sábado, 25 de outubro de 2008

El Justiciero

Qual o limite entre fazer justiça, ser um vingador, e sentir culpa nestes tempos lindemberguianos? É o caso clássico da crise de consciência de Batman. Ele tem certeza que está fazendo a coisa certa, mas ao mesmo tempo tem a ciência de que pode ser uma intervenção indesejada. Não é uma intervenção divina - ele não é Deus - então se pergunta por que teria que tomar uma atitude. Fúria. Fúria contida é terreno fértil para crescimento do lado negro da força, já dizia mestre Kenobi. Inebriadora, a fúria domina e dá prazer como o narcótico. Ao mesmo tempo, a iniqüidade dominante é grosseira e ultrajante. Se dispõe-se de um pouco de força, a tentação de esmagar o pequeno e vil é grande. A força é usualmente desmedida. Resultados são catastróficos. Não sei brincar disto. Prefiro ver no cinema.

7 comentários:

Before Sunrise disse...

Eu ja quis agir, intervir, "take matters into my own hands", mas logo vi que nao dependia de mim, que tinha que deixar estar.

Tambem prefiro ver no cinema.

Fernanda S. disse...

Quero passar longe

Before Sunrise disse...

Uma pequana observacao - nunca quis intervir de forma negativa, mas acho que mtas vezes qq intervencao, mesmo a positiva, pode ser indesejada e inconveniente...

Como a Fernanda disse - quero passar longe.

Milena disse...

caco, tempo q não vinha aqui. desde o posto do blank!, mas hj atualizei e reafirmo meu gostar pelo formato do seu blog. Sinto sua presença, sua inquietação, sua ficção.

um abraço.

Flavia Melissa disse...

nem no cinema ando querendo ver isso.
e nem me fale em fúria. não mesmo.

Ana R. disse...

All we need is LOVE.

Caco disse...

Hmmm - eu ando furioso, confesso.