sábado, 30 de setembro de 2006

Domingo, 1° de outubro (Vingança #5)

"As pessoas não deveriam ter medo do seu governo.
Os governos deveriam ter medo das pessoas."


sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Domingo, 1° de outubro (Vingança #4)


VfVStFshadowgallery
Originally uploaded by crowjane29.
Evey Hammond: Does it have a happy ending?
V: As only celluloid can deliver.
Nosso final feliz, tão parecido quanto aquele esperado em celulóide, depende do voto consciente. Vingativo, mas consciente.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Domingo, 1° de outubro (Vingança #3)


C For Croquetta
Originally uploaded by Grabthar.
Domingo teremos uma chance de não deixar que tudo acabe em pizza.

Ou em croquete.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Domingo, 1° de outubro (Vingança #2)


V for Vendetta
Originally uploaded by vyxle.
Não importa o indivíduo, e sim a idéia.

"[after a hail of gunfire doesn't stop V]
Creedy says: 'Die! Die! Why won't you die?... Why won't you die?'
V says: 'Beneath this mask there is more than flesh. Beneath this mask there is an idea, Mr. Creedy, and ideas are bulletproof.'"

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

In memoriam

Meu contato com a morte de parentes ou pessoas muito próximas foi relativamente pouco freqüente. Não consigo prever muito bem como reagirei quando o momento chegar. Possivelmente meu coração de pedra vai segurar a onda de todos à minha volta, até o momento que a minha estrutura de sustentação ruir (possivelmente eu vou estar completamente sozinho neste momento e ninguém vai ver). Mas tive uns pensamentos esparsos neste fim de semana: me arrependi de não dizer mais freqüentemente ou mais diretamente o quanto eu gosto, eu admiro, eu aprecio as pessoas, o quanto elas foram ou são importantes para mim. Partir sem poder demonstrar isto me seria duro. I travel light e não gostaria de carregar este arrependimento de peso. Dizer adeus inesperadamente é duro. É ir dormir pensando em alguém, acordar e descobrir que a pessoa se foi. Deixando um vácuo, aquele barulho rápido de ar sendo sugado e depois o silêncio. Silêncio. Deveria ser proibido que os filhos morressem antes dos pais. É anti-natural. Pais ficam desalentados nestes momentos, não merecem esta dor. É injusto.

O gráfico Maneiras de partir faz parte da seção Saúde da National Geographic Brasil (Setembro/2006).

Domingo, 1° de outubro (Vingança #1)

"Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is a vestige of the vox populi, now vacant, vanished. However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin van-guarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition. The only verdict is vengeance; a vendetta, held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous. Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose, so let me simply add that it's my very good honor to meet you and you may call me V."

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Pick of the week: The Feeling, Sewn



"Give me the song and I'll sing it like I mean it. Give me the words and I'll say them like I mean it. Cos you got my heart in a headlock, you stopped the blood and made my head soft and God knows: you've got me sewn. Danny boy, don't be afraid, to shake that ass, and misbehave. Danny boy, I know you got time, but what are you waiting for. Anyway the dust may just blow away, if you wait for a windy day. But you may find the chance has past you by; I can't do the walk, I can't do the talk, I can't be your friend unless I pretend. So give me the song and I'll sing it like I mean it. So give me the words and I'll say them like I mean it. Cos you got my heart in a headlock, you stopped the blood and made my head soft and God knows: you've got me sewn."
The Feeling. Sewn

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Para o voto consciente

O interesse pelas pessoas pelo site do Perfil Transparência (perfil.transparencia.org.br) - veja o post de 11/09 - só me dá esperança. Acredito sinceramente que estão se informando e espero que estejam informando outros que dispõem de menos recursos.

Recebi dicas adicionais (agradecimentos ao Sr. Denisley Bassoli) para busca de informações sobre deputados federais e estaduais. O voto consciente é essencial para melhorar as perspectivas futuras.


