domingo, 31 de agosto de 2008

Recomendações de blogs no BlogDay

5 blogs interessantes que eu recomendo a leitura.

Blowg - Blog da Marina, jornalista e autora de Não sou uma só: o diário de uma bipolar. Defensora dos direitos dos animais, a gente se sente em casa lendo seus posts, meioquebatendoumpapo. Sem contar que ela consegue umas imagens incríveis, fazendo seu blog muito coerente.

Slow Down - Nunca gostei de poesia rebuscada, daquelas que você desiste no meio do caminho. É por isso que voltoerevolto no Blog do José Luis. Acho que nunca comentei lá, mas nem precisa, porque gosto muito de ler os postesias dele, imagens e captions bem sacados. E, nesta lista, ele é o bendito fruto entre as mulheres.

Nenhum Lugar - Coisa bem escrita, de gente fluente em sabedoria, muito diferente de inteligência metidaàbesta (embora as línguas possam se confundir, e até depende do ouvinte). A Milena me parece antenada e escreve parágrafos e parágrafos sem provocar desinteresse. A propósito, é por isso que tenho escrito apenas num parágrafo.

All made of stars - Flavinha entrou 2008 botandopraquebrar. Ela me fez rir na China, num cybercafé esfumaçado sob um calor abafado. Só que ela anda ocupada ultimamente e os posts têm estado bissextos. Mas nada impede ter uma alegria retroativa, lendo os posts antigos.

Favoritos - Luíza Voll criou um metablog ou metasite, sei lá. Só sei que quando eu quero buscar coisas interessantes, lá vou eu. É o tipo de blog que faz a vida da gente ser mais fácil, mais divertida, melhor enfim.

BlogDay tag no Technorati: http://technorati.com/tag/BlogDay2008

Blog Day 2008




sábado, 30 de agosto de 2008

Santo Paulo

A segunda-feira foi caótica condicionada pela tensãopréviagem (quando a gente tenta deixar tudo em ordem antes de viajar). Passei uma semana, uma longa semana, em Sampa que se tornou quase, quase providencial. A conferência foi relaxante, quase uma sessão de análise, quando o conclave de técnicoscientistas participantes viram que suas mazelas são comuns a todos e que os vendedoresmarketeiros são um karma na nossa vida. Num certo momento não pensava em mais nada. São Paulo, santo, me ajudou a espairecer. Como não consigo entender a cidade, ela se torna só um cenário, pano de fundo para o meu trânsito de um lado para o outro. Sabe quando me sinto mais Carioca do que nunca? Quando vou a São Paulo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Curva de aprendizagem

Descobri você. Li com cuidado o que escrevestes e concluí o quanto deliberadamente tudo era uma cópia. Sim, um verdadeiro plágio de tudo o que eu já escrevi nos dias dourados de maior criatividade. Até a sua foto, por céus - poderias ter olhado para um outro lado ou mesmo ter mudado a posição dos pés. Zangado não, eu estou lisonjeado. Continue a aprender comigo. Como sempre.

sábado, 23 de agosto de 2008

Ginástica, solo e a proposta de ampliação da área

Assistindo a exibição da ginástica feminina, ouvi um comentarista que dizia que o área onde as ginastas se exibiam deveria ser ampliado. Atualmente esta área é de 12m x 12m. Daiane havia sambado fora dos limites. O motivo era o fato de que hoje em dia as ginastas executavam exercícios muito complexos, que exigiam altura e velocidade, levando a uma aterrisagem fora da área permitida. Hmmm. A medalhista de ouro fez tudo certo, obviamente melhor que todas as demais. E, surpreendentemente, não pisou fora da faixa em nenhum momento. Intrigante. Desnecessário ser cientista espacial para chegar às devidas conclusões.

