domingo, 30 de abril de 2006

A Tragédia de Mauro e Simona (2006)

"Dois jovens namorados do noroeste da Itália morreram neste fim de semana em dois acidentes de trânsito diferentes ocorridos na mesma hora, de acordo com os meios de comunicação locais.

Mauro Monucci, 29 anos, morreu por volta da meia-noite de sábado quando sua moto, de alta cilindrada, chocou-se contra um poste em um cruzamento nos arredores do Palácio dos Esportes de Forli. O jovem morreu quando era levado numa ambulância ao hospital, segundo a edição digital do jornal La Repubblica.

Praticamente ao mesmo tempo, o carro de sua namorada, Simona Acciai, 27 anos, saiu da estrada em uma área periférica da cidade e caiu em um fosso. Simona morreu na hora.

Os telefonemas para os serviços de emergência para alertar sobre os dois acidentes foram feitos com poucos minutos de diferença, mas as autoridades só perceberam que as vítimas eram um casal ao verificar em seus documentos que os dois tinham o mesmo endereço.

Frente ao caso inusitado, a magistratura local ordenou a realização de autópsias nos dois corpos."

Ah se Shakespeare estivesse vivo...

"A Tragédia de Romeu e Julieta (1596)

Duas casas, iguais em dignidade - na formosa Verona vos dirão - reativaram antiga inimizade, manchando mãos fraternas sangue irmão. Do fatal seio desses dois rivais um par nasceu de amantes desditosos, que em sua sepultura o ódio dos pais depuseram, na morte venturosos. Os lances desse amor fadado à morte e a obstinação dos pais sempre exaltados que teve fim naquela triste sorte em duas horas vereis representados. Se emprestardes a tudo ouvido atento, supriremos as faltas a contento..."

Jesus Cristo Superstar

Experiências religiosas a valer provocam um transe. Um momento no limbo da razão que é associado ao contato com o ser divino. Os Hare Krishnas entoam mantras, dançam. Os dervixes rodopiam - the whirling dervishes. A turma do Daime toma o seu chá. Sou menos suscetível a provocações tão intensas. Quando quero, facilmente me concentro e entro em transe. Por conta disto, o catolicismo carismático me afasta. A cerimônia da missa tornou-se um evento. Palmas, cantoria. Jesus Cristo Superstar. Isto tudo me desconcentra - quero mais é fugir.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Blog do Marona: O novo JB: ousadia e timidez andam juntas

Blog do Marona: O novo JB: ousadia e timidez andam juntas

O JB é agora tablóide. É uma sensação meio esquisita ver o jornal com que cresci mudar de formato tão radicalmente. Tomara que o conteúdo fique o mesmo. Ter lido este jornal em grande parte da minha vida ainda sinto saudades me deixou íntimo dele. Sempre me foi familiar ler a primeira página, o Informe JB, o Informe Econômico, o Boechat, o Caderno B, Tárik de Souza, Iesa Rodrigues, Coluna do Castello, os desenhos da Massarani, o Ique e mais um monte de gente. Sabia o que eu ia encontrar onde - diferentemente de outros jornais O Globo, mesmo que tinham ótima diagramação mas que eu não conseguia ler, só ver as fotos nítidas. Já o JB era austero, fontes vetustas aquele JB era para um decano venerável e dava para ver os pontinhos das fotos. Me emocionei quando mostram a redação do JB do cais porto no Cidade de Deus como será que filmaram aquilo?

Gostei de navegar na edição eletrônica - é quase ter o jornal em mãos sem ter os dedos contaminados por chumbo da tinta.

Às favas comigo se eu fosse avesso à mudanças.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Sumimasen


Marco(s)

Um dia disse que tinha medo de passar a minha vida em branco, sem deixar uma marquinha da minha existência, que eu estive aqui. Afinal, até dinossauros deixaram pegadas. Então me apontaram o mar de São Conrado, comeram um pão de queijo e disseram que isto nunca aconteceria. Minha cara de ponto de interrogação deu a deixa: Deixamos impressões uns nos outros e tomou mais um gole de cerveja.

Eu tomei um gole da minha cerveja e fiquei olhando o mar. Ganhei o meu dia - a minha vida ganhou tranqüilidade.

