quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Resultados atrasados, muito atrasados

Está meio (totalmente) atrasado mas, a quem interessar possa, aí vai o resultado do III Concurso de Blogs da Comunidade 'Eu tenho um blog' do Orkut (coordenado pelas minhas ligações perigosas Maryoshka à la plage, Formador de Opinião & outros). O FdG aparece (vamos olhar pelo melhor ângulo, pelo menos aparece) em um 'honroso' 18° lugar. Não obstante, recomendo uma olhada em todos os outros blogs. Os endereços não estão em link mas é só fazer uma busca via Google.

Classificação Geral
Blog / (Média do Juri) + (Juri Popular) = Nota final / Categoria

01. Garoto Falido 4,3 + 5,0 = 9,3 Ficção
02. Cinema e Pipoca 3,5 + 5,0 = 8,5 Mídia
03. Blog do Dorian Carvalho 3,3 + 5,0 = 8,3 Política / Religião
04. Quimera Ufana 4,3 + 4,0 = 8,3 Ficção
05. Vibrador Portatil 3,2 + 5,0 = 8,2 Cotidiano
06. Kiropo & adiós kitty 4,2 + 4,0 = 8,2 Humor
07. Negão Internauta 3,2 + 5,0 = 8,2 Humor
08. Cérebro de Banana 4,0 + 4,0 = 8,0 Humor
09. Uma Coisa Puxa a Outra 3,0 + 5,0 = 8,0 Pessoal
10. Tio Punk 3,5 + 4,0 = 7,5 Humor
11. Hello Stranger!! 3,3 + 4,0 = 7,3 Cotidiano
12. Meco - Viagens e Livros 3,2 + 4,0 = 7,2 Pessoal
13. Desespero Poético 4,0 + 3,0 = 7,0 Ficção
14. UaiPod 3,0 + 4,0 = 7,0 Mídia
15. Desfragmentando PH 3,7 + 3,0 = 6,7 Cotidiano
16. [Spy Inc.] 3,7 + 3,0 = 6,7 Cotidiano
17. Goiabas Verdes Fritas 2,7 + 4,0 = 6,7 Pessoal
18. Fundo de Garrafa 3,3 + 3,0 = 6,3 Cotidiano
19. Stupid Girl 2,9 + 3,0 = 5,9 Mídia
20. Samir Sena 2,8 + 3,0 = 5,8 Cotidiano
21. Rock de Gravata 3,8 + 2,0 = 5,8 Mídia
22. "Criatividade é como barba...” 1,7 + 4,0 = 5,7 Política / Religião
23. Cold Beer Inside 2,7 + 3,0 = 5,7 Cotidiano
24. Delírios Lucarianos 3,3 + 2,0 = 5,3 Mídia
25. Comentários Abertos 3,2 + 2,0 = 5,2 Ficção
26. Fragmentos 3,1 + 2,0 = 5,1 Pessoal
27. Expedição Carona Estrangeira 4,0 + 1,0 = 5,0 Cotidiano
28. On The Rocks! 3,9 + 1,0 = 4,9 Cotidiano
29. The human who sold the world 3,7 + 1,0 = 4,7 Ficção
30. Estmulanet 3,5 + 1,0 = 4,5 Humor
Antes à tardinha do que nunca.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

All about Shilpa #2


Pois é. Depois de ser vítima de racismo, eis que Shilpa vence o BB Celebrity. Cena bollywoodiana: o conto de fadas onde bem vence o mal. A mocinha triunfa e deixa a pergunta: será que este mundo ainda tem jeito?

domingo, 28 de janeiro de 2007

Pick of the week: Billy Bragg vs. Kirsty McColl, A new England

His song: Billy bolou esta letra enquanto voltava de um pub e a escreveu num papel de embrulhar fish and chips.


Her song: Pequenas alterações e versos adicionais foram escritos a pedido de Kirsty.


