sábado, 19 de julho de 2008

Raise the Red Lantern

Orientais adoram a simetria, equilíbrio e balanço. Toda esta organização parece entediante porque, aos poucos, alguns elementos se repetem e são até mesmo esperados. Mas me perguntava por que sempre que encontrava a simetria na arquitetura local eu ficava tão maravilhado. Templos são marcadamente equilibrados. A grandiosidade da simetria está presente em Beijing. Vamos ao pináculo: a Cidade Proibida. Todas as portas principais dos palácios e templos principais estão alinhadas. Perfeitamente alinhadas. Se estivessem no mesmo nível talvez o Imperador pudesse ver a uma grande distância sem interrupções. Ao norte da Cidade Proibida está Coal Hill e outra parte da cidade. E o alinhamento de avenidas permanecem. Numa escala reduzida, mas mais reclusa, charmosa e religiosa, está a Grande Mesquita de Xian. Fui até lá no início da manhã, na sua abertura enquanto os turistas preguiçosos dormiam. E curti um site deserto, pacífico, deslocado do barulho do bairro muçulmano da cidade, onde portais, salões, objetos estão simples e harmoniosamente dispostos. Então entendi que toda a beleza da simetria era um contraponto para o caos urbano ao redor daquele oásis. O caos era o desequilíbrio das pessoas, do número de pessoas, de edifícios funcionais porém sem personalidade. A simetria anulava o desequilíbrio.

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