sábado, 6 de setembro de 2008

Os caminhos da compaixão

Quero fazer uma viagem bacana, low profile e despojada. Fazer meu mochilão - eu que não perco este hábito - e partir para o Nepal, trekking num acampamento base no Himalaia, um sonho improvável de visitar o Tibet (por conta da atual política de restrições no local). Um dos primeiros livros que tenho lembrança de ter mexido comigo foi Os caminhos de Katmandu de René Barjavel. Escrito nos loucos anos 60, permeado por muitas viagens alucinógenas e uma viagem real a Katmandu e uma busca por si mesmo. Li no início dos anos 80 ainda moleque mas já curtindo a viagem dos outros. E sempre me ficou uma curiosidade quase infantil em ir a este lugar - quem sabe se não encontro algo por lá? Há uma necessidade quase indissociável em passar pela Índia - que tenho relutado absurdamente em ir embora sinais aquieali me indicam que tenho que ir lá também. E ontem, me recuperando do acesso de fúria tarantinesco e já transcendendo à tudo, me caiu no colo o texto do Dalai Lama. E o velhinho me fez transcender de vez quando falou de perdão e compaixão. Ele soa piegas se a gente não se livra de uma série de preconceitos, distorções de pensamento e fica apenas com a essência da vida. Veja só: "One of the emotions most disturbing our mental tranquility is hatred. The antidote is compassion. We should not think of compassion as being only the preserve of the sacred and religious. It is one of our basic human qualities. Human nature is essentially loving and gentle. I do not agree with people who assert that human beings are innately aggressive, despite the apparent prevalence of anger and hatred in the world. From the moment of our birth we required love and affection. This is true of us all, right up to the day we die. Without love we could not survive. Human beings are social creatures and a concern for each other is the very basis of our life together. If we stop to think, compared to the numerous acts of kindness on which we depend and which we take so much for granted, acts of hostility are relatively few. To see the truth of this we only need to observe the love and affection parents shower on their children and the many other acts of loving and caring that we take for granted." O texto completo está aqui.

3 comentários:

Before Sunrise disse...

Nao acho e nunca achei o Dalai Lama piegas. Acho ele um homem mto sabio. Adoro.

Se voce decidir ir ao Nepal ou India, me avise, minha irma e meu primo ja fizeram viagens longas por la, podem dar dicas.

Beijos

Fernanda S. disse...

Uau... não pode perder mesmo a mania dos mochilões... pra que perder, se pode conquistar tantas outras coisas?!

Adorei esta parte do texto... talvez esteja precisando de um pouco disso na minha vida!

Beijo grande & stay travelling

Caco disse...

Às vezes o Dalai transcende de tal forma que ele soa piegas. Estranho, não?

E a gente tem que continuar sonhando, não?

Transcendendo.