Muito tempo se passou e, quando achava que a minha vida fosse mais que desinteressante, estava bem descansado. Tropecei quando descobri que tinha me tornado marco de referência. Saber claramente disto trouxe uma responsabilidade especial - não posso desapontar, tenho que cuidar. Putz, deixei uma marca.

Culpa

"Não há nenhum problema tão terrível ao qual você não pode adicionar um pouco de culpa e fazer ele ficar pior."
Calvin

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Domingão

Estava insone ontem à noite e me impressionei com quanto o quarto fica iluminado com todas as portas e janela fechada o led do VCR era quase um holofote. Podia encontrar um alfinete no chão tudo bem, exagerei. Londrina estava linda de manhã cedo. A cidade estava vazia acho que ainda estavam todos dormindo. E o sol brilhava alto já cedo coisa rara neste inverso que chega de mansinho.

Canto de boca

Sou de temperamento prático. Vou direto ao assunto. Não sou de ficar andando a esmo. Vou de um ponto a outro. Sei onde quero chegar. E, acima de tudo, me sinto bem sendo assim.

Estou sendo obrigado agora a divagar, discorrer, discutir, avaliar. Espera-se que eu fique fermentando idéias - ops, tô fora. Minha capacidade de síntese resolve isto bem facilmente através da conversão de idéias vagas em algumas palavras em poucas linhas.

Você não saberia da minha satisfação da concretização final. Um sorriso de canto de boca, como a do finado.

domingo, 23 de abril de 2006

Estava em algum lugar d'Orsay...

Algumas

Seguramos as mãos abaixadas. Beijei teu rosto. A lágrima num canto de olho. Ninguém mais por testemunha. Pegou o carro e partiu. Respirei fundo e me recolhi. Eu, que sempre fui um homem de imagens, nunca esqueci desta.

Algumas coisas deveriam ser deixadas não ditas.

Thinkin of all them kids that try to do this for all the wrong reasons

Um tema serve de compasso e explica um personagem. Nos lembra do caráter, da situação, da história. Ele passa a mover e condicionar os passos - passa a ser o leitmotiv.

Qual é o seu leitmotiv?

Elementos básicos do cotidiano foram sobrepostos por camadas e camadas de subterfúgios. Grana, ambição, jeitinho, vantagem - entendo isto como conceitos secundários. Não em importância, mas como derivados de conceitos mais primitivos ainda. Fatos primários impulsionam o comportamento, para onde, como, quando e porque vamos.

Qual é a sua força motriz?

Estar em conssonância com o mundo é essencial. É essencial se compreender como parte da vida, que a vibração deste segundo faz sentido - o próximo segundo pode esperar. Ter fé, confiar, importar-se com as pessoas, tratá-las bem e respeitosamente, ser honesto, ético, generoso - tudo isto me soa básico. Tudo mais se transforma a partir disto.

O que é essencial para você?

quinta-feira, 20 de abril de 2006

A vida imita a arte

Se quiser se achar engajado, alternativo e cabeça, diga que gostou do Syriana. Confesso que fui assisti-lo querendo fazer parte do clubinho. Mas me decretei rejeitado como sócio no final da entrevista. Achei o filme cinematograficamente complicado e superficial no tratamento dos assuntos. Por outro lado, ele é válido por tocar num assunto delicado embora não elabore o suficiente.

Uma parte do filme, porém, me impressionou: a ilustração do processo de aliciamento das pessoas para se tornarem homens-bomba. Quando você não tem a menor condição de vida, é tratado como lixo, cidadão de segunda classe, alguém chega e lhe oferece salvação - a possibilidade de ser tratado como um igual ou herói - dentro de algo tão nobre quanto a religião. Daí a gratidão leva a medidas tão distorcidas quanto à morte, seja ela a sua e a dos assim-chamados inimigos.

Para o inferno com a gratidão! Ser tratado como gente é direito adquirido, não precisa implorar por isto.