O grande salto à frente

Trilha sonora: Van Halen, Jump

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eu bem que tento

Tenho ouvido Macy à exaustão. Games, changes and fears: when will they go from here? When will they stop? Sensação de voz cantando no ouvido, dentro do ouvido, colado na mente. I believe that fate has brought us here and we should be together. But were not... I play it off but I'm dreamin of you, I'll keep it cool but I'm fiendin. E ela fica reclamando da vida, curtindo aquele bode de tentativa de encontrar sentido em tudo I try to say goodbye and I choke, I try to walk away and I stumble. Though I try to hide it it's clear: my world crumbles when you are not near. Sem entender muito bem para onde vai ou como tudo chegou ali. I may appear to be free but I'm just a prisoner of your love. I may seem alright and smile when you leave but my smiles are just a front. É, a gente fala que estátudobemestátudobom Here is my confession: may I be your possesion? I need your touch, your love kisses and such. With all my might I try but this I can't deny. E é um clássico para a fossa. I play it off but I'm dreamin of you. I'll keep my cool but I'm fiendin. I try to say goodbye and I choke, I try to walk away and I stumble. Though I try to hide it, it's clear: my world crumbles when you are not near. Mas que a gente curte, ah isto a gente curte.

Toró de palpite

Preciso de grana. Nada estratosférico. Talvez um aumento de uns 50 a 75% do meu patrimônio em 6 meses seria interessante. Fiz um brainstorm, aka toró de palpite. Pensei, plantar hemp no meu apartamento e vender para os universitários nos outros apartamentos. Não, nunca tive vocação para ser vendedor. Queria mesmo é fazer algo que me desse prazer. Sexo! Entrar para o ramo de entretenimento sexual - não vendendo estecorpomorenogostosoecheiroso, mas agenciando, gerenciando o processo - o middleman, que vive dos dezpurça. Não, acho que teria que ser algo ainda dentro da lei. Este blog está valendo USD 2.822,70 (descobri aqui), portanto dá mais trabalho vendê-lo do que aumentar a valorização - assim sendo, this blog is not for sale. Sei lá. Aumento de salário não vai rolar - só de selvissiu. Herança de algum tio rico? Bem, sem comentários. Há sempre a alternativa de casar com alguém endinheirado (mas aí a premissa do prazer é contrariada). Sei lá, vou escrever guias de viagens. Vou vender fotografias de viagens. Vou profissionalizar meu status de globetrotter.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

4 anos é muito tempo

A abelha que entra no ouvido do candango e fica zoando sem parar. Honestamente. A mocinha que fica andando em círculos. Francamente. Os cds que caem do porta-luvas. Pelamordedeus. O carinha que perde de ver o cometa. Não, W/Brasil, desculpe mas não ficou legal.

Taqueo

Créditos: Agência Reuters

Por favor, PARE! agora

Meu, vamos parando o bonde porque estou a fim de descer para esticar as pernas, beber um kisuco e ir ao banheiro.

RIP

A Mila morreu. Que saco. Ela era importante para a Srta R, companhia, de personalidade forte. Um pouco espaçosa e talvez mimada, mas parte da família.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Acalanto

Vai com Deus.

Cinquecento

Estava doente demais neste fim de semana para postar qualquer coisa, portanto sei que estou atrasado. Cac et e: Madonna está cinqüentona! É meio chocante porque ela parecia que ficaria para sempre likeavirgin - ouvi falar que ela removou esta canção do repertório por motivos óbvios. Profissionalmente falando, ela envelheceu muito bem mesmo. Para mim, sempre a vi um passo à frente do pop mainstream. Ela lançava e depois o povo seguia. Polêmica após polêmica, lá estava ela. Isto significa poder. No começo da carreira, eu achava que ela era meio chata, fadada ao ocaso, poucas coisas colavam, sem contar aquele figurino que não era engraçado nem naquela época. Mais aí ela usou a imagem, o video, e pessoalmente caí feito um patinho. Nada melhor do que ver um video da Madonna - mesmo os muito ruins estão acima da média dos muito ruins. O grande negócio é curtir como ela pode ser um divisor de águas a cada lançamento. 50 anos, Madonna - que tenha uma vida longa. Que venham mais 500.

