quinta-feira, 27 de março de 2008

Canarinho

É admirável o espírito aventureiro do inglês. É sempre possível encontrar uma horda deles nos locais mais exóticos do mundo. Neste instante, possivelmente haverá alguém no meio do Serengeti, perdido na China Ocidental ou em alguma ilhota remota do Pacífico. A contrapartida é quando o espírito corsário se apodera do mais comum viajante. Isto já resultou num Museu Britânico coalhado de múmias egípcias ou melhor equipado das partes do Pathernon do que a própria Grécia. Pior é, como hoje vi na TV, um caboclinho se arrogar a capacidade de cozinhar receitas espanholas melhor do que os espanhóis. Ou achar que pode criticar ou interferir nos assuntos de outros países. Isto seria motivo de um muxoxo de descaso na maioria das vezes. Só que quando a gente está no exterior - brazuca expatriado, deportado, exilado, isolado - um comentário desdenhoso sobre o brasilmeubrasilbrasileiro se torna quase um incidente diplomático. Os nervos, vestidos com a camisa canarinho, ficam à flor da pele. Pode ser a verdade mais ultrajante possível - sexo na TV, morte no trânsito, violência, nepotismo, corrupção, paternalismo político - mas este é um problema nosso, meu e seu, querido blogger leitor e eleitor. E de ninguém mais. E tenho dito.

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