Neste instante, tudo isto volta a acontecer: imigrantes nos Emirados Árabes Unidos são quase escravos e se rebelam. Os menos rebeldes devem estar sendo cooptados para o lado tortuoso da fé - o alistamento para homem bomba no Irã torna-se um sucesso.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Põe teu disco para tocar


Three little birds sat on my window and they told me I don't need to worry. Summer came like cinnamon: so sweet little girls double-dutch on the concrete. Maybe sometimes, we got it wrong, but it's alright. The more things seem to change, the more they stay the same. Oh, don't you hesitate. Go, put your records on, tell me your favourite song, you go ahead, let your hair down. Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams, just go ahead, let your hair down. You're gonna find yourself somewhere, somehow. Blue as the sky, sombre and lonely, sipping tea in the bar by the road side (just relax, just relax). Don't you let those other boys fool you, gotta love that afro hairdo. Maybe sometimes, we feel afraid, but it's alright: the more you stay the same, the more they seem to change. Don't you think it's strange? Go, put your records on, tell me your favourite song, you go ahead, let your hair down. Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams, just go ahead, let your hair down. You're gonna find yourself somewhere, somehow. Just more than I could take, pity for pity's sake. Some nights kept me awake, I thought that I was stronger. When you gonna realise that you don't even have to try any longer? Do what you want to! Go, put your records on, tell me your favourite song, you go ahead, let your hair down. Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams, just go ahead, let your hair down. Oh, You're gonna find yourself somewhere... somehow...

Bauru, we've got a problem

Soyuz to Nasa base: "Why is this astronaut you've launched holding a everlasting smile?"

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Quer dançar comigo?

Camarilha

camarilha - s. f., homens da corte que lisonjeiam o monarca, prejudicando os interesses dos negócios públicos; bando de intriguistas, junto de um chefe de governo.

Denúncia do Ministério Público Federal dos 40 indivíduos que, em conjunto, formam a camarilha infiltrada no poder: http://www.pgr.mpf.gov.br/pgr/asscom/mensalao.pdf

Não deixem de lê-la ou mesmo de simplesmente tomar ciência dela. Não deixem de se indignar.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Walking to you

"I met your boyfriend on St. Martin's Lane and he said, "Fancy running into you again". We talked a minute or so, then he turned to go, and I walked into the crowd again. And the morning was a different place, in every passerby I saw your face. Love leaves a lonely ghost, with one thought uppermost - is this the case in every case? Am I walking to you? Am I walking to you? In everything I do, am I just walking to you?

It was seven years ago to the day, you rang my house and we met halfway. We walked round Leicester Square and sat through 'Being There' and every moment I replay. And I was desperate for love to be pure, though what that meant, I never was sure. You spent your time on me, I took it willingly, and I made you trust in literature. Am I walking to you? Am I walking to you? In everything I do, am I just walking to you?

I just don't know what to do."
Ben Watt

terça-feira, 11 de abril de 2006

Antena ligada

Quando Sunset começa, eu penso o quanto esta música é fantástica. Who knows who wrote that song of Summer that blackbirds sing at dusk? This is a song of colour where sands sing in crimson, red and rust then climb into bed and turn into dust. Esta antena está sintonizada em tudo o que é sublime em termos de música. Há tempos não escutava um CD de cabo a rabo sem querer pular alguma faixa.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

No banho

Tinha mania de aproveitar o tempo no banho para pensar nas coisas que tinha para resolver e ter algumas idéias. Até que me disseram que fazer isto é a mesma coisa que dividir o banho com um monte de gente.

domingo, 9 de abril de 2006

Esta moça é um talento!

Quanto mais você olha, menos você entende

Sou um anônimo. Gasto minha energia apenas com o essencial. Meus pais diziam que eu tinha o metabolismo lento. Optei por ouvir - e fumar - me era mais cômodo. A lembrança que têm de mim é dando um trago. Só ela foi capaz de me repreender, e mesmo assim botanto a culpa no pai dela. Vivi me causando surpresa (não chegava a assustar ninguém) mesmo assim duvidavam de mim. Quando olharam bem, viram só eu mesmo. Mas quis algo mais - assim como você. Observando bem, aprendi meios de conseguir o que queria mas escolhi os mais fáceis: aqueles tortuosos. Chantagiei, me defendi matando para não ser morto. Continuei minha vida e vi que nada mudou. Nada mudou na minha vida. Restou aos outros, falência, loucura, suicídio, vergonha. Eu? Eu sou só eu mesmo. Quando minha vez chegou, o meu fim não poderia ter sido mais desinteressante. Até para mim mesmo, não fui responsável pelo meu fim. Que ironia: outros quiseram interagir, intervir, determinar o meu fim.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Mito

Quando conheci o jovem L., pensei com os meus botões: ele vai longe. E lá foi ele trilhando o sucesso. Acompanhei de perto a trajetória partilhando as alegrias e chorando as pitangas. Só que também fui trilhando o meu caminho pessoal, paralelamente. Me acostumei a olhar com admiração e com orgulho de fazer parte do cenário. Difícil de admitir o que o sucesso traz a reboque. Ascenção social e dinheiro - por supuesto que sí, mas nada se compara ao poder e à influência. Não, o jovem L. não agarrou o poder na primeira hora. A modéstia original o impedia de aceitar estas facilidades. Mas eu fui testemunha de uma das primeiras quedas, do primeiro golpe desferido, e da euforia da satisfação subsequente. Inocentemente, nada me chocou e hoje vejo para onde isto derivou: a bola de neve ganhou impulso. O fato de eu ter ignorado os fatos me impediu de tomar uma atitude enquanto era tempo. O jovem L. tomou gosto daquilo que era destinado para provar (not to swallow). O seu caminho tornou-se pessoal e o afastamento, inevitável. Sua crença para deixar os demais para trás era a de que os outros eram inaptos para acompanhá-lo, a burden to carry. Isto era professado. Secretamente, era também seguro se afastar daqueles tão ou mais inteligentes, ou fortes que ele - enfim, não gostava de ver um reflexo seu. Da minha parte, apliquei a máxima travel light e deixei o peso de lado. Na maturidade, a influência do Sr. G. foi absoluta e só fez crescer o gosto do poder. Agora, resta-me dizer ao Sr. L.: que a força esteja com você.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Estatística (João Paulo Cunha)

"A vitória da ilegalidade: Apesar de confessar ter sacado R$ 50 mil da conta de Marcos Valério, João Paulo Cunha foi absolvido pela maioria dos deputados " Renata Moura. Jornal do Brasil. 05/04/06

Estudei Estatística Aplicada no mestrado durante o ano passado. Passei a creditar muito neste deus matemático chamado de curva normal. Reza a estatística que, numa distribuição normal - que leva a uma curva normal - de itens de uma população, 68,27% dos itens estão em torno de 1 desvio padrão em torno da média, 95,45% dos itens estão em torno de 2 desvios padrão em torno da média e 99,73% dos itens estão em torno de 3 desvios padrão em torno da média. Desvios padrão dão o grau de variação da população - quanto maior o número de desvios padrão, maior é o grau de variabilidade.

Muito bem. Temos no Congresso Nacional uma população de políticos que representam a população brasileira. O Sr. J.P.Cunha teve o seu caráter avaliado de acordo com o seguinte resultado: num total de 483 votos, 256 foram contra a cassação do petista, e 209 a favor (nove abstenções, sete em branco e dois nulos). Isto significa que 53% dos nossos representantes - nosso reflexo, pois nós brasileiros votamos neles - acham que o réu confesso não fez mal nenhum. Pois bem, estes distintos representantes correspondem a aproximadamente a 1 desvio padrão em torno da média da população brasileira. Quando a população brasileira age de maneira semelhante - sendo ligeiramente conivente, agindo de forma errada porque-todo-mundo-faz-assim, perdoando aqueles pequenos erros mesmo que crassos embora pequenos, achando bonito a falta de educação - ela está demonstrando matematicamente porque acontecem fatos como estes na Câmara.

Isto explica os dados. Mas não acaba com a minha indignação com o estado das coisas.

