domingo, 13 de julho de 2008

Na fila, em Beijing

Eu havia corrido o suficiente para me tornar um last-minute no meu vôo para Beijing. Cortar despesas significa conexões entre portões distantes em aeroportos. Minha mala não havia sido tão veloz e curtiu mais 24 horas no Roissy-CDG. E eu tive que comprar um kit sobrevivência para as minhas primeiras 24 horas chinesas. Descobri que eu não havia sido o único sortudo - faziam-me companhia na fila de registro de bagagens atrasadas alguns chineses e outros ocidentais. A grande diferença era que os ocidentais, na maioria europeus, fizeram uma fila. Os chineses nos ignoraram totalmente e entraram e saíram da sala de registro, se abancaram nas poltronas, fizeram sua vez e se foram. Enquanto isto, nós ocidentais lançávamos olhares de indignação. E isto era tudo, mesmo porque estávamos amendrotados pela potencial confusão que criaríamos com os nativos sem nem mesmo ter saído do aeroporto. Esta foi a lição número 1 da China. Estava num país de 1,3 bilhões de pessoas. Se o candanguinho não abrir o seu próprio caminho, existe mais de um bilhão de pessoas para passar à frente dele - esta é a realidade do chinês. Mais tarde, em Beijing, a lição foi reforçada. Onde quer que fosse, encontrava um amontoado de gente no balcão para compra de ingresso. Ainda tentava esperar minha vez num arremedo de fila. Por pouco tempo. Eu aprendi rápido a usar o meu corpo, o cotovelo principalmente, para garantir a minha vez.

6 comentários:

Before Sunrise disse...

Hahaha!! Imagino que seja assim mesmo! Ate aqui os chineses acham que podem passar na frente!

Caco disse...

Old habits die hard!

Francisco Pinto disse...

Imagina só uma fila para comprar ingressos com milhares de chineses?
Nossaaaa não dá pra mim rsrs

Maria disse...

Tou indo amanhã, que friozinho na barriga...

Fernanda S. disse...

So, the lesson is: elbow your way!!! hehehe

Caco disse...

FRANCISCO - sim, é bizarro.
MARYOSHKA - fiquei te devendo as informações, né? Desculpe. Mas tudo vai dar certo.
FE - isso aí!