"I was twenty one years when I wrote this song - I'm twenty two now, but I won't be for long. People ask when will you grow up to be a man? (People ask me when will I grow up to understand) But all the girls I loved at school (why the girls I knew at school) are already pushing prams... I loved you then as I love you still, tho' I put you on a pedestal, they put you on the pill (you put me on the pill). I don't feel bad about letting you go, I just feel sad about letting you know: I don't want to change the world. I'm not looking for a new England. I'm just looking for another girl (Are you looking for another girl?). I loved the words you wrote to me but that was bloody yesterday. I can't survive on what you send every time you need a friend. I saw two shooting stars last night. I wished on them but they were only satellites. Is it wrong to wish on space hardware? I wish, I wish, I wish you'd care! I don't want to change the world. I'm not looking for a new England. I'm just looking for another girl (Are you looking for another girl?). My dreams were full of strange ideas. My mind was set despite your fears. But other things got in the way. I never asked that boy to stay. Once upon a time at home, I sat beside the telephone waiting for someone to pull me through. When at last it didn't ring I knew it wasn't you... I don't want to change the world. I'm not looking for a new England. Are you looking for another girl?"

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

All about Shilpa

Acho Big Brother o cúmulo da exposição, algo quase inconcebível para um indivíduo. Mostrar mesquinharias, fraquezas, tirar meleca e coçar o saco (como também outros assuntos) deveriam ficar restritos a quatro paredes, uma porta fechada e sem câmeras.

Saltando do BB da Vênus Platinada para o BB Celebrity do Channel 4 da Inglaterra, o que agitou a semana passada foi o confronto de Jade Goody e Shilpa Shetty. Durante as semanas anteriores Shilpa, estrela de Bollywood de castas indianas superiores acostumada a tudo de bom, foi assediada moralmente (o famoso bullying) por Jade Goody, esteticista londrina participante bem sucedida de um BB anterior. O assédio virou racismo.

Sem saber de nada, Shilpa foi repetidamente atacada pelo seu sotaque, sua forma de preparar os alimentos, sua maquiagem. Jade era pivô de todos os comentários, aliada com outras participantes do BB-Celeb. Mas a audiência soube de tudo. Dezenas de milhares reclamações atingiram orgãos governamentais, ONGs e o próprio Channel 4. Racismo, era a acusação. Bullying.

A história completa pode ser lida em diversas fontes - é só ir ao Google ou Wikipedia. Mas quero trazer dois pontos diferentes.

Primeiro, como já sutilmente indicou Dr. Nazli, a falta de educação formal de Jade poderia levar a ignorância que estivesse sendo racista. Para Jade, ela só estava usando sua metralhadora verbal sem usar o cérebro. Revendo seus comentários depois de ser eliminada num confronto com Shilpa, a ficha caiu e ela entendeu que foi definitivamente racista. Estes comentários ficam mais ainda gritantes quando contrastados com a classe de sua oponente.

Segundo, Shilpa é uma atriz, e poderia habilmente encantar seu público para que simpatizassem com seu papel de vítima de racismo e bullying. Seria o papel de sua vida. Ela seria a Eve, do século XXI, egressa da indústria cinematográfica indiana. Nada mais atual.

Mas nada esconde que, sim, houve racismo e, sim, houve assédio moral. E sim, discutir, apontar, reagir, faz bem. Mostra que estamos vivos e somos essencialmente partidários do que é correto.

Finalmente reproduzo abaixo o anúncio colocado nos principais jornais ingleses pelo Incredible !ndia. É uma pérola de sutileza. Deveria constar como caso para os cursos de propaganda e marketing do mundo.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Interação

Interagir com os leitores do FdG tem sido um prazer inenarrável. Responder aos comentários deixados tem sido quase tão bom quanto postar. Percepções diferentes por vezes são melhores do que aquelas afins. Desconsiderem a frustração quando ninguém comenta aquele post que levou horas para ser elaborado e, no final, você achou genial que idiota o autor que foi o único a rir de sua piada.

Confesso me sentir meio estranho quando falo - e não escrevo - sobre o conteúdo do FdG. A turminha que vem aqui ler minhas insanidades me é basicamente desconhecida ao vivo e em technicolor. Gente virtual, se diz. E esta distância protege a todos nós, meus queridos bloggers.

Ontem descobri uma velha (querida) amiga que desconhecia ser leitora do FdG. Foi uma sensação esquisita de exposição. Descubro que me revelo mais aqui do que esperava. E fico envergonhadamente feliz com isto. Srta. R. me deixou com 3 horas de sono, voz rouca, olhos vermelhos deviam pensar, ah este moço devia largar as drogas, o ouvido vermelho, bocejos ininterruptos durante todas as reuniões intermináveis do dia - inclusive com Mr. President. Mas a gente tem que fazer isto, às vezes. 'Indulgence' (esta palavra sempre me foi intraduzível). Afagos pessoais. Quando uma conversa é tudo o que importa, é bom ficar feliz porque o outro está feliz. Quer coisa melhor?

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

O ano só vai começar depois do Carnaval

Clique play para a trilha sonora deste post:


Eu, que andava bem quieto no meu canto e levando a minha vida quase desinteressante, fui impelido, propelido, arremessado e comecei a cair em queda livre desde então. A aceleração inicial foi demais, me deixou sem ar sem sono com a cabeça fervendo. Desafiei a gravidade. Mas a tranqüilidade chegou aos poucos até me deixar meio que suspenso no ar. Chegou a hora de partilhar um pouco desta miríade de sentimentos com mais gente.

Depois do Carnaval, afinal o ano começa só depois do Carnaval, vou trabalhar em Londres por 2 anos. Não, não vou ser imigrante ilegal - vou com work permit, visto, viro um expatriado (acho que sempre fui um, de uma forma ou outra). Para resumir, vou desenvolver projetos de produtos e de negócios para a empresa. Bonita descrição, não? Este é o momento em que alguns se deslumbram, os olhos de outros vão ficando verdes de inveja, enquanto outros dizem o quanto eu sou sortudo. Em resposta, penso ou digo: tenho os pés no chão, o corpo fechado, e trabalho muito para ter tal sorte. O que acontece é que todo mundo vê as pingas que eu tomo, mas ninguém vê os tombos que eu levo.

Passei uma semana com meus novos colegas em Londres, iniciando os projetos, e me aclimatizando com o novo ambiente. Durante 7 dias, meus sentimentos foram do céu ao inferno até chegarem à terra.

Euforia por chegar lá, por estar lá. Preocupação com alimentação, transporte, e custo de vida absolutamente ultrajante. Hesitação com o que falar, quando falar, e se estava falando inglês corretamente. Pânico porque vou trabalhar num sonhado estilo autonomia-integral mas que implica num me-myself-and-I, diferente do meu dia-a-dia atual com interação com dezenas de pessoas. Auto-crítica que me dizia que teria de destruir alguns raciocínios preconcebidos. Motivação de quando comecei a achar que eu conseguiria fazer acontecer. Confiança de que tudo vai dar certo, com certeza. A cada dia, nesta ordem. Foi uma semana pedreira em que tive que me focar muito mesmo, senão haviam grandes chances de que algo desandasse.

Agora é a contagem regressiva final. Para ir. Para organizar a minha aqui no Brasil. Para organizar minha vida na Inglaterra. E o FdG? Ele continua existindo, talvez meio capenga, mas continua. Espero trazer perspectivas novas assim que possível e torná-lo um ponto de encontro daqueles interessados pelas diferenças e pela tolerância em aceitá-las. Para quem já sabia da novidade, muito obrigado mesmo pela força. Para quem não sabia, espero sinceramente que fiquem felizes. E para aqueles que ficaram com inveja (verde e destrutiva), que procurem seu próprio caminho.

Mais fotos do safari noturno (porque, de dia, sim eu estava no trampo) em Londres estão no link do Flickr, na lateral do FdG.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Fechado temporariamente


Yes, No, Maybe
Originally uploaded by Fifila.
A partir de hoje fecho temporariamente o Fundo de Garrafa até o dia 22 de Janeiro. Nada demais, vou conhecer meu novo trabalho, vou viajar, meu dia-a-dia vai ser alterado, ficará enfim difícil encaixar posts regularmente. Se for possível, farei aberturas extraordinárias na Garrafa, mas não garanto nada. Estou cansado, desgastado - veja o post abaixo - e tenho esperança de voltar renovado. Abraços a todos, até a volta & stay beautiful.

Monção

Cheguei em casa exausto. Faz um pouco de calor mas a umidade ainda é excessiva e a insônia chegou com força. Ontem, meu acupunturista só apertou a minha mão e disparou Tem dormido bem? Se tenho dormido bem? Será tão evidente? Passei os olhos pelos livros mas já li todos. Com receio do que encontraria, fui rever velhos textos e descobrir se estavam datados. Resolvi exorcizar um deles. Quem sabe eu consiga dormir antes do sol nascer.
"Te escrevo intempestivamente durante a monção. Meu pensamento está amordaçado, precisa te dizer que está aqui. Desculpe-me por tudo estar desconexo. É o momento, há pouco tempo para ordenar idéias antes da conversão em palavras.

Meu esterno dói, meu peito dói. É a vontade desesperada de te ver, para você me apaziguar. É o medo de ser irrelevante para você e, se tiver muita sorte, sentir mais uma vez sua raiva. A esta altura, te suscitar sentimentos é mais do que poderia esperar. É a constatação de que sua rejeição me amedronta, me amedronta ser vítima do teu escárnio. É a certeza crescente que, juntos, estaríamos fadados ao fracasso ou à desgraça. É lembrar dos momentos de fria lucidez em que concluía que você era um equívoco que imputei a mim e ao convívio dos demais à nossa volta.

Sempre me vem à cabeça o testemunho que ouvi há algum tempo e que fica rondado minha cabeça 'vocês não combinam'. Eu não desisto fácil, o mundo me é desfavorável mas acho que posso mudá-lo Droga - por que não tentar? Mas aí desconfio do quanto posso estar desafiando os deuses. E paraliso.

Durante semanas depois que soube que você tinha terminado tudo com ele - sim, eu soube - fiz o que pude para ignorar o fato e esquecer. Mas de nada adiantou: seu fantasma me rondou dia após dia, sabendo que você estaria tão perto e tão longe. Pateticamente esperei o telefone tocar, bolei estratagemas. As fotos que te mostrei, as lembranças que te trouxe, elas tinham um propósito. Mas não insisti e fugi. Atropelamento e fuga, bem típico.

Meus sentimentos são tão atrapalhados. Primeiro foi a perplexidade de ter ver com alguém - não conseguia te encarar. E quando você me viu com alguém, era você quem não conseguia me olhar nos olhos. Te golpeei sem misericórdia enquanto dormia com alguém que te era tão querida. Nossos sentimentos são regidos pela sombra escura da obsessão velada, mesquinha inveja - ninguém quer que o outro tenha o que tem. Modelo destrutivo, modelo a ser abandonado. Enquanto fantasiado, o protótipo do casal feliz prevalece. Dura realidade a que impede a conclusão de um esboço de diálogo.

Te neguei, mas tantas vezes, para mim mesmo. Me convenci de que a maior distância entre as partes era o ideal, era para esquecer suas feições, como você era ou pudesse parecer. E consegui te distanciar, mais ainda graças também a você - demonstraste sua competência para tal. Sua constante falta percepção e senso de humor ajudou a precipitar tudo. Como a monção, agora lá fora."

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Reconhecimento

Pergunta aberta: o que faz as pessoas se sentirem reconhecidas? Prêmios, remuneração, promoção, status. Aí reaparece a Pirâmide de Maslow dizendo:
necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos.
Por um lado, as pessoas querem se sentir diferenciadas. Por outro lado, elas verbalizam que não deve haver diferença entre os indivíduos no grupo. Não deve haver diferenças de tratamento ou diferenças salariais. Então qual é o elo perdido?

Comentários são bem vindos.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Muito barulho por nada

Em 1981 Sting quer sua MTV enquanto Dire Straits detona na estréia mundial da tv a cabo só de músicas. Inovação ao extremo na época, um canal que falava a língua dos jovens da época que sobrevive até hoje.

O destaque em 2006 fica por conta do YouTube. De uma simplicidade absurda, simplesmente todos podem exibir seus vídeos para quem quiser assistir. É a epítome da 2ª geração da internet quando todos interagem, todos montam a web.

Agora em 2007, Daniela Cicarelli quer censurar o video do namoro na praia espanhola para todos os brasileiros. Assisti ao video, não achei nada demais, nada que eu já não tenha visto numa praia quem nunca deu uns amassos (mais ou menos intensos) em público? É pena que alguém tenha filmado. É algo particular - ninguém tem que se intrometer. Só que estamos neste mundo big brother, sujeitos a este tipo de exposição forçada. Este é o raciocínio de um low profile.

Como disse no post anterior, quero o direito de poder assistir ao video sem precisar exercer este direito. Sutil diferença. I want my... I want my YouTube...

Brut Impérial


Brut Imperial
Originally uploaded by davidmackay.
Ainda comemoro. Vitória sempre me foi associada àqueles pilotos de F1 dos anos 70 que recebiam um troféu enorme, dourado, uma coroa de louros (na verdade, não sei se é chamada assim porque ela ficava em volta do corpo), uma enorme garrafa de champagne, estourada sobre os fãs e a equipe. Lembro-me do Fittipaldi de costeletas gigantescas e sorriso pleno no topo do pódium. Ainda comemoro, porque nada melhor que ter certeza que o sonho pode se tornar realidade. Sem ser desonesto, com tranqüilidade, sem pisar em ninguém, sem puxar o saco de ninguém, podendo dormir o sono dos justos. Sem precisar exercê-lo, posso reclamar meu direito à Brut Impérial. Comemoro.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Morte no Iraque, entre os Amish, no Rio de Janeiro

Ainda em queda livre, estava associando alguns fatos. Apesar de ter pavio curto, sou pacifista, não curto papo sobre pena de morte, acho linchamento uma barbárie, e por aí vai.

De repente Saddam Hussein é enforcado e o abismo entre xiitas e sunitas só se aprofunda no rancor do tratamento do homem como animal. Será que dançaram ao redor do corpo?

Adoro ler revistas em consultórios médicos, dos dentistas, barbearia, ou aquelas esquecidas na casa de praia. Numa delas, li passagens sobre o assassino de meninas na comunidade Amish e como eles reagiram à carnificina: 'perdoemos este homem'. Parece ser quase irracional responder desta forma.

Então, a escória (racailles, d'après Sarkozy) ateia fogo num ônibus interestadual em plena Avenida Brasil no Rio de Janeiro e 8 pessoas morrem de uma morte dolorosa, não merecida. Em 1° de Janeiro, arruaceiros no ônibus 335 quebram janelas, ofendem passageiros, ameaçam motorista e cobrador. Até que mencionam, 'Vamos botar fogo nesse ônibus'. É a deixa para um dos passageiros, 'Não comigo aqui'.

Ele saca uma arma e dispara: dois são mortos - o sangue se espalha pelo piso e escorre entre as frestas pelos degraus da porta traseira. Nas imediações do Sambódromo, centro do Rio, o justiceiro desce e desaparece e os demais passageiros ensaiam aplausos timidamente. Vem aquela sensação de que há algo muito errado acontecendo dentro das pessoas.

A brutalidade é a opção instintiva, nas ações e pensamentos. E saímos dos festejos de Natal quando repetimos à exaustão paz, amor, fraternidade, perdão. Teria sido tudo um grande blah blah blah?