Alta noite

Acordou no meio da noite e ficou perdido. Olhava a escuridão. Lembrava-se dos velhos amigos que já tinham partido. E falava consigo mesmo sobre tudo aquilo e a mente vagava. Queria também partilhar isto com todos à sua volta. Perdido, tentava se lembrar de todas as pessoas que já haviam passado pela sua vida. Seus irmãos. Seus amigos. Seus vizinhos. Gente com quem trabalhou. Gente com quem festejou. Seus filhos. Seus pais. Todos já se foram. Poucos ainda estão entre nós. E noite após noite vive neste limbo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

No Vale dos Reis

Hoje fiz um passeio pelo Vale dos Reis. Um conjunto de obras faraônicas, umas terminadas, outras em franco andamento. Ficarão fadadas a dizer eternamente ofaraóesteveaqui. O faraó, depois de colocar seu nemes, inspeciona diariamente suas obras e requer que os escravos carreguem pedras de um lado para o outro. Rapidamente, vigorosamente. O seu vizir mantém o bom andamento das obras, sempre com o chicote nas mãos, aos berros e com barro nas sandálias (mais ainda depois de um dia chuvoso como o de hoje). Muito sangue foi derramado esta tarde. Não, não aconteceu na mesa do sacrifício na sala de audiência faraônica, mas um mero acidente de um dos guerreiros do exército. Eu, mero escriba, descansei meus olhos dos papiros em que calculava os custos das pirâmides. Tudo isto é a comédia da vida corporativa.

Espetacular fugitiva do circo

He Kexin por Matthias Rietschel

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Dos jogos de ontem

Bom dia Pequim. Remova toda a pieguice. Eu fico genuinamente emocionado com as histórias de superação nos Jogos Olímpicos. A última foi a do Eduardo Santos. O cara saiu do nada (ou da comunidade), tirou a faixa preta no ano passado porque não tinha grana para fazer os testes, era reserva dos bambambans da seleção olímpica e chegou lá. Lá em Pequim. Dá aquele nó na garganta. Salve, salve, Eduardo. As meninas da ginástica também são um barato. Deixa a Daiane de lado. Dá uma olhada na gazela Ana Cláudia Silva e a simpatia da Ethiene Franco. Estas meninas vão longe. Sempre achei que faltava alegria no time, que só a Danielle Hypolito tinha um sorriso como contraponto da Jadeàbeiradeumataquedenervos. Parece-me que a futura geração vem com um diferencial além da habilidade. E o que era He Kexin, aquela ginasta chinesa nas barras assimétricas? Ela fugiu de algum circo chinês! Esp etac ul ar. Tinha horas que eu não queria nem ver, mudava de canal e só voltava para ver o replay com medo de assistir a alguma queda decpcionante. Boa noite Brasil.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sigamos em frente

Encerro forçosamente o ciclo chinês. Mesmo sentindo vontade de voltar a viajar com pessoas que conheci, vontade de partilhar novas jornadas. Afinal a gente conhece tanta gente com raízes, mentalmente enraizadas, que não conseguem se mexer, que qualquer um com a cabeça miseramente mais aberta já é uma maravilha. A sensação de nostalgia ainda é alongada pela enxurrada de matérias na televisão nesta época de jogos olímpicos. Entrei na livraria no sábado e a primeira coisa que os meus olhos captaram foi o livro da Sonia Bridi, Laowai. Jáfuifolheando... Entrei na locadora e já fui olhando para os filmes chineses de kung fu, Zhang Yimou, The Painted Veil. Fico fuçando em fotos sobre a China, lendo artigos sobre a China. É fascinante. Mas o ciclo estava se estendendo demais. Let'smoveon.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

