terça-feira, 22 de julho de 2008

O trabalho que edifica os homens

Para empregar os bilhões de pessoas na China, há um monte de gente fazendo trabalho redundante. Caminhamos pela Muralha da China por um trecho off-the-beaten track. Nosso grupo de malucos era o único a negociar os 10 km de sobe e desce pelas montanhas. Tivemos que pagar três ingressos para diferentes trechos da Muralha. No trecho final, após atravessar uma ponte pênsil, pagamos a última parcela – uns cinco Yuan, talvez. Havia dois carinhas no fim da ponte. Um para receber o dinheiro e dar o ticket. Ao lado dele, estava outro que recebia o mesmo ticket, destaca o recibo e devolvia para o transeunte. Em Beijing, encontrei uma atividade muito curiosa. Havia um cara no cruzamento das avenidas que controlava o fluxo de ciclistas. Ele impedia que os ciclistas avançassem o sinal vermelho, organizava o fluxo de pedestres na ciclovia, e ficava apontando sua bandeirola vermelha e assoprando seu apito. Figuraça. E se são necessários figurantes para os espetáculos, como o que vimos em Yangshuo ao ar livre entre o rio e as montanhas, não faltam pessoas. Computação gráfica substituindo figurantes em filmes? Na China? Para quê? É mais barato contratar um monte de gente.

3 comentários:

Fernanda S. disse...

E vamos inventar empregos, minha gente!!!! hehehe
Uma pena mesmo não termos nos encontrado aqui! Agora os dias estão cada vez mais iluminados pelo sol e o vento já nem é tão forte assim!!!

Beijo enorme =)

Francisco Pinto disse...

Passando para conferir as novidades daqui. Vai ficar quanto tempo ai na China?
Abraço

Caco disse...

FE - Olha a criatividade deste povo, minha gente! HEHEHE Beijo.

CHICO - Já estou de volta ao Brasil e estou escrevendo o que vi por lá. Espero que não esteja muito entediante. Abraço.