terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Veni, vidi, vici

Se você faz uma pergunta, tem que se preparar para ouvir a resposta, por mais dura que ela possa ser. Tenho consciência que falo demais nas poucas vezes que falo. Aquela sensação de duh depois de referir-me casualmente a um restaurante a que fui no Japão duh. A mera vontade de partilhar experiências fica parecendo uma esnobada sem a menor intenção. Quando perguntei ao Sr W sobre o que ele achava a respeito, recebi a cândida resposta: bicho, você não precisa falar ou fazer nada referente a o que você sabe, fez, faz ou é. Você já se estabeleceu. Tão lamentavelmente óbvio. Quando a gente precisa ouvir isto é que a percepção está muito ferrada, distorcida. Ainda bem que tem alguém para dizer fuck off, você não precisa provar nada para ninguém. Tenho que agradecer também ao Sr F que me explicou algo semelhante entre livros numa tarde quente, algo sobre auto-afirmação.

2 comentários:

Ale Weerth disse...

e no entanto tão evidente, não é?

eu tive um chefe que apresentava as pessoas com o sobrenome, o cargo e alguma coisa interessante já feita. era algo do tipo: "este aqui é joao da silva, gerente de relações esotéricas da kakaweb, passou um ano desenvolvendo uma ferramenta de tortura para surdo-mudos...

sem paciencia...

Caco disse...

Duro vai ser se ele se apresentar assim.