Dica recebida. Dica partilhada.

domingo, 17 de setembro de 2006

Ninguém me escuta

Vi o trailer do TBD hoje antes do 'A Casa do Lago'. Aí li isto aí:
One thing about The Black Dahlia that critics seem to agree on: it's stylish. Brian De Palma gets credit for that, along with production designer Dante Ferretti and cinematographer Vilmos Zsigmond. But most of them also suggest that the film is stylish to a fault -- a big fault. Comments Claudia Puig in USA Today: "What it accomplishes with its stunning cinematography and set design is undercut by a lack of coherence." Writes Rick Groen in the Toronto Globe & Mail: "Film noir is a style, but self-conscious film noir is just a stylistic tic, less a genre than an ailment. And The Black Dahlia has got a really bad case -- this thing is so mannered it convulses." Philip Wuntch in the Dallas Morning News writes similarly: "The Black Dahlia is too much a director's movie. With camera angles almost operatic in grandeur, there's never any doubt that you're watching a De Palma movie." Lou Lumenick in the New York Post concludes that while the film is "visually dazzling but ultimately disappointing ... it's still possible to get a kick out of this fever dream loaded with eye candy." Most of the critics also agree that the film falls apart in the final half hour. Writes Richard Roeper in the Chicago Sun-Times: "The last-act revelations aren't just implausible -- they're connected by only the barest of threads to previous events." Joe Morgenstern in the Wall Street Journal concludes, "The baroque denouement leaves us begging for less."
Source: click on IMDb
Eu falei, mas ninguém me escuta: http://fundodegarrafa.blogspot.com/2006/04/dlia-negra_04.html.
Tinha que ter sido feito pelo David Lynch.

sábado, 16 de setembro de 2006

Espalhando a fé pela espada

"(...) the Pope quoted from a book according to which, he said, the Byzantine emperor Manuel Paleologos II had said: 'Show me just what Muhammad brought that was new, and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached.' "
Fonte: The Guardian.
Em tempos como estes em que vivemos, este tipo de afirmação é gravíssima. Não pela mensagem em si, mas pelo contexto, pelo autor, pela interpretação que pode ser feita.

Vivemos um momento de paixão, idealismos e fanatismos que deixa as pessoas irracionais. Lembremos que a Igreja Católica também levou os cruzados ao oriente médio (espalhando a fé pela espada), portanto uma citação como esta pelo representante máximo da Igreja é, no mínimo, equivocada. Interpretar uma citação como esta - quando o mundo está à beira de um ataque de nervos - desconsidera qualquer gesto de boa vontade sugerido pelo Papa.

Bento está deixando aflorar seu lado Ratzinger. Ele deveria se lembrar que agora ele não pode mais submergir nos corredores do Vaticano depois de lançar alguma polêmica. Agora ele tem que responder a todas as suas palavras e ações, ele representa os católicos.


"O que você quer ser quando crescer?"


Quando eu crescer eu quero ser jornalista e fotografar para a National Geographic.

Duas reportagens da edição deste mês me deram mais certeza disso. Uma sobre a Manchúria - esta é bem cabeça: formidavelmente bem escrita e documentada com as imagens - e a outra, aparentemente bem mais prosaica, trata de sapatos. Mas que é absurdamente bem fotografada.

Por enquanto, sigo minha vidinha de engenheiro químico.

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sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Pick of the week: Nizlopi, JCB



Well, I'm rumblin' in this JCB. I'm 5 years old and my dad's a giant sitting beside me. And the engine rattles my bum like berserk while we're singin' , 'Don't forget your shovel if you want to go to work!'. My dad's probably had a bloody hard day but he's been good fun and bubblin' and jokin' away. And the procession of cars stuck behind are gettin' all impatient and angry, but we dont mind. An' we're holdin' up the bypass. Me and my dad havin' a top laugh! I'm sittin' on the toolbox. And I'm so glad I'm not in school boss. So glad I'm not in school. Oh no. And we pull over to let cars past and pull off again, speedin' by the Summer green grass. And we're like giants up here in our big yellow digger like Zoids, or Transformers, or maybe even bigger. And I wanna transform into a Tyrannosaurus Rex! And eat up all the bullies and the teachers and their pets! And I'll tell all my mates that my dad's B.A. Baracus only with a JCB and Bruce Lee's nunchuckas. And we're holdin' up the bypass. Me and my dad havin' a top laugh! I'm sittin' on the toolbox. Oh, and I'm so glad I'm not in school boss. So glad I'm not in school. Said I'm Luke, I'm five, and my dad's Bruce Lee. Drives me round in his JCB. I'm Luke, I'm five, and my dad's Bruce Lee. Drives me round in his JCB...

A definição de leniente

lenient - not as severe or strong in punishment or judgment as would be expected: They believe that judges are too lenient with terrorist suspects. In view of the quantity of drugs involved, 16 years was the most lenient sentence (= punishment) the judge could impose.

Precisei redigir um report ontem, expressar algumas preocupações/opiniões e usei esta palavra (a fonte está aqui). Acho que somos todos muito lenientes, muito tolerantes. Temos medo de parecer inflexíveis ou intolerantes e acabamos confundindo tudo. Subconscientemente subvertemos, misturamos o que é certo e o que é errado, criando e passando a acreditar na realidade cinza. Sim, aquela zona acinzentada (nem preta nem branca) em que é permitido achar um bom político 'aquele que rouba mas faz'.

Contradição ridícula, já pensou? Desde quando roubar, para começar, é correto?

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Post insone

Por que a gente insiste em tentar dormir quando a mente volta à ativa às 3 da manhã? Poderia voltar a ler o livro, bolar um post, curtir a brisa fresca da madrugada. Mas não. O negócio é ficar rolando na cama na vã esperança que o sono vai voltar.

Terça para Quarta-feira. 3 da madruga. Estou completamente desperto. Às 6, nem deixo o celular tocar, já de pé para o banho matinal, o café descafeinado e o pão integral com mel.

Perco a carona e tenho que caminhar ao sol da tarde. O corpo esquenta mais ainda pela polo preta que visto. A fisioterapia mói meu ombro. Passo o dia com os olhos ardidos. A cabeça apertada na morsa.

Vou para cama agora.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Investigue seu candidato

Em momento político, recebi dica de sites do Sr. Tarcisio Cardieri para levantar dados dos candidatos e achei interessante partilhá-lo. Lá vai:
"www.politicosdobrasil.com.br - obtem-se CPF dos candidatos para pesquisa de pendências na Receita Federal.
www.receita.fazenda.gov.br/Certidoes/PessoaFisica.htm - pesquise se há pendências e quais são elas com a Receita.
perfil.transparencia.org.br - levante dados de candidatos à reeleição e também de ex-deputados e governadores, e de quem se candidata pela primeira vez. Aparentemente não dados sobre todos (infelizmente).
www2.camara.gov.br/deputados/transparencia/deputado/quotas/
verbainden.html -
como a verba de gabinete é usada? (pelo menos oficialmente)."
A dica está dada.

Bomba relógio

Hoje foi meu dia de 9/11 corporativo. Arremessaram um avião da British Airways contra mim no meio da tarde enquanto eu me espreguiçava, esticava os músculos das minhas costas.

Estou ainda recolhendo os debris. Sem saber ao certo que direção tomar. Consultando meus companheiros para ouvir as opiniões. E decidir a melhor reação.

Estado de espírito: chocado, descorçoado, desbussolado.

E deixaram mais uma bomba relógio no meu colo.

domingo, 10 de setembro de 2006

Beauty inspires obsession #3

And God created Scarlett

Os caras que copiavam


Das cotas

O sistema de cotas, reserva de vagas em universidades por critérios raciais e/ou origem escolar, tem o mérito de trazer à tona todos os nossos conceitos latentes sobre o perfil dos universitários. Sabemos como ele é, mas não falamos a respeito. Those we don’t speak of. Fomos privilegiados o suficiente para fazer parte da casta.

Não sou estritamente branco – sou da cor da miscigenação, vim de classe social baixa. Fui perfurando os preconceitos inerentes até me firmar profissional e economicamente. Posso criticar o sistema estando dentro dele. Sofri preconceito racial e social, mesmo sem perceber muito bem. Ofereço uma perspectiva pessoal.

Não havia nenhum negro na minha turma de formandos de Engenharia Química. Eu não conheço ninguém de minorias raciais em posições de liderança na minha empresa, coligadas, clientes ou fornecedores, ou mesmo empresa públicas com quem tenho contato direto. É como se estas pessoas simplesmente não fossem capazes de sê-lo. Sei que existem, temos até mesmo nosso Ministro da Cultura, mas isto está um pouco distante do cotidiano.

Penso que a presença de negros e outras minorias raciais no curso superior via cotas permitirá, a médio e longo prazo, o aumento da presença desta fatia da população em postos chaves. Penso que a convivência e o diálogo vão derrubar barreiras e mudarão perspectivas engessadas das pessoas, algo como o poder do exemplo. Não, não acredito em milagres do dia para a noite. Talvez seja algo para as próximas gerações. Quem sabe até lá, o sistema de cotas poderá até mesmo ser abolido.

Vou me reservar a não falar sobre a necessidade evidente de melhoria do ensino elementar e médio como melhor ação. Seria lugar comum.


sábado, 9 de setembro de 2006

Fragmentos da memória

Na estrada, conversamos em inglês. Tinha caído uma tempestade de fim de tarde e o céu estava tingido de chumbo. Corrigi sua pronúncia antes da prova. Fiquei assustado quando você me deu seu carro para dirigir e estacionei com cuidado para não arrastar a roda no meio-fio. Comprei os cartões de Natal. Da Unicef, politicamente correto. Comemos pizza num restaurante de esquina cuja janela mais parecia uma vitrine. Não consigo lembrar do que conversamos ou como chegamos de volta em casa. Aquele restaurante faliu ou só fechou e nós, nós não nos falamos desde então.


Programas de governo

Recuperei o Programa de Governo do Sr. Luís Inácio Lula da Silva e faço um link para o mesmo aqui. Como este é um blog democrático, também recuperei o link para as propostas do Sr. Geraldo Alckmin aqui.Visitando o site do PSOL, não consegui o link para as propostas da Sra. Heloísa Helena (se alguém puder avisar, ficarei contente em fazer o link).

Considerando a atual situação da campanha eleitoral e os resultados de pesquisas, tudo indica que o atual presidente será reeleito. Acho um absurdo, mas tudo bem, viva a democracia, vive la France. O link do programa de governo do PT permitirá um acompanhamento desta etapa adicional na nossa vida política. Jesus toma conta.

A BBC meteu a boca nos programas de governo no artigo de Denize Bacoccina. Segundo ela, foram divulgados tardiamente, são vagos e curtos. É o nosso retrato, amigo brasileiro.


A felicidade está em outro lugar

Ninguém consegue entender muito bem a história de se concentrar no agora. Na verdade, todo mundo escuta isto, acha genial, e só. A maioria das pessoas que fala a respeito é puramente da boca para fora ou então já foi iluminada. Tudo simplesmente porque a gente acha que a felicidade está em outro lugar. Lá, depois que ganhar aquele dinheiro, depois de comprar a casa nova, depois de fazer aquela viagem, depois de encontrar aquele amor, depois de ter os filhos, depois de ir para aquele emprego. A yoga foi o que chegou mais próximo de me fazer compreender que a felicidade está no agora. Tudo pelo simples intermédio da concentração nos asanas – nas posições – feitas no agora, neste lugar.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

O caçador de pipas


Hazara Boy
Originally uploaded by Chris Kuhn.
Acabei de ler o O Caçador de Pipas (The Kite Runner), de Khaled Hosseini. Foi em uma só tacada: não conseguia soltar o livro de forma alguma. Minha ansiedade decretou que era um dos melhores romances que já li. Quase toda ambientação é dura, seca e empoeirada. Ter lido o Livreiro de Cabul ajudou a montar o cenário mental d’ O Caçador. Mas o que salta mesmo aos olhos são os relacionamentos. Entre parentes, amigos, desconhecidos, entre as pessoas enfim, que produzem o ser humano que cada um é – aí o livro envolve e te faz esquecer que está no Afeganistão. Mas então vem a História, golpes, guerras, limpeza étnica, e nos coloca em perspectiva de novo.

Eu torci pelos personagens, fiquei feliz por eles e chorei por eles. Acho que não interrompi a leitura para não suspender os sentimentos e racionalizar a respeito. Foi uma viagem. Recomendo muito a leitura.


Transcendendo à ciência

Tornei-me um verdadeiro católico tardiamente. Enquanto criança, a religião esteve presente na escola primária católica mas era muito mais um formalismo durante meio dia. Hoje a fé faz mais sentido para mim, o cristianismo não está mais enclausurado, e faz parte de algo que transcende, a crença no mistério que não pode ser explicado. Sou um homem de ciências, por isso guardo algumas das minhas convicções como, por exemplo, sobre origem do mundo. Como diria Darwin, adapt or die.

Mas como eu disse, algumas coisas transcendem, independem do meu background científico como está em Mateus 6. Em resumo: humildade nas ações e fé. Vez por outra meu amigo Sr. W. me lembra destas coisas. Penso que ele seja um destes que toma discretamente para si por todos. Dedico este post a ele, por quem faria todas as orações que pudessem trazer calma à sua mente no dia de hoje.

Não, o mundo não vai parar por sua causa

Por mais que você esteja sofrendo ou por mais querido que você seja, não se iluda: o mundo não vai parar por sua causa. Sofrer e ser vítima ou mártir, ou ser amado e querido não vão parar o mundo. Ele vai continuar o seu curso.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Quem tem juízo...

