quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Para o infinito e além

Já tinha escrito sobre o fundo do poço. Orhan Pamuk descreveu a queda de um corpo num poço em I am a corpse. E agora eu cheguei ao fundo do meu poço pessoal. Dei uma de Cazuza. Exagerado. Exagerei nas drogas lícitas, exagerei no stress, exagerei em esquentar a mufla, exagerei nas noites mal dormidas, exagerei na ansiedade, exagerei nos meus transtornos. E o meu corpo, combalido, reclamou. Hipertensão.
Honestamente a mortalidade bate de leve, mas sorrateiramente, à minha porta novamente. E isto me assustou. Não compreendi muito bem o que estava se passando por uma fração de segundos, mesmo porque minha pressão sangüínea era normal. Até que a imagem do poço veio até a minha mente.
Estou feliz por concluir minha indecente espiral descendente. Porque agora só me resta tomar a direção contrária. Para o alto e avante, to infinity and beyond, porque agora só resta subir, começar novo ciclo, respirar apropriadamente de novo.

Nenhum comentário: