terça-feira, 21 de outubro de 2008

De volta para o Brasil

Numa semana estávamos todos preocupados com o sobeedesce da Bolsa. O que acontecia em Hong Kong, Seul, Jakarta, Frankfurt, Londres e Nova Iorque nos era familiar e havia se tornado assunto a cada esquina. Sentimo-nos parte do mundo. Por pouco tempo. Porque daí chegou Lindemberg e partiu Eloá. Fomos todos tragados de volta para o Brasil, o local de onde nunca verdadeiramente saímos. O caos instaurado é tão grande e absurdo que começamos a não mais enxergar a situação de forma objetiva, nãocomovida. A polícia estava refém da sociedade. Não seguiu as regras deste tipo de caso - invasão e morte do seqüestrador - por medo da repercussão na sociedade. Decisão difícil, compreendo. Talvez eu fizesse o mesmo. O fato era: havia um desequilibrado, potencialmente suicida, mantendo pessoas em cárcere privado. Sem contar o fato que é fácil adquirir uma arma, invadir, ameaçar, matar e querer tornar-se um infame príncipe da comunidade. É banal para nós aceitarmos isto não para mim, não quero que seja banal para mim, quero continuar me indignando com isto. Nisto tudo, por mais doloroso que fosse o momento, uma das poucas coisas que me comoveram sem a pieguice instantânea foi a declaração da mãe de Eloá: Eu consigo perdoar o Lindemberg. Espero que a justiça seja feita. É de uma sabedoria imensa.

4 comentários:

Fernanda S. disse...

Eu a admiro e também espero que a justiça seja feita!
Quando achamos que as pessoas chegaram ao limite da crueldade, elas sempre mostram que podem mais!
Triste!

PS: acho que gostei mais dos verdes que dos laranjas!

Flavia Melissa disse...

Eu não sei, prá mim isso tudo pode ser explicado por uma única palavra: karma. Afinal, nessa família pelo jeito ninguém era santo, né não?

Sem tentativas de justificar o que não tem justificativa. Apenas para refletir a respeito das sementes que andamos plantando por aí...

beijos

Caco disse...

É tudo bizarro.
E é tudo verdade.

Before Sunrise disse...

Tenho vergonha de admitir isso, mas to completamente por fora do que ta acontecendo ai. Nao sei de nada, nada mesmo. Culpa minha!