Se eu estivesse no RJ, meu voto seria da Denise Frossard.

Aqui no PR, tenho a opção do Requeijão para governador e a adevogada para senadora - obviamente já descartados. Sem contar com um sem número de candidato a deputado estadual. Só escolhi definitivamente para deputado federal e acho que foi uma boa escolha.

Não conhecer a história política local e seus caciques dificulta as escolhas. Tudo me é relativamente recente. As escolhas são resultantes de discussões com os meus amigos-cabeça, ouvindo o que dizem e entendendo suas perspectivas sobre o who-is-who local.

A propósito, a Denise Frossard é do PPS do Roberto Freire.

Pequeno léxico de inutilidades


Sei que é inútil mas resolvi listar algumas palavras que quase nunca falo, mas que parecem encher a boca quando são pronunciadas ou que o sorriso é aberto quando são lidas:
Balaclava
Babuínos
Léxico

Um pouco mais comum de ser ouvida, mas não menos divertida, lá está o:
Alambrado

E, todos os dias quando saio do trabalho, digo aos meus colegas que foi um prazer...
...inenarrável...
... ter trabalhado com eles naquele dia.

Eu falei que era inútil.

At the same time



I wanted you. And I was looking for you. But I couldn't find you. I wanted you. And I was looking for you all day. But I couldn't find you. I couldn't find you. You're walking. And you don't always realize it, but you're always falling. With each step you fall forward slightly. And then catch yourself from falling. Over and over, you're falling. And then catching yourself from falling. And this is how you can be walking and falling at the same time.
Walking & Falling. Laurie Anderson.
Madrid.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Será que todos os oceanos têm paredes?


laurie anderson
Originally uploaded by emgiro.
"Now in this book there are a lot of stories about talking animals: talking snakes, and birds, and fish; and about people who try to communicate with them.

John Lilly, the guy who says he can talk to dolphins, said he was in an aquarium and he was talking to a big whale who was swimming around and around in his tank. And the whale kept asking him questions telepathically. And one of the questions the whale kept asking was: do all oceans have walls?
You know, I've always thought that one of the most serious defects of the human body was that you couldn't close your ears. You can't point them anywhere or close them, they just sort of hang there on the sides of your head. But an acupuncturist explained to me that the pressure points in the ears are very important because the whole body is represented right there in the ear. The ears, he said, are vestigial fetuses, little versions of yourself, one male and one female, and he showed me here's the lobe, that's the miniature upside down head, and this curve here is the spine, and right here are the little genitals, and that was when I went back to wearing hats."
John Lilly.
Uma vez assisti Laurie Anderson declamando a história de John Lilly. Foi uma experiência hipnótica. Ela é uma encantadora de histórias - seja lá o que isso for... Este post vai para o meu velho amigo Sr. F., que dissecou Mrs. A. no seu Mestrado em Comunicação.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Unha e carne


Passion
Originally uploaded by akbarsjah.
O flamenco é uma dança essencialmente dramática, trágica. Os cantores sempre me soaram como se estivessem todo o tempo num lamento só. Talvez por perda, temporária ou permanente, mas que dói igualmente. Por mais cores que as dançarinas usam, só acentuam o ritual da tragédia. Olhares são fortes, desafiadores quando elas olham para baixo. São também imponentes, soberbos quando olham de cima. Os calcanhares têm o poder de marcar o passo e marcar o espaço. E os músculos retesam os braços para os movimentos. Elas estão sérias, dignas.

Há alguns meses atrás tinha assistido a Flamenco (de Carlos Saura) e não consegui tirar os olhos da tela. Completamente ao acaso, assisti ao espetáculo Uña y Carne neste fim de semana no teatro. Renovei meus votos de devoção.



sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Pick of the week: The Zutons, Valerie



"Well sometimes I go out by myself and I look across the water. And I think of all the things, what you're doing and in my head I make a picture . 'Cos since I've come on home, well my body's been a mess. And I've missed your ginger hair and the way you like to dress. Won't you come on over? Stop making a fool out of me! Why won't you come on over, Valerie? Did you have to go to jail, put your house up on for sale, did you get a good lawyer? I hope you didn't catch a tan, I hope you'll find the right man who'll fix it for you. And are you shoppin' anywhere, changed the colour of you hair, are you busy? And did you have to pay the fine? You were dodging all the time, are you still dizzy? Valerie.

The Zutons. Valerie