quarta-feira, 30 de abril de 2008

Eu tenho medo de Josef Fritzl

O vôo chegou em Vienna e não estacionou em um dos fingers. Descemos, e tomamos os ônibus que nos esperavam na pista. Eu estava no fundo do avião e desci pelos fundos. Thankyoubyehaveaniceday, troquei amenidades com a aeromoça. Fui um dos primeiros a entrar no ônibus e me lembrei da minha última conexão em Vienna em que um atoroscarizado estava no mesmo ônibus para o terminal. Desta vez, a coisa tinha um tom de bizarrice. Referia-me ao cara de meia-idade com cara de maníaco que desceu do vôo. Aquele freak de cabeloboilambeu, roupaqueavóvestiu, calça com a bainha alta, e óculos tipo aviador. Pré-julguei, confesso. Minha definição era o de um maníaco sexual que possivelmente abusava de crianças ou tinha acabado de retornar de uma viagem de turismo sexual. Procurei manter os meus olhos afastados, concentrar meus pensamentos no caminhão de querosene de aviação. Mais tarde, passei a ver aquele personagem em todos os rostos com que cruzei em Vienna, como que me assombrando. Odiei a cidade e me odiei por isso. Queria fugir daquele mundo de aberrações. Fugi a tempo de saber, a muitos quilômetros de distância na IlhadoLost, que Amstetten havia descoberto uma aberração que ninguém conseguia acreditar existir - Josef Fritzl. Chocado, eu soube da existência dele quando entrei naquele ônibus do aeroporto.

3 comentários:

Fernanda S. disse...

aimeudeusdocéu que medoooo!!! hauhauahah

Flavia Melissa disse...

eu sempre tenho medo de odiar coisas que não conheço...

Carlos Wilker disse...

o ser humano é uma bosta mesmo.