segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Eu vi mamãe beijando Papai Noel

Sou um terrível last-minute. Por isso só agora mando meu post natalício quiçá de fimdeano. Creio que será praticamente impossível publicar algo mais. Este ano foi bom, bombombombomnãofoimasfoibombombombom. Sumário: aprendi a pedir para ser atendido. Vi neve em Praga. Dei muitas risadas e enchi muito a cara. Depois fiquei sóbrio e quase abstêmio. Chutei o balde para retomar as rédeas da minha vidinha insana. Chutei e retomei. Abandoneiosremédios retomeiosremédios. Me mudei. Mudei de país de novo. Passei no Mestrado. Estou treinando para corrida - este é o absurdomor. Vou me mudar para meu piedàterre logo. Encontrei um karma recorrentereincidente que já sei que vou ter que carregar nesta vida para não ter que carregar na próxima. Fiquei insone tantas noites por motivos diversos bons ruins inúteis. Andei de bicicleta na muralha de X'iAn depois de ver os Guerreiros de Ricota. Reconheci meu control freakness. Assisti a Laurie Anderson com meu bom&velho amigo. Sem contar ver Diamanda Galás, and who the HelenofTroy is Madonna? Fui sacaneado enganado trapaceado e me senti como um idiota (logo eu que me julgo tão esperto). Paguei o preço de estar longe, de estar sozinho e carregar o peso das decisões unilaterais - declare independência. Comprei um carro blackbacktoblack. Aprendi que não preciso desconfiar de mim mesmo, da minha capacidade ou de quem eu sou. Aprendi a falar sem mexer as mãos, com um tom de voz mais baixo e sem interromper meu interlocutor. Decidi ser empreendedor. Descobri-me insular quando vi os jardins de Hong Kong. Ouvi muito Ms Winehouse e fecho este post com ela mesma cantarolando I saw Mummy kissing Santa Claus. Feliz Natal. Divirta-se em 2009.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Coração espetado

Final de ano tem sempre um churrasquinho. E sempre há uma ou outra rodada de coraçõezinhos de galinha. Me dá sempre uma dor pensar quantas dezenas de galinhas foram sacrificadas para preencher um espeto daqueles. Cheios de corações. Parecem aqueles corações desenhados pelas adolescentes nos seus caderninhos, com uma flecha atravessada. Francamente falando, não tenho coragem de comê-los. Parece-me uma coisa de bárbaros, de sacrifício de animais.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tilt!

Hoje a rede de computadores corporativa deu tilt. Ninguém conseguia acessar suas mensagens no Outlook ou os arquivos na rede. Resultado: paralisação total. É como voltar à época das cavernas. Passamos a limpar os computadores, descartar papeladas que ficavam vagando em cima da mesa. Esvaziar gavetas. Uns trocavam olhares vagos durante a espera de um milagre. Volta e meia ouvia e aí, voltou? Nádegas ainda... Dediquei-me a fazer as reuniões de feedback que tinha postergado há semanas. E as pessoas participaram da reunião, acho que sabiam que não teriam que sair correndo para verificar se tinha chegado alguma mensagem importante. Uns foram embora mais cedo porque não tinham como trabalhar. A que ponto chegamos? Em pensar que há 15 anos atrás trabalhávamos sem rede, com telex, fax com papel, nem tínhamos idéia do que era internet e passamos a ter email anos depois. Estilo de vida corporativa impensável. Slow work. Talvez tenha sido armação da Flora.

Dê você uma sapatada no Bush

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vício

E, a propósito, estou viciado em A Favorita. Maldade a granel. Reviravoltas. Atores bacanas - Fontoura, Gonçalves, Pillar, Lília. Outros nem tanto - Vecchia, Malfitano, Ranaldi, Mayer. E até aprendi uma coisa entre outras... Né, Marina?

Seu Arsenal



Originally uploaded by THE WHITEST GIRL ALIVE

O seu arsenal é composto por dissimulação, intriga, incapacidade, falta de discernimento, falta de bom senso, baixa auto estima, inveja, desajuste, má educação, hipocrisia, mentira, mau-caratismo. Tudo bem compactado dentro deste seu arsenal.

Karma Camaleão

Ele vai e vem, ele vai e vem.
Muda
Vai e vem. Vai e vem.