No Rio

Nunca tinha feito um cruzeiro. Aliás, eu sempre achei que isto era coisa de velhinhos endinheirados que ficam no cassino do navio. Daí, lá fui eu com esta expectativa para o Rio Yang-tse - com as minhas neuras de idade e de falta de grana. Embarcamos na Pérola do rio em Chongqing, nos esbaldamos com a comida e nos esticamos depois da noite confinada no leito do trem, jantando comida de origem duvidosa. Embora o conforto fosse convidativo, bem como o ar condicionado do quarto, me abanquei no deck e fiquei olhandoolhandoolhando. Às vezes, tinha companhia de outros chineses, outras vezes era eu e Deus. Não conseguia entender muito bem porque deveria ficar dormindo na cama enquanto cruzávamos a China, no rio mais longo da Ásia, o rio mãe. De tempos em tempos, a paisagem ficava impressionante enquanto as montanhas se cobriam de nuvens depois da chuva abafada - tinha que lembrar que estava mais de 100m acima do leito do rio. Não era sempre que a vista era fabulosa, honestamente falando, mas o negócio era sorver aquilo tudo, imprimir as imagens na mente para que demorasse muito para esquecer. Meu pai e meu padrinho, aposentados da Marinha Mercante, adorariam ver as balsas, os navios cargueiros no rio, os sistemas de comunicação, jantar com o capitão e correlatos. Acho que era uma realidade do tempo deles - acho que eu curti por eles. Pegamos muita chuva nas pequenas Gargantas, mas deu para eu tirar uma foto clássica na China. Antes de desembarcarmos em Yichang, fiquei pensando na Represa das Três Gargantas. É uma maravilha da Engenharia (acho eclusas um barato) que eu, como humilde representante desta linhagem, aprecio - mas também reconheço que seja um puta crime ambiental. A propósito, o navio não tinha cassino.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Padeço

Padeço de insônia absurda. Este é o jet lag mais mal curado que já sofri. Noites pessimamente dormidas. Literatura atualizada nas madrugadas. Filmes de kung fu cortados pela metade. Telecurso nas primeiras horas da alvorada. Abajur que vela por mim. Fome de madrugada, secura da garganta seca, de um tempo seco. Escuto o trem passar, o caminhão freando na estrada. O edredomdeêxtase que se enrola. Costas que reclamam do colchão. Roupas espalhadas pelo quarto. E o silêncio daqueles que dormem o sono dos justos. Pergunto-me se é crise de abstinência da internet.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

175

Pode até ser um número cabalístico para algumas pessoas. Para outras pode significar a vida ou morte. Pode significar para o que tiveram de dizer adeus. 175 metros é altura máxima acima do leito do rio Yangtse onde a água pode atingir no pleno funcionamento da Barragem das Três Gargantas (Three Gorges Dam damned). Isto quer dizer: não construa nada abaixo desta placa – ela vai ser inevitavelmente coberta mais cedo ou mais tarde. Vimos a Byebyebridge, que vai ser destruída até o fim do ano. Vimos vários byebyes: lugares e coisas que vão ser encobertos pelas águas logo. Conhecemos chineses francamente felizes em terem suas vidas elevadas para um nível acima. Simplesmente foram notificados pelo Governo Central que suas casas ficariam submersas. Tiveram a chance de serem realocados em novas casas na nova cidade elevada ou teriam o direito de partir para outras cidades. Cidades migraram para o alto. Cidades migraram de uma margem do rio para a oposta. E todos para lá foram, com suas novas casas, sorteadas (sem direito de escolha). E felizes. Byebyelembranças.

sábado, 2 de agosto de 2008

O negócio é ir

Meu itinerário na China foi ditado pelas restrições de tempo de férias e deadline para fechar meu barraco no escritório de Londres e reabri-lo na fábrica no Paraná. O que sobrou está neste mapa: China Explored. Pulamos Chengdu por causa do maldito terremoto mas fomos a Longsheng, que foi um oásis providencial. Tem que tomar trem durante algumas noites, mas eu nem me preocupei - o negócio é ir. Só me atualizei de como eram os trens na China durante o meu vôo, insone, para Beijing. Beliches. Duplos. Triplos. Cabine aberta.

Nosso primeiro trem, e o primeiro trem a gente nunca esquece, em Beijing tinha ar condicionado e beliche duplo. Nada mal nada mal. Vimos os carregadores descerem com as trocentas mochilas e malas para o trem a troco de quase-nada, descendo heroicamente rampas até a plataforma. Abastecemo-nos com cervejas e outras biritas chinesas, salgadinhos e tranqueiras, para nos sustentar até o toque de recolher (lá pelas 10 de la noche quando as luzes são apagadas). Este hábito foi mantido nos trens subseqüentes - só mudando o tipo de birita e de tranqueira. Demos muita risada e quase choramos com o atraso de 6 horas na chegada.