Recomendo que sejam enviados comentários diretamente para o sr. deputado, via dep.joaopaulocunha@camara.gov.br.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Os clássicos

Deliberadamente deixei de consultar a lista dos mais vendidos para seguir uma lista pessoal de tudo aquilo que eu achava que devia ler antes de morrer (e ainda tem todas aquelas coisas que eu tenho que ver, fazer, viver antes de morrer). Mas os clássicos têm me dado trabalho. Algumas coisas são terrivelmente difíceis - por um motivo ou outro: ou extensos demais, ou complicados demais ou simplesmente maçantes demais. Veja Guerra e Paz - longuíssimo, é uma Muralha da China a ser transposta. A Divina Comédia? Não, não consegui viajar na do Alighieri. Ao contrário, meu irmão, Don Quixote é uma delícia, Dom Casmurro é genial e Eça de Queiroz e o seu Primo Basílio é admirável e odioso, respectivamente. Moby Dick tem uma abertura para agarrar o leitor. O que os torna instant classics? Falta de pretensão, simplicidade e coerência.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Lynch - esquisitaço

Dália Negra

Fiquei sabendo que estavam filmando o livro Dália Negra, do James Ellroy. Tudo confirmado no IMDb, casting promissor (Swank, Johansson) e, sobre tudo, deve sair neste ano.

Os livros do Sr. J. E. começam devagar e requerem a fixação do quem-é-quem das personagens. Mas depois que a estória engrena, meu caro, vira uma uma montanha-russa e o livro gruda nas mãos. O Dália é particularmente perverso e seria um prato cheio para o Lynch - o Rei da Esquisitice: um corpo de mulher identificado como Elizabeth Short, estuprado, torturado e partido ao meio é encontrado num terreno baldio em LA em 1947. O investigador fica obcecado: muita sacanagem, extorsão, traições estão envolvidos. E ele mergulha de cabeça. O livro termina umas cinco vezes. A cada fim tem uma reviravolta. Para leitores obsessivos.

Brian de Palma filma, vamos esperar um clássico. Mas ainda acho que deveria ser do Lynch.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Teatrinho

Sra. U. tem uma habilidade natural de se isentar de todos os problemas que pipocam no cotidiano. É inato - está no seu sangue - daí impede a sua percepção (impaired perception) e a culpa não pode lhe ser imputada. A distorção habilidosa e inocente do raciocínio lógico sempre lhe favorece. Aos incautos espectadores resta-lhes ver a mesa sendo virada por ela e a derrocada de qualquer lógica existente. Assisto toda a cena com prazer, mas só enquanto minha paciência não é testada. Vou esperar até que um outro espectador também se aperceba do teatro da vida da Sra. U. e resolva interferir. A tragédia então se instalará. Ou será que vai virar uma comédia?

domingo, 2 de abril de 2006

Beauty inspires obsession

Ideology

"When one voice rules the nation, just because they're top of the pile, it doesn't mean their vision is the clearest. The voices of the people are falling on deaf ears: our politicians all become careerists. They must declare their interests but not their company cars. Is there more to a seat in Parliament than sitting on your arse? And the best of all this bad bunch is shouting to be heard above the sound of ideologies clashing. Outside the patient millions who put them into power expect a little more back for their taxes: like school books, beds in hospitals, and peace in our bloody time. All they get is old men grinding axes. Who've built their private fortunes on the things they can rely? The courts, the secret handshake, the Stock Exchange and the old school tie. For God and Queen and Country, all things they justify above the sound of ideologies clashing. God bless the civil service: the nations saving grace. While we expect democracy, they're laughing in our face. And although our cries get louder the laughter gets louder still above the sound of ideologies clashing. Above the sound of ideologies, above the sound of ideologies, above the sound of ideologies clashing."

Incêndio

A coerência fica indefesa quando o desespero se instala. Qualquer fiapo de bom senso desaparece e fica-se à deriva. As opiniões passam a ser regidas pela vontade cega - uma irracionalidade que trai, dissimula, enebria, te deixa eufórico e deprimido. A uma distância segura e crítica, a observação da natureza humana inquieta. A chance de reversão por interferência precisa ter os benefícios subseqüentes medidos - já que os custos, estes podem ser altos. O principal problema com a irracionalidade instalada é quando ela se torna coletiva, na grande massa. Aliás, se estiver instalada somente em mais um indivíduo, já se torna um problema. A massa irracional é perigosa: basta um grito para se atear fogo numa cidade, e não adianta tentar reverter a situação porque o primeiro a ser incendiado pode ser você.

Biografia

RESUMO BIOGRÁFICO

(fonte: http://www.angelaguadagnin.net/)

Angela Moraes Guadagnin
Profissão: Médica
Filiação: Edegardo Carneiro de Moraes
Regina Pedreira de Moraes
Cônjuge: Carlos Alberto da Veiga Guadagnin
Filhos: Eduardo e Marcelo
Nascimento: 8 de abril de 1948 - Rio de Janeiro, RJ

LEGISLATURAS:
1999-2003 e 2003-2007.

MANDATOS ELETIVOS:
Prefeita, 1993-1996, São José dos Campos, SP, PT; Deputada Federal, 1999-2003 e 2003-2007, SP, PT.

FILIAÇÕES PARTIDÁRIAS:
PT, 1986-.

ATIVIDADES PARTIDÁRIAS:
Vice-Presidente, 1987-1989, e Membro, 1987-, Diretório Municipal do PT, São José dos Campos, SP; Coordenadora Regional da Campanha da Presidência da República no Vale do Paraíba, PT, SP, 1989; Membro, Executiva do Diretório Municipal do PT, São José dos Campos, SP, 1989-1993; Membro, Diretório Nacional do PT, 1994-1997; Membro, Diretório Estadual do PT, SP, 1997-1999; Membro, Coordenação da Macrorregião do PT do Vale do Paraíba, 2001-, Membro, Coordenação do Setorial Nacional de Saúde do PT, 2001-; Coordenadora, Núcleo de Seguridade Social da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, 2001-; Vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, 2002-; Segunda vice-presidente da CPI da CPMF, 2002- ; Membro, CPI do INSS, 2002-.

ATIVIDADES PROFISSIONAIS:
Médica Pediatra, consultório particular, 1975-, PRONVAL, 1975-1979, Hospital Central, 1975-1980, AMICO, 1976-1980, Santa Casa, 1980-, e Hospital Infantil Antoninho da Rocha Marmo, 1985-, São José dos Campos, SP; Médica Pediatra e Clínica-Geral, Associação Médica do Estado de São Paulo, São José dos Campos, 1976-1977.

CARGOS PÚBLICOS:
Médica Pediatra, INAMPS, 1980-1994, e Prefeitura Municipal, 1981-1988, São José dos Campos, SP; Supervisora de Setor, Campanhas Nacionais Contra Poliomielite, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, 1980-1988; Supervisora de Setor da Campanha de Vacinação Múltipla nas Zonas Rurais, 1981-1982, Planejadora, Coordenadora e Médica Pediatra do Programa de Saúde da Criança da UPA, 1982-1985, Chefe da UPA, 1984-1985, Supervisora de Setor na Operação Verão, 1985, Monitora em Treinamentos das Ações Básicas de Saúde da Criança, 1989, e Professora nos I, II e III Treinamentos de Agentes de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, São José dos Campos, SP; Presidente, Junta do Serviço Militar, São José dos Campos, SP, 1993-1996; Diretora Tiro de Guerra, São José dos Campos, SP, 1993-1996; Presidente, Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul e Serra da Mantiqueira, São Paulo, SP, 1994-1996; Membro da Primeira Gestão, SABESP, São Paulo, 1995-1996; Médica Pediatra, Ministério da Saúde, SP, 1994.

ESTUDOS E GRAUS UNIVERSITÁRIOS:
Medicina, Faculdade de Medicina de Taubaté, SP, 1968-1974; Mestrado em Saúde Pública, USP, São Paulo, 1987-1988.

