trabalho no centro de pesquisas. Saímos da estação de trem e caminhamos em direção aos bares. Andávamos um pouco lentamente e os meus convivas falavam num tom animado sucessivamente entre eles; de repente um silêncio até que a ciranda se reiniciava. E aquilo foi me incomodandoincomodandoincomodando até que não resisti e perguntei, em inglês (sim, porque não falo nada de japonês senão frasesfeitas da boa educação), para o meu amigo o que estava acontecendo. Ele me respondeu: todos nós éramos engenheiros do mesmo nível hierárquico e não havia consenso de qual bar deveríamos parar. Para ele, a solução seria se houvesse um chefe entre nós: ele finalmente tomaria a decisão por todos e nós o seguiríamos. Quod erat demonstrandum.

Ingenuidade genuína

Disseram-me que eu tinha que pedir desculpas. E eu fiquei me perguntando do que eu tinha que me desculpar. Sim, porque desculpar significa tirar a culpa - e como remover algo que eu simplesmente achava que não existia? Genuinamente, fiquei removendo os entulhos daqui para ali, descascando a tinta na superfície das palavras faladas, das palavras escritas. Será que era o elemento orgulho que me cegava? Difícil de dizer diretamente, apelei para observar elementos indiretos: nervosismo ansiedade aumento do tom de voz. Nada. Nada vezes nada. Fico eu stuck in a moment I can't get out of. A solução fácil é simplesmente dizer desculpe-me se errei. Mas isto vai sair pela minha boca, numa voz incerta, do fundo da minha garganta demonstrando uma ingenuidade amadora. Não do fundo do meu coração, o local mais genuíno de onde deveria sair.

domingo, 3 de maio de 2009

O que o tempo me disse

Estive vivendo a base de flashes de memória. Dos tempos bons e dos tempos ruins. Os últimos, foram poucos. Algo como tomar ônibus em dia de chuva. Algo como dar risada de uma velha piada enquanto espera o brownie na cafeteria. Algo como acordar na manhã de domingo, ir fazer o teu café e olhar o céu azul e o sol amarelo pela janela.





Time has told me: You're a rare rare find, a troubled cure for a troubled mind. And time has told me not to ask for more. Someday our ocean will find its shore. So I'll leave the ways that are making me be what I really don't want to be, leave the ways that are making me love what I really don't want to love. Time has told me: You came with the dawn, a soul with no footprint, a rose with no thorn. Your tears they tell me there's really no way of ending your troubles with things you can say. And time will tell you to stay by my side, to keep on trying 'til there's no more to hide. So leave the ways that are making you be what you really don't want to be, leave the ways that are making you love what you really don't want to love. Time has told me: You're a rare rare find, a troubled cure for a troubled mind. And time has told me not to ask for more for some day our ocean will find its shore.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Portico no feriado

Os caras tocavam na rua, em frente ao Southbank Centre. Jazz refrescante, feita por gente jovem e desinibida. Esta foto é em frente ao local onde as pessoas se juntavam para ouvi-los. Hoje, feriadíssimo, tirei o dia para deixar tocando o CD mambembe que comprei das mãos de Duncan Bellamy na inauguração do Royal Festival Hall. Das coisas que sinto saudades de Londres. A foto é de Martin Argles para uma matéria do The Guardian. Vocês podem escutar o Portico Quartet no Myspace