No dia que partimos de Xi'An para Chongqing, fazia aquele calor que nos faz suar em bicas só em pensar. Chegamos no nosso Expresso e voilà: cabines com ve nt il ad o res. Bel i che tr iplo. Quem estava no topo não podia nem ter medo de altura nem de espaço confinado. Peguei malandramente o beliche do meio - o mais conveniente, muito embora com tão pouco espaço quanto os outros. Com Johnny, aventuramo-nos no vagão restaurante. Sorte: cardápio também em inglês - 'seacabamodecomê'. Passamos por tantos túneis que perdi a conta - impossível conversar pelo barulho do trem no túnel, restava escrever o meu travel diary e deixar a câmera a postos para quando aparecesse alguma paisagem. Pela canseira, ou já meio habituado, o sono me dominou por completo e acordei com as luzes sendo acesas no nosso destino.

Já em Wuhan, foi a oportunidade de ver o povão viajando pelo interior - o pessoal mais humilde não tem malas - eles colocam tudo num sacotiposacodegrãos e vão. O negócio é ir. Mas eu também já estava ficando meio mau humorado e, para sorte de todos e minha, era minha vez de ficar no beliche do topo. Entrei no meu casulo, com meu Ipod, e see you in Guilin.

Depois de subir nas montanhas de Longsheng e restaurar a paz e tranqüilidade, já estava pronto para o último trem até Shenzen. Nossa experiência no vagão restaurante desta vez foi a 'clássica'. Com a arrogância do sucesso anterior, nem pensamos em chamar nosso guia fluente em chinês. Só então descobrimos que não havia menu em inglês... Solução? Apontar para os pratos que outros estavam comendo e dizer yiga-yiga-yiga um deste, um deste e um deste, xie xie obrigado. Neste trem, foi a minha vez de ficar na cama de baixo. É onde temos que obrigatoriamente partilhar a cama com os demais até o toque de recolher no vagão. Mas já estávamos ficando todos meio melancólicos com a perspectiva da despedida em Hong Kong. Até caiu aquela chuva de chumbo. Foi do lado de fora mas que permeou para a cama do Sr D que a confundiu com cerva derramada na noite anterior ahestesbebuns.

Outro fato comum era a manobra para usar o banheiro squat-style, que eu só usava para o númeroum. De manhã, na hora de escovar os dentes, carregava a minha garrafinha de água mineral e os lenços úmidos - tudo bem, posso ser neurótico mas não tinha desenvolvido todos os anticorpos necessários.

Na hora nada foi muito engraçado (com exceção do primeiro dia), o banheiro, o calor, o barulho, o conforto, a comida, mas hoje só ficaram as boas recordações, as risadas, as conversas, os chinesesnosolhando, a fumaçadecigarros, as bebidas. Não, não me arrependi nem um tico. E descobri também porque todos os outros tours que fazem o mesmo itinerário usam aviões. Mas eles não viram nem viveram o que eu vi e vivi. O negócio é ir.

Outras fotos tiradas nos trens estão aqui: Overnight train in China.
Trilha sonora: Talking Heads, Road To Nowhere

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sleeping dragon


Sleeping giant, dormant volcano
Originally uploaded by Fundo de Garrafa

Quem der uma passadinha lá no meu Flickr vai ter a oportunidade de ver uma fração das fotos que tirei. Talvez fiquem entediados com o tanto de conjuntos, o que não me surpreenderia. A minha foto favorita é a do gigante adormecido (Sleeping giant, dormant volcano). Tirei esta foto em Beijing à 1 da tarde. Todos os trabalhadoresvendedorespessoas cochilavam na rua perto do hotel naquele momento - era a hora da siesta local. 15 minutos mais tarde, o burburinho havia retornado. Mas curti também procurar os dragões nos mais diferentes formatos e cores. Alguns alegres e outros ameaçadores, nenhum passava incólume ao meu olhar. Os significados são variados e prefiro me ater ao sentido positivo que eles trazem. E fica a idéia para a minha futura tatuagem.