OUTROS CURSOS:
I Curso de Antibioticoterapia, I Curso de Cirurgia de Urgência e I Curso sobre Choque, 1972, e I e II Cursos de Moléstias Infecciosas em Pediatria, 1973, Faculdade de Medicina de Taubaté, SP; UTI, Pronto-Socorro de Adultos, Pronto-Socorro Infantil, Enfermaria de Clínica Médica e Hospital Santa Isabel, Faculdade de Medicina de Taubaté, SP, 1974; Cursos de Neuropediatria e Ginecologia Pediátrica, 1977; I e II Cursos sobre Principais Queixas em Pediatria, 1985; Infecções das Vias Aéreas Superiores, 1985; Implementação de Programas de Cuidados Primários em Comunidades Urbanas de Baixa Renda, 1985; Treinamento de Multiplicadores nas Ações Básicas da Saúde da Criança, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, 1987; Treinamento sobre Adolescência, Secretaria Municipal de Saúde, São José dos Campos, SP, 1989; Curso Nestlé de Atualização em Pediatria, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, 1989; Dermatologia, Secretaria Municipal de São José dos Campos, SP, 1991; Capacitação Pedagógica, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, 1991.

SEMINÁRIOS E CONGRESSOS:
I Jornada de Perinatologia de São José dos Campos, Associação Paulista de Medicina, São José dos Campos, 1977; Colóquio sobre Distúrbios do Comportamento na Infância e Adolescência, 1977; XX Congresso Brasileiro de Pediatria, 1977; Reunião Científica de Pneumopatias na Infância, Associação Paulista de Medicina, São José dos Campos, SP, 1981; Jornada de Pediatria, Escola Paulista de Medicina e Sociedade de Pediatria de São Paulo, 1983; I Fase do Programa de Treinamento Gerencial, Secretaria Municipal de Administração, São José dos Campos, SP, 1984; I Encontro de Prevenção à Excepcionalidade, Prefeitura Municipal e APAE, São José dos Campos, SP, 1984; II Congresso Brasileiro de Cuidados Primários e Pediatria Comunitária, 1985; II Congresso Brasileiro de Adolescência, 1987; I Simpósio Municipal Criança Prioridade Absoluta, Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, São José dos Campos, SP, 1991; III Encontro Municipal do Setor de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, São José dos Campos, SP, 1982; II Encontro Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, São José dos Campos, SP, 1982; Palestrante, Semana do Excepcional de 1988, APAE, São José dos Campos, SP, 1988; I Conferência Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, São José dos Campos, SP, 1990.

ATIVIDADES SINDICAIS:
Membro, Sociedade Brasileira de Pediatria, 1974-; Membro, Associação Brasileira de Mulheres Médicas, 1974-; Membro, Associação Paulista Medicina, SP, 1974-; Membro, Sociedade de Pediatria de São Paulo, SP, 1994-; Membro, Sindicatos dos Médicos do Vale do Paraíba, São José dos Campos, SP; Membro, Comissão Diocesana em Defesa da Vida, São José dos Campos, SP, 1997-.

ATIVIDADES PARLAMENTARES:
CÂMARA DOS DEPUTADOS:
COMISSÕES PERMANENTES: Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática: Suplente, 1999-; Seguridade Social e Família: Titular, 1999-, Suplente, 2000, e Segundo-Vice-Presidente, 2001-; Viação e Transportes: Titular, 2000.
COMISSÕES ESPECIAIS: Falência, Concordata Preventiva e a Recuperação das Empresas com Atividades Econômicas: Titular, 1999; PEC nº 20/95, Parlamentarismo: Titular, 1999-2000; PEC nº 82/95, Recurso da Seguridade Social ao SUS: Suplente, 1999; PEC nº 308/96, Acumulação de Emprego Público: Titular, 2000; PEC nº 601/98, Direitos Sociais: Titular, 1999-2000; PEC nº 627/98, Municípios: Suplente, 1999; PEC nº 637/99, Prorrogação da CPMF: Suplente, 1999; PL nº 2.905/97, Alimentos Geneticamente Modificados: Titular, 2001; PL nº 3.561/97, Estatuto do Idoso: Suplente, 2001-; PLP nº 9/99, Normas Gerais para Instituição de Regime de Previdência Complementar: Suplente, 1999-.
CPI: Mortalidade Materna: Titular, 2000-2001.

