sábado, 1 de março de 2008

Harry, príncipe semi-deus guerreiro

Sempre achei o Harry mais legal do que o Bill. Sempre foi mais maluco e, sobre tudo, é ruivo. Não vai ser Rei, por isso não precisa ficar tão preso às regras. Daí, de repente, ele desaparece por 10 semanas. E agora, a estória vem à tona. O cara estava servindo no exército em pleno Afeganistão, junto com as tropas da Sua (Dele) Majestade Vovó.

Numa manobra especial, toda a mídia inglesa foi reunida no Ministério da Defesa para um pacto: Harry iria para o front e ninguém noticiaria nada a respeito. Hoje, assistindo a uma entrevista de uma editora presente à reunião, ficou evidente o orgulho da mídia com este acordo. Por um lado, fariam algo de positivo: um esforço conjunto em prol da Realeza (estavam com saldo devedor desde o affair Lady Di) e em prol da moral das tropas (ninguém quer se sentir esquecido lá no meio da guerra na terra de ninguém).

No final, quem deixou vazar a informações aparentemente foi um site australiano - mas isto é o que menos importa agora. A editora inglesa na entrevista disse orgulhosamente que sabia que seria a mídia estrangeira que noticiaria a história porque, simplesmente não se importariam, afinal 'Harry não era o Príncipe deles'. Sinta o tom de orgulho.

Ora, todos sabiam que a informação iria vazar mais cedo ou mais tarde. Harry não iria conseguir ficar incógnito tanto tempo por lá, nem desaparecido por tanto tempo por aqui. As pessoas comentam... Agora, ele é trazido de volta. A presença anunciada em terras Afegãs o tornaria (e também seu pelotão) alvo preferido do Taliban.

Analisando friamente, todos estão felizes - afinal, a manobra foi ingenuamente genial. O Príncipe teve sua vontade atendida - ele havia sido impedido de ir para o front, afinal é o 3º na linha sucessória. O moral da tropa foi para estrastofera. O povo está orgulhoso do seu Príncipe-Guerreiro. A mídia inglesa, feliz por ter interpretado seu papel - e ainda pode tripudiar a mídia estrangeira. A Rainha deve estar radiante. Harry volta para o seu Reino como um Semi-Deus.

A Monarquia aqui vai muito bem, obrigado. Aliás, melhor do que nunca.

3 comentários:

Before Sunrise disse...

Eu tenho um "soft spot" pela familia real, resultado de ter vivido ai tantos anos. Vi as imagens hoje de manha, na televisao, do Harry voltando para casa. Confesso que me emocionei.

Caco disse...

Odeio dizer que a cada hora me convenço de uma grande armação.

E os donos de pubs não entendiam porque amargavam prejuízo há 10 semanas... hehehe

Ah, e vamos reduzir o raciocínio para o fato de haver uma GUERRA. E isto, por si não é uma boa coisa.

Rindu disse...

É por essas e por outras que eu sou monarquista convicto, juro. Não é à toa que em 1975 a Espanha, depois de quase 40 anos de ditadura republicana de Franco, não hesitou em voltar correndo para os braços de sua realeza. E que por mais que chochem não há quem seja levado a sério na Grã-Bretanha, Holanda, Dinamarca, Bélgica ou na própria Espanha com conversas republicanas. No Império o Brasil era um referencial mundial de democracia; já a república nos trouxe mais de cinqüenta anos de ditatura, Lula, Collor, mensalão e cartões corporativos. Isso se contarmos por baixo. Quando o Estado passa a ter uma cara, um nome, uma dinastia, a coisa muda de figura.