From me to you

Da força e da fraqueza

Uma das coisas que aprendi esta semana é que é da natureza humana ter compaixão pelos que aparentam ser fracos. Mesmo que sejam uns bastardosfilhosdaputacanalhas. E que os mais fortes, mesmo certos e justos, devem padecer da dúvida sobre seus interesses por ter um força tão esmagadora (aparentemente). E eu aprendi isto assistindo A Favorita, numa conversa entre o finado Gonçalo e Donatella.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Perdidas em Barcelona


Barcelona é uma das cidades mais legais que eu conheço. Tenho uma ligação quase afetiva com a cidade. A primeira vez em que estive lá, há quase 10 anos atrás, fui tratado superbem. Havia o taxista no aeroporto, com quem bati um papo legal até o hotel, conheci um pessoal bem simpático para conversas a altas horas em algum bar nas Ramblas, e comer Aquela paella no 7 Portes. Voltei lá outras vezes nestes meio tempo para matar as saudades e nunca mudei de opinião. E foi com este espírito que fui assistir Vicky Cristina Barcelona. Pena que Barcelona serve só de cenário, não há a vibração local, por mais que se desfilasse pelos cartões postais da cidade. Ela não é personagem, nem tão pouco consegui acreditar nela como elemento de mudança nas protagonistas. Mais especificamente, enquanto Vicky e Cristina desfilavam seu vazio americano em solo europeu, Maria Elena é a melhor desequilibrada dos últimos tempos. Woody colocou os chavões dos americanos versus europeus, desde a língua até o estilo de vida. Ficou um pouco óbvio demais, por mais realista que isto possa ser. Por sorte, Penélope Cruz acabou ficando com as melhores linhas, com deliciosa personalidade, sem contar a deliciosa língua espanhola. O narrador soava como um guia turístico cujo texto havia sido previamente decorado. Um pouco irritante.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Abraço

Resolveu fazer tudoaomesmotempoagora porque cansou de esperar que as coisas se resolvessem cada uma por vez. Abraçou o caos e a falta de resolução, o risco calculado e o frio na barriga. Cansou de desafiar a desorganização vigente na sua vida.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Peregrinação


Kaaba with a large crowd
Originally uploaded by transposition

Começa hoje o período do Hajj, quando os muçulmanos fazem sua Peregrinação à Mecca. Todo muçulmano deve fazê-la pelo menos uma vez na vida num período específico do ano, se tiver meios econômicos e estier gozando de boa saúde. Então, que os milhões esperados na Arábia Saudita tenham bastante fé , reafirmem o seu compromisso com a sua religião e com Deus, e renovem seu objetivo de serem pessoas sempre melhores - na mais ampla acepção da palavra.

Compras de Natal de 2008

O melhor de tirar férias em novembro é que é possível fazer as compras de Natal antecipadamente. Só que as minhas férias de novembro deste ano foram atípicas. A última coisa em que pensei foi em Natal. Portanto cá estou, à beira do ápice das compras do ano e com a perspectiva de enfrentar o comércio sob o calor senegalês. Hoje já tive uma pequena mostra. O bom seria poder fazer as compras de madrugada quando a insônia bater e a brisa noturna refrescar os impulsos materiais. Além disto, a partir de agora o Brasil se desacelera e só volta depois do Carnaval. Ou Páscoa. Feliz 2009.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

MSc.

Pois é, fui aceito para o Mestrado em Ciência de Alimentos num cabalístico 13º lugar. Vamos ver o que o futuro me reserva. (Fonte: http://www2.uel.br/cca/dcta/index.php)

Quinta sem lei



well, mesmerizing, tantalizing, captivating, devastating

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Storyboard

Se algo precisa ser feito, crio um filminho na minha cabeça. É uma estratégia boba que eu adoto. Monto storyboards mentais, planos e expectativas de realização. Usualmente sigo-os com disciplina. Hitchcock filmava com base nos seus storyboards. Quando chegava ao set, já sabia o que tinha que fazer e a aparência que o filme teria. Eu fico confortável nesta situação, compreendo a obsessão de Hitch. Mas olhando de uma outra perspectiva, vê-se novos elementos. É fato: as coisas saem do controle, independente do meu desejo ou não. É fato: existem oportunidades razoáveis aquieali, descartadas por estar fora do planejado. Só que esta obsessão por controle está me enchendo o saco. Sabe por que? Porque existe vida lá fora. Existe uma vida diferente do que estava no storyboard, igualmente boa, igualmente ruim, igualmente caótica, sujeita a tantos fatores randômicos quanto qualquer outra. Oportunidades e oportunidades que aparecem. Torna-se inútil o controle firme.