domingo, 28 de setembro de 2008

De doer

Esqueci a máquina fotográfica dentro da mala, trancafiada sob o códigosamsonite. Logo ela, condenada a esta existência solitária, depois de ter capturado coisas em cantos exóticos deste mundodemeudeus. Companheira de jornadas. Senti falta dela num domingo lindo. Céu azul de doer. O ipê do caminho de casa florindo, amarelo de doer. E florada de ipê é tão efêmera. Um dia, faz frio, aquele de doer, e o ipê é esmagado pelo tempo. Já seco do inverno, sem folhas, meiomorto. Espremido, ele reage. E floresce quase como um milagre aleluia. Volte para ver no dia seguinte e seu bobão não vai encontrar mais nada na árvore. Só um carpete amarelo em volta do tronco dizendo tchauatéoanoquevem. Bati instintivamente com as mãos nos bolsos da calça. Carteira. Celular. Chaves. Não, a camera não estava comigo desta vez. Vai ficar para o ano que vem. Mas vou correndo tirá-la da solitária.

4 comentários:

Flavia Melissa disse...

ah!, se os olhos tirassem fotos!
e vc se lembra do código?

hahaha
bjs

Caco disse...

Sou meio bobo. Tenho um só código para tudo. Nada de coisa óbvia tipo datadeaniversário. Mas quem descobrir o código, vai abrir a minha mala, minhas contas de banco, todos os meus links de internet, etc. Quem sabe abra meu coração. Open your heart to me. I'll be the lock and you'll be the key. Esta frase clássica é da cinquentona vocêsabequem. hahuaha.
Beijodaí.

Before Sunrise disse...

Caco, eu tb coloco mesma senha / codigo pra tudo hahaha!!! Somos dois bobos, mas ate gostaria que alguem descobrisse se isso significasse abrir meu coracao ;)

Fernanda S. disse...

Eita nóis!!!!
Guarde na memória! Já é algo engrandecedor para um início de semana!
Um beijo!