CONDECORAÇÕES:
Mérito Aerofest, Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, SP, 1993; Honra ao Mérito, CRECI, SP, 1993; Diploma Honoris Causa, APAE, Sindicato dos Contabilistas e CRC, São José dos Campos, SP, 1995; Amigo do Bombeiro, São José dos Campos, SP, 1995; Honra ao Mérito Amigo da SORRI, São José dos Campos, SP, 1995 e 1996; Ordem do Mérito Penitenciário, Confraternidade Carcerária do Brasil e Confederação Brasileira das APAC, São José dos Campos, SP, 1995; Diploma, Associação Paulista de Comissários de Menores, 1996; Hermanamiento entre San José de Los Campos y Matanzas, Cuba, 1996; Medalha de Ouro do Mérito Judiciário, Tribunal Regional do Trabalho da 15a Região, SP, 2001; Cidadã honorária de Piquete, SP, 2001; Associação Paulista de Medicina, homenagem pelo Dia Internacional da Mulher, SP, 2001.

OBRAS PUBLICADAS:
GUADAGNIN, Angela Moraes. Mortalidade infantil na cidade de São José dos Campos em 1987. São Paulo: USP, 1988. Dissertação (Mestrado).
____ et al. Desafios do governo local: o modo petista de governar. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1997.

MISSÕES OFICIAIS:
Missão de Prefeitos de dez cidades brasileiras, em viagem de estudos sobre políticas públicas, Dinamarca, 1995. Visita aos Ministérios da Educação e de Obras, Saneamento e Planejamento Urbano, França, 1995. Visita ao órgão que despoluiu o Rio Sena, França, 1995. Visita a Feira Internacional de Informática na Educação, França, 1995. Visita à Embaixada do Brasil na França, 1995. Viagem para intercâmbio cultural, a convite da Prefeitura de Kadoma, Japão, 1995. Representante da Câmara dos Deputados no Pontificio Consiglio per la Famiglia, III Encuentro para América - Famiglia y Vida a los 50 anos de la Declaración Universal de los Derechos Humanos, Buenos Aires, Argentina, 1999.

OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES:
Como Prefeita de São José dos Campos, SP, recebeu da UNICEF o Título de Município Amigo da Criança.

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Galeria de fotos:



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Comentários para a deputada devem ser enviados para: dep.angelaguadagnin@camara.gov.br

Hashi

Já tentaram comer pêssego em calda num prato só com uma colher?
É tão fácil quanto usando um hashi.


Rendi-me ao almoço japonês com o Sr. C. Fazia tempo que não comia um sushi ou falava como estava gostoso o bentoo frio.

sábado, 1 de abril de 2006

Créditos: Ashley Hampson

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Minha vida sempre foi muito urbana e nunca me liguei nos assuntos rurais. Vivendo no celeiro do país, fui obrigado a desenvolver algum (pouco) conhecimento na área. Mais ainda agora no mestrado quando fiquei chocado ao descobrir que as vacas possuem 4 tetas e aquela bolsa onde as tetas estão é chamada de úbere. Quanto ao nome 'úbere', aposto que a vasta maioria dos mortais não devia conhecer. Acho que fiquei mais perplexo com o número de tetas porque, quando desenhava as vacas, simplesmente fazia n tetas. Tal número era função do espaço que eu tinha para desenhá-las, sem nenhum compromisso com a realidade. Agora, não posso mais alegar ignorância no assunto. Terei que ser fiel às 4 unidades. Eventualmente, posso arriscar 3 e dizer que a 4ª está atrás de uma delas, fora da perspectiva...

Da estréia

Relutei muito em aderir ao blog. Muito mais porque sempre funcionei mais visualmente do que com as palavras. Mas resolvi experimentar. Minha primeira experiência, temporariamente bem sucedida e divertida com as imagens, foi o fotolog. Porém, em certo momento, o flog virou um inferno para fazer upload e o abandono foi inevitável - quem viveu, viu. Tomara que semelhante frustração não aconteça no blogger.

Tenho uma sensação de que ninguém vai ler meus posts - nem mesmo comentá-los. É aquela terrível sensação da mais absoluta inutilidade. Por outro lado, não desisto fácil - vou provar a inutilidade (ou utilidade) até o fim. É como ler até o fim aquele livro que já é um desastre no primeiro capítulo. Só para dizer com toda propriedade: que droga!

Acompanho diversos blogs e alguns deles são realmente dignos de visita, virando até bookmarks. Minha esperança é que eu possa contribuir com algo. Quem sabe?